A questão não é Donald Trump – somos nós

John Pilger    24.Ene.17

Os media internacionais martelam insistentemente a imagem de um impoluto Obama contra a de um sinistro Donald Trump. Mas a verdade é que quem abriu o caminho a Trump foi o próprio Obama e a elite liberal que agora o endeusa, recusando-se a afrontar a voracidade do capital transnacional, e cujo discurso serviu para eclipsar a linguagem das classes trabalhadoras e populares… empurrando trabalhadores brancos para dentro de uma “identidade” de nacionalismo branco e ajudando os neofascistas a organizá-los.

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O legado neocolonial de Hollande em África*

Carlos Lopes Pereira    23.Ene.17

Com diferenças de escala, há um paralelo entre Hollande e Obama. Ambos foram eleitos na base da promessa de políticas diferentes das dos seus antecessores, Sarkozy e Bush. E ambos prosseguiram e até agravaram as políticas que diziam combater. A participação do “socialista” Hollande na destruição da Líbia e na ocupação militar de outros países africanos é um dos traços da opção imperialista do mais impopular dos presidentes franceses.

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Santiago Carrillo: oportunismo e revisionismo, subserviência perante o imperialismo

eldiario.es    22.Ene.17

O ex.secretário-geral do PCE encarregou-se, ele próprio, de não deixar dúvidas acerca do abandono de qualquer princípio ou de qualquer orientação revolucionária. O seu alinhamento com Mário Soares nos anos de fogo da revolução portuguesa é um lamentável testemunho disso mesmo. Documentos da CIA agora desclassificados apenas vêm confirmar que o oportunismo o levou a todas as cedências, tanto perante a grande burguesia espanhola como perante o imperialismo.

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NOTA DOS EDITORES

TRUMP JÁ ESTÁ NA CASA BRANCA

Os Editores    21.Ene.17
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Uma tarde com Julian Assange, o hacker que tirou o sono ao governo americano

Fernando Morais    20.Ene.17

Esta entrevista realizada pelo blogue brasileiro Nocaute é importante a vários títulos. É importante pelo conhecimento e informação que Assange manifesta dos processos de espionagem económica e política por parte dos EUA, e – numa altura em prossegue uma alucinada campanha de acusações de interferência externa nas eleições nos EUA - é importante pelo que revela do papel dos poderosíssimos meios de comunicação electrónica de que esse país dispõe enquanto instrumentos de manipulação política e mediática.

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Os preços dos combustíveis em Portugal não têm qualquer controlo. Os consumidores e o país pagam os lucros excessivos das petrolíferas

Eugénio Rosa    19.Ene.17

Deste 1999 que o mercado dos combustíveis em Portugal é livre. As petrolíferas podem fixar, sem qualquer controlo do Estado, os preços a que vendem os combustíveis. As duas entidades oficiais que têm como missão fiscalizar a actividade das petrolíferas - Autoridade da Concorrência e Entidade Nacional para o Mercado de combustíveis - nada fizeram ou fazem na prática a não ser dar o aval a tudo o que as empresas querem. Entre Janeiro de 2013 e Setembro de 2016 o preço do barril de petróleo diminuiu em 51,6% mas o preço da gasolina sem impostos baixou apenas 37,3%, e o do gasóleo somente 40,6%. Os lucros da GALP dispararam, mais do que duplicando (+106%) entre 2013 e 2015. Os dividendos distribuídos aos accionistas aumentaram 44%. A maior parte destes dividendos não pagam imposto, porque os seus proprietários são, na sua esmagadora maioria, ou estrangeiros (ex.:Isabel dos Santos, Black Roch, etc.) ou portugueses que, como Américo Amorim, para não pagarem o imposto sobre dividendos criaram uma empresa no estrangeiro (Amorim Energia com sede na Holanda). Este escândalo de prejuízos ao país arrasta-se há quase uma década e está mais do que caracterizado. Mas o Secretário de Estado da Energia encomendou “um novo estudo” à mesma autoridade que vem sendo sistematicamente conivente com esta situação.

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Médio Oriente*

Jorge Cadima    18.Ene.17

Tentar compreender o que se passa no Médio Oriente sem ter em conta a natureza do imperialismo e as suas ambições hegemónicas é condenar-se a não perceber o essencial. O imperialismo caracteriza-se pela ‘necessidade’ de dominar o planeta e os seus recursos. A sua relação com o Médio Oriente é uma história de guerra, subversão, ingerência e dominação. Não é de hoje. Tem exactamente a mesma duração histórica que tem essa fase superior do capitalismo.

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Losurdo e a atualidade da luta de classes

Miguel Urbano Rodrigues    17.Ene.17

Uma leitura crítica da recente edição brasileira de «Luta de Classes - Uma História Política e Filosófica» de Domenico Losurdo. Obra oportuna e actualíssima numa época de confusão ideológica promovida pela intelectualidade burguesa e por um sistema mediático ao serviço do capitalismo. A sua leitura abre espaço ao debate e à controvérsia, como é próprio da obra de um verdadeiro marxista.

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Nota dos Editores

A confissão de John Kerry

Os Editores    16.Ene.17
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Mário Soares, naturalmente*

Correia da Fonseca    15.Ene.17

Pode-se reflectir sobre as condições e circunstâncias, nacionais e não só, dos tempos imediatamente posteriores ao derrube da ditadura fascista e sobre algumas eventualidades delas decorrentes. Mas não é possível sustentar seriamente que a acção de Mário Soares nesses tempos decisivos contribuiu para a obtenção das condições sociopolíticas de uma Liberdade que excedesse as tradicionais condições elementares.

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A dignidade da Cañada* Real

Angeles Maestro**    14.Ene.17

As cañadas reais existem desde a Idade Média. Antes trajectos por onde se deslocava o gado, a sua marginalidade urbana levou a que, ao longo do tempo, gente pobre instalasse aí a sua habitação de recurso. Vários desses terrenos passaram a ser objecto de cobiça para a especulação imobiliária. E os moradores das cañadas, perante a ameaça de destruição das suas precárias habitações, resistem.

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O Ocidente reescreve o passado

Manlio Dinucci    13.Ene.17

«O “Ministério da Verdade” de Orwell não se referia à URSS. Vaticinava a cobertura que dão os media burgueses ao atentado de Berlim e às guerras contra a Líbia e a Síria. Nestes, a actualidade divide-se em sequências curtas completamente desconectadas entre si, para que os factos resultem incompreensíveis, dando assim aos governantes a mais ampla margem para esconder os seus crimes.»

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