A redução do défice em 2016 foi conseguida à custa da Segurança Social, da Função Pública, do Investimento Público e da contenção da despesa do SNS.

Os Editores    25.Feb.17

O governo vangloria-se de uma redução do défice ainda superior ao que a troika exigiria. Não há razão para festejar, se essa redução é obtida à custa de um elevado excedente obtido na Segurança Social - nomeadamente com a diminuição do número de beneficiários de prestações sociais de combate à pobreza - e na Administração Local, e do congelamento das remunerações e das carreiras dos trabalhadores Função Pública. Ao mesmo tempo os juros e encargos com a divida pública foram, em 2016, 2,1 vezes superiores a todo o investimento.

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As ligações de Trump com o passado e a ressurreição da esquerda

James Petras    24.Feb.17

Um dos aspectos mais significativos do momento actual é a evidência da agudização de fracturas internas nas principais potências imperialistas, nomeadamente nos EUA e na UE. Num quadro em que emergem novos perigos, emergem e tomam a iniciativa também forças sãs, populares e democráticas. A classe dominante gerou um mundo desumano e insuportável, cujos principais dirigentes são figuras repelentes. A luta de classes intensifica-se.

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A voz incómoda*

Correia da Fonseca    23.Feb.17

Num programa da televisão pública, a apresentadora interrompe o secretário-geral da CGTP, que denunciava com números e factos as consequências da legislação laboral imposta pelas troikas, e que o actual governo não quer rever. É assim o pluralismo do sistema: os representantes da classe dominante têm todo o tempo e todos os espaços que quiserem. Para os trabalhadores, o pouquíssimo tempo disponível ainda é reduzido. A razão é fácil de entender: o público de um grande meio e comunicação de massa é constituído maioritariamente por explorados, não por exploradores. Mas é o discurso dos exploradores o que lhe é impingido.

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O presidente “bom” e o presidente “mau”

Manlio Dinucci    21.Feb.17

Com as manifestações realizadas a 21 de Janeiro, muitos cidadãos de diversos países aceitaram comportar-se como seguidores e instrumentos de uma das facções em confronto nos EUA. Entre o beatificado Obama e o demonizado Trump, a escolha a fazer não é entre nenhum deles. É a escolha pela soberania nacional, pela paz, pelo direito de cada povo decidir do seu próprio destino, liberto da ingerência e da pressão dos EUA, da NATO, do imperialismo em geral.

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Le Fil Rouge - Uma saga revolucionária

Miguel Urbano Rodrigues    20.Feb.17

Num panorama editorial, nacional e internacional, onde predominam esmagadoramente obras cujos personagens não têm aparentemente compromisso de classe, este livro publicado em 2016 é singular. Os personagens são comunistas, e a sua acção insere-se em alguns dos mais duros combates de classe da primeira metade do século XX.

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Ilegalização do PC da Ucrânia é crime

-    19.Feb.17

Trinta e sete partidos comunistas e operários condenaram a tentativa de banir o PC da Ucrânia e apontam responsabilidades à UE, aos EUA e à NATO pelo apoio ao regime em Kiev.

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O Estado apresenta as suas armas

André Antunes    18.Feb.17

O golpe consumado no Brasil não foi um golpe militar. Mas no ambiente que o governo Temer criou e nas medidas que toma para impor a sua política de austeridade antipopular e repressiva surgem crescentes sinais de um processo de militarização do Estado. Processo que se enquadra nas contradições da própria Constituição de 1988, que atribuiu às forças armadas um papel de “garantia da lei e da ordem”.

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Diálogo para a paz entre moçambicanos*

Carlos Lopes Pereira    17.Feb.17

Uma trégua abriu caminho para negociações de paz em Moçambique. Boa notícia, com todas as reservas que o facto de um dos interlocutores ser a Renamo justificam. Responsável pela guerra civil em Moçambique entre 1976 e 1992, a Renamo contesta os resultados das eleições gerais de 2014, ganhas pela Frelimo. Fez exigências que representariam uma violação da lei e uma fractura territorial, e desencadeou acções armadas no centro do país ao mesmo tempo que mantém representantes no parlamento, nos governos provinciais e em outras instituições estatais.

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Revolução*

Filipe Diniz    15.Feb.17

A URSS já não existe. Mas esse facto não impede que o centenário da Revolução de Outubro cause um profundo mal-estar aos reaccionários de todos os matizes. Têm razão. Se a Comuna de Paris foi o primeiro «assalto aos céus», a Revolução de Outubro foi o segundo, e outros se lhe seguiram e seguirão. Tardará ainda, mas há-de chegar o dia em os céus sejam definitivamente conquistados.

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A lei de terras é último prego no caixão da solução de dois Estados

Jonathan Cook    14.Feb.17

O parlamento israelita aprovou uma lei que “legaliza” toda a criminosa apropriação de terra palestina na Cisjordânia que há décadas vem fazendo. O que Israel pretende com esta lei é dar um passo no sentido da anexação formal. Os colonatos em território ocupado constituem um crime de guerra à luz do direito internacional, mas a extrema-direita sionista não tem razões para temer sanções.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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