Somos muito mais fortes. A cimeira de Riad não terá qualquer efeito

Sayyed Nasralá *    22.Jun.17

O secretário-geral do Hezbollah traça um panorama da situação no Médio Oriente e avalia o impacto que a recente cimeira de Riad, com a participação de Trump, aí poderá ter. A resistência dos povos árabes, apesar dos imensos sofrimentos que lhes são impostos, tem defrontado com sucesso a ofensiva imperialista EUA/NATO e seus aliados regionais.

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Poderá ser Fátima objecto da História*

Luís Reis Torgal*    21.Jun.17

Poderá a historiografia de Fátima vir a progredir? A História, como ciência feita com base em documentos, dificilmente o conseguirá. Porque por mais que tenha feito o Santuário de Fátima na recolha e divulgação de documentos, e por mais que acreditemos que divulga tudo o que pode, o certo é que só se poderá evoluir no aprofundamento do objecto desde que se dêem a conhecer algumas fontes, como o epistolário oficial e particular do cardeal patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira ou a correspondência e o arquivo integral do “quarto mensageiro” Nunes Formigão.

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Trump, o presidente gangster

Fred Goldstein    20.Jun.17

A classe dominante é responsável por manter Trump no poder e por tudo o que de racista e reaccionário ele fizer. Trump é o seu representante como classe e as massas populares devem considerar os capitalistas responsáveis por todos os crimes que Trump cometer contra o povo.

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Eleições e terror*

Jorge Cadima    19.Jun.17

O referendo do Brexit e as recentes eleições exprimiram o descontentamento do povo britânico – uma das primeiras vítimas da ofensiva ‘neoliberal’ das últimas quatro décadas – com as políticas de empobrecimento da grande maioria e o obsceno enriquecimento duma pequena minoria, inseparáveis das políticas de guerra e terrorismo no plano mundial.

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Regabofe no banco público: a administração da CGD teve aumentos superiores a 82% mas pretende congelar salários dos trabalhadores até 2020

Eugénio Rosa    18.Jun.17

O ganho médio da esmagadora maioria dos portugueses diminuiu no período 2010-2015, quando comparado com o ganho médio da UE28. A maior parte dessa perda ainda não foi revertida. O mesmo não aconteceu com os membros do conselho de administração e de fiscalização da CGD, que logo após a enorme recapitalização da “Caixa” com o dinheiro dos contribuintes tiveram aumentos que variaram entre 79,6% e 166,9%. E pretendem agora manter congelados as remunerações dos trabalhadores da CGD até 2020, apesar destas remunerações não terem tido qualquer aumento desde 2010.

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Entrevista com Vladimir Putin

“Não conheço Trump, mas agrada-me que ele seja simples e directo”

Pelo seu óbvio interesse informativo publicamos, como documento, a transcrição completa da entrevista realizada pelos presidentes das dez maiores agências de notícias do mundo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

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A esquerda perante a Venezuela

Claudio Katz*    16.Jun.17

A ofensiva contra a Venezuela bolivariana jogou uma cartada “de esquerda”, que teve a adesão de gente respeitável, e de outros que não merecem respeito. Este notável texto desmonta em profundidade o sentido de tais posições no quadro do golpe reaccionário em curso. «Se os principais inimigos são a direita e o imperialismo, vergá-los é sempre uma prioridade. Este princípio elementar deve ser reafirmado nos momentos críticos, quando o óbvio se torna difuso. Quaisquer que fossem as críticas a Salvador Allende a batalha central era contra Pinochet. E a mesma conduta devia adoptar-se frente aos gorilas argentinos de 1955 ou os sabotadores de Arbenz, Torrijos e os diferentes governos anti-imperialistas da região. Esta postura implica que, hoje, na Venezuela, se defina uma posição comum contra a escalada da direita.
Nos cenários de golpe também é indispensável distinguir os responsáveis pela crise. Não é o mesmo ser o causador de um desastre ou ser impotente para o resolver.»

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¿Quando vai a esquerda israelita aceitar que a ocupação se iniciou em 48 e não em 67?

Rami Younis    15.Jun.17

Os israelitas que se afirmam de esquerda mas recusam reconhecer que a origem do seu Estado assenta na limpeza étnica do povo árabe e na ocupação das suas terras em 1948 – a Nakba – podem falar muito de paz, mas nunca estarão em condições de compreender a justeza das reivindicações e da luta do povo palestino.

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O comandante das FARC Jesús Santrich adverte o ELN de que não seja ingénuo face ao Estado colombiano

Jesús Santrich    14.Jun.17

Este importante conjunto de entrevistas de um destacado comandante das FARC traz relevantes informações sobre a aplicação do Acordo de paz de Havana. As advertências que Jesús Santrich dirige ao ELN são particularmente esclarecedoras. E, como lembra às FARC e ao povo colombiano, vêm aí tempos muito difíceis. Como se trata da transcrição de diferentes entrevistas video, existem algumas – inevitáveis - repetições de conteúdo.

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A relevância contemporânea de Marx

Claudio Katz*    13.Jun.17

Este texto que o diário.info hoje publica exige a mais ampla divulgação. Texto profundamente pedagógico, é em si uma notável expressão do valor e da actualidade do marxismo. Marx e Engels identificaram os aspectos essenciais do capitalismo do seu tempo e, ao mesmo tempo, construíram o método de análise que permite compreender as suas tendências de evolução – que em muitos aspectos anteciparam -, os seus limites, as suas cíclicas e inevitáveis crises. «A grande crise que rebentou em 2008 recolocou O Capital num lugar preponderante da literatura económica.»

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Virgínia Fontes: “DirectasJá é muito pouco diante das nossas necessidades”

Gabriel Brito*    12.Jun.17

A historiadora brasileira Virgínia Fontes analisa a situação do seu país como «um cenário dantesco» de ingovernabilidade. O golpe contra Dilma resulta de circunstâncias contraditórias, envolvendo posições e situações diversas que «geraram uma es¬pécie de bolha empresarial-mediática-jurídica-parlamentar em torno de um gangue parlamentar». Temer irá provavelmente cair, mas a bandeira das “DirectasJá” é insuficiente como base de construção de uma verdadeira saída para a complexa situação existente.

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É urgente corrigir a enorme carga fiscal que incide sobre as pensões e os rendimentos do trabalho

Eugénio Rosa    11.Jun.17

Em média, 92% dos rendimentos dos portugueses declarados para efeitos de IRS são rendimentos do trabalho e pensões. Os rendimentos de Capital e de Propriedade fogem em larga escala ao pagamento de IRS (com excepção dos juros de depósitos bancários e dos dividendos de accionistas portugueses retidos pela banca). Por isso quando em 2013 Vitor Gaspar/PSD/CDS/”troika” aprovaram um enorme aumento de impostos foram principalmente os trabalhadores e pensionistas que tiveram de suportar o aumento brutal da carga fiscal. As medidas e propostas do actual governo representam uma reversão que não chega a ¼ do que é extorquido pelo sistema actual.

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