Entrevista a William Engdahl

O império EUA, a CIA e as ONG

Ludwig Watzal*    20.Oct.17

Elucidativa entrevista com um estudioso das ONG norte-americanas, nomeadamente as criadas durante a década de 80: “National Endowment for Democracy », “The Freedom House” ou as de Soros, as “Open Society Foundations”, “Instituto para a paz.” Nas palavras de um do seus criadores, tratava-se de «fazer o que a CIA faz, mas de forma privada». Toda a conspiração imperialista desde então ilustra como têm cumprido esse papel.

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O governo descongela as carreiras na Função Pública mas foge a pagar os aumentos daí decorrentes

Eugénio Rosa    18.Oct.17

Na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2018 fica-se a saber que terá lugar um descongelamento das carreiras da Função Pública e como serão pagos os acréscimos remuneratórios a que os trabalhadores têm direito. O descongelamento é positivo, ainda que envolva apenas metade dos trabalhadores. Mas o facto de os aumentos resultantes não entrarem em vigor na sua totalidade a partir de 1 de Janeiro de 2018 é negativo. A não ser alterada a proposta do governo, os trabalhadores receberão em 2018 menos do que deveriam, e em 2019 a situação será ainda pior. O governo dá com uma mão mas reduz o efeito com a outra.

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A situação na Península da Coreia e a urgente defesa da paz e do desarmamento

«Não é possível compreender os actuais desenvolvimentos na situação da Península da Coreia se não se tiver presente que os EUA promoveram e desencadearam uma guerra brutal na Coreia entre 1950 e 1953, que provocou milhões de mortos e uma imensa destruição, e que, concluído um armistício em 1953, passaram 64 anos sem que tenham dado passos para assinar um acordo de paz»

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A revolta democrática catalã e a reacção de Rajoy

Um bom ponto de situação da evolução verificada desde o referendo de 1 de Outubro. Dois aspectos merecem destaque. Um, que o que está em causa é, no seu conjunto, o regime saído da “transição” de 1978. Outro, que a dinâmica adquirida pelo processo, a reacção repressiva do governo Rajoy, e a tomada de posição anti-autonomista do grande capital catalão vêm constituindo um factor de clarificação interna no movimento soberanista.

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A Venezuela e o governo paralelo

Os EUA prosseguem a sua acção de ingerência e agressão à Venezuela bolivariana, agora com a farsa da constituição de um “governo paralelo”.
É mais uma peça numa criminosa estratégia de há muito posta em andamento. O que continua a revelar-se escandaloso é o largo leque de solidariedades internacionais (incluindo “à esquerda”) que a conspiração imperialista consegue congregar.

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Perigos*

Jorge Cadima    13.Oct.17

As mesmas potências imperialistas que fragmentaram e destroem Estados, da Jugoslávia até à Líbia, manifestam preocupação face à actual crise catalã e apoiam a acção repressiva e violenta do governo de Madrid. Semearam ventos e agora colhem tempestades. É mais um elemento de uma muito perigosa situação internacional, todos os dias atiçada pela irresponsável clique no poder nos EUA.

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Estaline e Hitler: irmãos gémeos ou inimigos mortais?

Domenico Losurdo*    12.Oct.17

A reaccionária teoria do “totalitarismo” procura associar Hitler e Stáline e, em termos gerais, comunismo e fascismo. Este lúcido texto demonstra não só falsidade histórica da assimilação entre essas duas figuras como as reais afinidades entre as concepções do nazismo e as das outras potências coloniais, e as doutrinas racistas – nomeadamente da “supremacia branca,” ainda com tão forte expressão nos EUA dos dias de hoje. Nenhuma falsificação histórica ou teórica pode ocultar que é à URSS que se deve, no fundamental, a derrota do nazi-fascismo.

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O futuro da UE está em jogo na Catalunha

Pepe Escobar    11.Oct.17

Um dos aspectos menos destacados da situação na Catalunha diz respeito ao comportamento da UE, inteiramente alinhada com Rajoy e aprovando a repressão policial que este desencadeou. Seria fácil imaginar a reacção da UE se o drama na Catalunha estivesse a acontecer em terras eurasiáticas distantes e “bárbaras”. O pacífico referendo na Crimeia foi condenado como “ilegal” e ditatorial, ao passo que um ataque violento contra a liberdade de expressão de milhões de pessoas vivendo na UE é tolerado.

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PORTO RICO: ¿Segunda invasão gringa?

Berta Joubert-Ceci    10.Oct.17

Porto Rico é há mais de um século uma colónia dos EUA. A dominação económica tem vindo a acentuar-se, nomeadamente com a lei aprovada durante a administração Obama que impôs a Porto Rico o pagamento de uma dívida pública ilegítima de $74 mil milhões. Agora, a pretexto de “ajudar” face à destruição provocada pelo furacão Maria, aumenta igualmente a presença militar.

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É preciso repensar de forma diferente a estratégia orçamental

Eugénio Rosa    09.Oct.17

Foi recentemente divulgado um estudo com a designação “Policy Paper 10- Estratégias orçamentais 2017-2021: as opções de política” de Ricardo Cabral, Luís Morais, Paulo Trigo e Joana Vicente, em que é defendida aquilo que os seus autores designam por uma variante de estratégia de consolidação orçamental alternativa à do governo. A “solução” proposta diferencia-se da do governo apenas por ser menos restritiva em algumas décimas (ou melhor centésimas). Mas esse estudo é importante não pelas ideias que defende mas por poder constituir um ponto de partida e um estímulo para que se debata de uma forma aprofundada e alargada, ou seja, de uma forma como nunca foi feita, a estratégia orçamental que está a ser seguida e para onde nos está a conduzir.

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A Eminência Parda

Ney Nunes*    08.Oct.17

O governo golpista de Temer empenha-se num violento retrocesso político, económico e social, em ruptura com o passado recente. Mas esse facto não deve fazer esquecer elementos de continuidade que também existem em relação aos tempos de Lula e Dilma. O próprio Temer é um exemplo. Outro é Henrique Meirelles, actual ministro da Fazenda, homem de mão do capital financeiro.

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Brancos, ricos e perigosos*

António Santos    07.Oct.17

O recente massacre de Las Vegas é apenas mais um. Nos EUA houve 1515 ataques deste tipo nos últimos 1735 dias. Só em 2016, foram 383 tiroteios, mais do que um por dia, contra vítimas aleatórias, fazendo mais de 15 mil mortos num só ano. No que já vai de 2017, as estatísticas não são menos sombrias: 273 tiroteios em massa, quase todos sem razão aparente e levados a cabo por «lobos solitários». A questão é que 273 «lobos solitários» são uma alcateia.

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