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Há meio século, a OUA tinha como objectivos fundamentais libertar a África do colonialismo e do apartheid e garantir a unidade continental. Hoje há 54 países africanos independentes e subsiste por resolver a situação da República Árabe Saharauí Democrática, proclamada pela Frente Polisário na ex-colónia espanhola do Sahara Ocidental, entretanto anexada por Marrocos. Os benefícios económicos, sociais, culturais e em todos os domínios que as independências trouxeram aos povos africanos são imensos. Do ponto de vista histórico, a derrota do colonialismo e a libertação nacional de África significam um avanço enorme. Os sacrifícios dos patriotas nas lutas emancipadoras não foram em vão.
O braço terrorista secreto da NATO voltou a ser mencionado. Mas para a generalidade dos media a questão passa em silêncio. Um silêncio eloquente.
Declaração de Guiúa-Inhambane sobre o PNISA e o Programa Prosavana
Em Moçambique, o Programa Prosavana irá ocupar uma área de 14.5 milhões de hectares de terra, em 19 distritos das Províncias de Niassa, Nampula e Zambézia. Embora a UNAC tenha mantido conversações com o Governo, o Ministério das Relações Exteriores do Japão, parlamentares do Japão, representantes da Agência Japonesa de Cooperação Internacional, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Embaixador do Japão em Moçambique e Embaixadora da República Federativa do Brasil em Moçambique, o que esse programa configura é alheio às aspirações dos camponeses e evolui com quase total ausência e exclusão de camponeses e camponesas de todo o Pais. O modelo do agronegócio (a experiência brasileira, entre outras, confirma-o) expulsa o campesinato e destrói a produção tradicional.
Este texto ganhará em ser lido em conjunto com o importante artigo de Rémy Herrera que publicámos em 9 de Maio. Porque o seu conteúdo ideológico traduz, com uma clareza que talvez ultrapasse a intenção do autor, muito do carácter contraditório do desenvolvimento económico dos últimos anos na RPC, em que “o sector não-público está em vias de representar uma fatia cada vez maior da economia global e o papel que desempenha está a tornar-se cada vez mais importante”.
Na Colômbia a liberdade de imprensa é uma das vítimas da violência do conflito político, social e armado. Jornalistas são assassinados e perseguidos por procurarem informar com verdade. Outros “jornalistas” tomam de um outro modo parte activa no conflito, difundindo mentiras ao serviço dos seus patrões e do fascizante poder instituído.
Onde não há Partido - como sucede nos EUA - são os patrões que decidem a agenda e os termos do debate. Expressões como «exploração», «classe» ou «luta» estão banidas do léxico comum. Palavras como «militância» ou «comunismo» estão indelevelmente associadas ao «mal», ao «terrorismo» e às «ditaduras». Porque na língua universal do capitalismo a semântica é um instrumento de opressão e dominação de classe, onde não há Partido Comunista chama-se «cidadania» às contradições insanáveis entre exploradores e explorados, e «comunidade global interdependente» a um mundo saqueado pelo imperialismo e cada dia mais militarizado.
Num país em que os governos levam a cabo uma política económica contra as pessoas (numa escalada que com o actual governo atinge uma agressividade demencial), com um sistema político atolado, com uma geração de governantes de formação inenarrável e inépcia inexcedível, há uma mudança em construção. Não no Portugal que Passos julga que se sacrifica para ele brilhar na Europa, mas no Portugal resistente que o não suporta mais, que sai à rua, que canta a Grândola contra a mentira e contra o assalto ao trabalho e aos seus frutos, num país que pede um novo 25 de Abril justamente porque se lembra do que ele significou.
Há notícias que dizem mais sobre o real rumo político de um governo do que algumas extensas análises. Esta que publicamos, sobre o avanço do projecto de privatização da Petrobrás, traduz uma verdade básica: nenhuma política progressista é conciliável com a privatização e entrega dos bens públicos e da riqueza criada pelos trabalhadores ao longo de décadas às mãos do grande capital monopolista.
O conhecimento aprofundado da complexíssima realidade económica actual da República Popular da China é uma tarefa central nos dias de hoje. Este estudo é uma notável contribuição nesse sentido: o da compreensão do processo que colocou a China à frente de todas as economias mundiais à excepção dos EUA, e das perspectivas da sua evolução futura – que permanecem largamente indeterminadas, tanto pela sua própria dinâmica, como também porque o capitalismo dos oligopólios financeiros do Norte parece cada vez mais entrar frontalmente em conflito com ele.
Os recentes ataques aéreos de Israel contra a Síria introduzem dados qualitativamente novos na tragédia do Médio-Oriente. Israel é o mais agressivo e melhor armado peão militar do imperialismo na região. Mas entre as interrogações que estes ataques levantam está a da relação entre esse peão e os EUA, entre o expansionismo sionista e a estratégia geral do imperialismo. Poderão existir diferenças tácticas. Mas existe uma identidade essencial na criminosa acção levada a cabo.
A verdadeira face da agressão contra o povo sírio

A única forma de negociar com a troika é dizer claramente: não. Desencadeariam ameaças e processos de chantagem, mas o euro e a UE tremeriam.
A forma como na África do Sul vários dos mais destacados dirigentes do país homenagearam Chris Hani, no 20º aniversário do seu assassínio, tem um significado relevante. Porque este comunista, heróico combatente contra o apartheid, nunca esqueceu que o objectivo da sua luta não era apenas a derrota desse regime, mas a transformação revolucionária da sociedade no caminho do socialismo.
O golpe de Thatcher
Talvez seja demasiado fácil dançar sobre a sepultura de Thatcher. O seu funeral foi uma proeza de propaganda, adequada a um ditador: uma mostra absurda de militarismo, como se se houvesse verificado um golpe. E foi. “O seu triunfo real foi ter transformado não apenas um partido mas dois, de modo que quando o Labour finalmente retornou, a maior parte do thatcherismo era aceite como irreversível”. E quando ao actual chefe do Labour reiterou a sua admiração por ela, fica-se a saber que a velha assassina não morreu de todo.
De Caracas regresso com a convicção de que a solidariedade internacionalista com o povo de Bolivar e os dirigentes que fazem seu o legado de Hugo Chávez assume uma grande importância no contexto da atual crise mundial.
A natureza de classe da União Europeia é cada vez mais evidente. Sendo um processo histórico de resposta do capitalismo europeu às crises cíclicas que atravessa e um elemento da concertação/rivalidade do capital ao nível europeu, estamos perante um instrumento de classe efectivo na ofensiva contra o trabalho, que cria constrangimentos à luta dos trabalhadores e dos povos. Um instrumento criado e desenvolvido pelo grande capital que, por isso mesmo, não reformável.
As forças bolivarianas, embaladas pelo ambiente da campanha eleitoral e por sondagens que vieram a verificar-se muito pouco fiáveis, deixaram-se contagiar pelo triunfalismo. Quando foram anunciados os resultados apenas uma parte dos venezuelanos gritou de júbilo. Outros ficariam atónitos perante a tão pequena margem da vitória de Maduro. A Festa, uma vez anunciados os resultados, iria ter uma estranha amargura no paladar. Mas, contrariando o desalento de alguns nessa noite, logo no dia seguinte cerrar-se-iam fileiras em apoio ao novo Presidente.

O desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia colectiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.
“Podemos dizer que a questão do balanço do período histórico iniciado com a Revolução Soviética e com a chegada de Lenine ao poder continua a estar manifestamente em aberto. Podemos dizer que regressará em breve uma reabilitação mais que parcial de Outubro de 1917 e do “socialismo real” com a renovação das lutas e a restauração da esperança”.
18 de Julho de 1936 é a data do início da sublevação fascista em Espanha, do início da guerra civil. Recordá-la nos dias de hoje é também relembrar que as potências ocidentais que assumiram a posição de “não intervenção” (hoje empenhadas em agressões imperialistas em vários continentes) agiram como aliados objectivos da intervenção directa dos fascistas alemães e italianos. É, por outro lado, lembrar a heróica solidariedade combatente das Brigadas Internacionais. Recordar esses revolucionários maravilhosos é um dever numa época em que o fascismo levanta a cabeça na Europa, nos EUA, na América Latina. Nas planuras e montanhas da Espanha eles souberam lutar e morrer em defesa da Humanidade, de valores e ideais que conferem significado à vida.


