Trump reforça controlo sobre Supremo Tribunal*

António Santos    20.Jul.18

A nomeação de Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal dos EUA tem um significado quase simbólico. Não se trata apenas de alguém que perfilha todos os pontos de vista mais reaccionários sobre a sociedade. É um homem que no tribunal da relação de Washington DC, tendo-lhe passado pelas mãos centenas de conflitos laborais de todas as espécies e feitios, conseguiu a proeza de ter proferido cem por cento das sentenças a favor das entidades patronais. Os trabalhadores americanos têm mais um inimigo num dos mais altos lugares do Estado.

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E se a luta social estivesse apenas a começar?

Rémy Herrera    19.Jul.18

Em França, o governo Macron suspirava pela chegada das férias, na esperança de que essa pausa fizesse cessar as grandes lutas com que se tem deparado. E prepara nova e ainda mais grave ofensiva: a destruição do sistema público de segurança social. Deve recordar-se que, em momentos anteriores, esse objectivo conduziu às maiores mobilizações de massas desde Maio de 1968. O regresso ao trabalho pode trazer a Macron ainda maior luta dos trabalhadores e popular.

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Fascismo: passado e presente*

Jorge Cadima    17.Jul.18

Tal como no Século XX, o actual ascenso da extrema-direita é expressão da profunda crise do sistema capitalista, que procura afirmar o seu poder e garantir a sua sobrevivência. O combate ao perigo do fascismo, com velhas e novas características, exige a compreensão da sua essência. Exige que não se ignorem as lições da História, ao mesmo tempo que se identificam características novas que o fascismo assume nos nossos dias.

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Ninguém tem a coragem de enfrentar a promiscuidade público-privado, o pior problema do SNS

Eugénio Rosa    16.Jul.18

A Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde, nomeada pelo governo, apresentou recentemente uma proposta de nova lei de bases da saúde. Vários partidos já apresentaram também na AR propostas que, segundo os seus promotores, visam melhorar e mesmo resolver os problemas que enfrenta actualmente o SNS.

O SNS é, sem qualquer dúvida, uma das mais importantes conquistas da Revolução de Abril. Defendê-lo e consolidá-lo é um dever de todos os portugueses. No entanto, quem leia com atenção as propostas apresentadas conclui rapidamente que o problema mais grave que enfrenta actualmente o SNS, que põe em causa a sua sustentabilidade e existência - a promiscuidade público-privada - é ignorada ou então é encarada de uma forma envergonhada ou indirecta.

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Sobre o resultado das eleições presidenciais no México: recomposição da hegemonia burguesa

As eleições no México têm sido acompanhadas por algumas apreciações que atribuem ao seu resultado uma mudança no panorama político daquele país. Daí a grande oportunidade que tem apresentarmos a avaliação dos comunistas mexicanos. Não têm ilusões sobre o novo governo. Mas avaliam positivamente os muitos milhões que votaram nele, cuja vontade de mudança real não pode ser nem desmobilizada nem desencorajada.

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África comemora 100 anos de Mandela*

Carlos Lopes Pereira    13.Jul.18

Em 2018, o Dia Internacional de Mandela assinala os 100 anos do seu nascimento, um momento para «reflectir sobre a sua vida e o seu legado e para responder ao seu apelo de fazer do mundo um lugar melhor», diz a UA. E a organização pan-africana aponta perspectivas mínimas: a luta contra a corrupção e uma zona africana de livre comércio.

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Haja paciência*

Anabela Fino    12.Jul.18

Figuras destacadas do PSD, PS e CDS andam muito preocupados com o “interior.” As mesmas forças políticas (e em muitos casos os mesmos responsáveis) que deixaram o interior mais pobre e vazio têm agora “propostas” e “defesa” desse mesmo interior. Há muito que se sabe que são gente a quem não falta desfaçatez. E já mostraram o que valem, seja no “interior” seja na “faixa costeira.”

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Brasil, uma classe dominante truculenta, reacionária e entreguista. Quem quiser se iludir, que pague o preço!

Edmilson Costa*    11.Jul.18

«As classes dominantes brasileiras têm uma singularidade que as torna mais truculentas, preconceituosas e autoritárias que as outras: são filhas legítimas da Casa Grande e do desrespeito permanente aos trabalhadores ao longo de nossa história. Esse fenômeno é resultado de um histórico de dominação e impunidade que vem desde os tempos da colônia, com a escravidão.. Os mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil (foi o último País a abolir a escravatura) deixaram marcas profundas na sociedade brasileira e, especialmente, nas classes dominantes.»

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As lutas prosseguem, ainda e sempre

Rémy Herrera    10.Jul.18

Em França as lutas em grandes sectores prosseguem, nomeadamente no sector ferroviário e no da energia. No sector ferroviário as greves assumiram novo agendamento, atingindo os momentos de maior fluxo de utentes no início das férias de Verão. No sector da energia há neste momento mais de 300 locais bloqueados. O governo e o patronato sonham que o Verão desmobilize as lutas. Mas irão verificar, na “rentrée”, que muito provavelmente regressarão com ainda mais cólera e mais vigor.

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Imigração: Guerras Ocidentais e Exploração Imperial desenraízam milhões

James Petras    07.Jul.18

O “mundo Ocidental” tem na imigração um tema com várias vertentes. Mas nenhuma delas vai ao essencial do problema: as causas dessa imensa deslocação de massas humanas. Porque as causas de fundo são as guerras e a exploração desenfreada por parte das mesmas potências que agora lamentam a chegada de milhões oriundos de países que condenaram à pobreza e destruíram.

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López Obrador e o poder real

Carlos Fazio    05.Jul.18

López Obrador foi eleito para a presidência do México. O seu partido (Juntos Haremos História) ganhou 31 dos 32 estados do país. Tão significativo como essa vitória é o facto de, desde Junho, destacadas personalidades da administração Trump e jornais norte-americanos o virem hostilizando ou apresentando como um “esquerdista”. Mas, se se mantiver fiel às suas declarações de mudança e quiser que elas avancem, as maiorias eleitorais não bastarão face à poderosíssima e criminosa oligarquia e ao vizinho do norte. Só um povo mobilizado e em movimento, preparado para um duro e prolongado combate, poderá concretizar tal resultado.

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Neocolonialismo e “crise dos imigrantes”

Manlio Dinucci    04.Jul.18

Com um notável poder de síntese, este texto diz o essencial sobre a “crise” sobre a qual as grandes potências capitalistas se dizem preocupar. Na verdade, são elas as responsáveis pelos enormes fluxos migratórios em causa. Com as suas políticas de exploração neocolonial de recursos alheios, com a destruição militar de países que de algum modo resistam à sua dominação, com a imposição da pobreza extrema e da dependência a gigantescas massas humanas.

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