Provocações*

Jorge Cadima    11.Dic.17

De cada vez que se consultam documentos que vão sendo desclassificados dos arquivos EUA encontram-se novas evidências da normalidade com que as suas altas instâncias planeiam provocações, conspirações, intrigas e assassínios. Aquilo que nos filmes parece pertencer à área do crime organizado, na política imperialista é a implacável rotina quotidiana.

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_O “golpe brando preventivo”

Atilio Boron    10.Dic.17

Em Honduras está em curso uma enorme fraude eleitoral. O governo e o Tribunal Superior Eleitoral manipulam actas e contagens das secções de voto para manter na presidência Juan Orlando Hernández, que aí fora colocado pelo golpe de 2009 contra o presidente Zelaya. Operação toscamente conduzida, não teria condições para avançar sem a bênção dos EUA e a cumplicidade da OEA. Seja pela repressão sangrenta, pela agressão ou pela fraude, o imperialismo está apostado no regresso da América Latina ao passado de dependência colonial.

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Na barriga da miséria extrema

José Martins    09.Dic.17

Um importante estudo sobre as desigualdades, a pobreza e a evolução da situação ecoómica brasileira. «Se em 2013 ainda se podia falar de “um Produto Interno Bruto (PIB) muito grande e uma pobreza maior ainda”, agora tem que se actualizar também a primeira perna da equação. Coloque no lugar “um PIB insignificante que insiste em ficar estagnado e uma pobreza muito maior do que antes”.

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9 meses de gestão da administração Paulo Macedo na CGD: fracos resultados e piores indícios

Eugénio Rosa    08.Dic.17

A CGD é um grande banco público controlado apenas por capital português. É o banco líder a operar no mercado português. O governo PS nomeou uma administração presidida por Paulo Macedo, o que suscitou desde logo sérias e justificadas dúvidas. A nova administração recebe salários de luxo, que justifica com a necessidade de integrar «os mais competentes». Mas os resultados até agora conseguidos são fracos, com recuos no crédito e nos depósitos. E acrescentam dúvidas técnicas às reservas políticas.

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“O Capital não é uma bíblia nem um receituário”, diz José Paulo Netto

Juliana Gonçalves    07.Dic.17

«Marx não foi nem profeta nem um criador de utopias: foi um teórico rigoroso e o essencial das suas descobertas permanece o fundamento necessário para a análise da sociedade contemporânea.»

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Repescado

João Ramos de Almeida    06.Dic.17

Se esta nomeação tem algum significado político, foi o de dar um novo peso político a Centeno dentro do governo português. E não será com os melhores fins. Ele não será a bissectriz: ele será a tentativa para que não haja necessidade de bissectriz. O próprio Marcelo Rebelo de Sousa já veio avisar de que Portugal terá de dar o exemplo ao eurogrupo.

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Sobre a designação de Mário Centeno como presidente do Eurogrupo

O passado já demonstrou que o facto de portugueses assumirem responsabilidades particulares no edifício institucional da União Europeia não significa que os interesses nacionais sejam mais e melhor defendidos.

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Euforia na Argentina: prisão perpétua para genocidas da ESMA

Stella Calloni*    05.Dic.17

Ao fim de cinco anos de processo, foram condenados a penas de prisão perpétua os principais responsáveis pelos crimes cometidos durante o período da ditadura militar na Argentina. As decisões do tribunal excederam as expectativas dos sobreviventes e familiares, até porque o ambiente do poder na Argentina de Macri será hoje mais favorável aos genocidas do que às vítimas, e não faltaram pressões para ilustrar esse facto.

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A ficção mais cruel dos nossos dias

José Goulão    04.Dic.17

José GoulãoOs exemplos da cumplicidade entre os operacionais da «guerra contra o terrorismo» e os terroristas abundam. Quando as tropas sírias e os seus aliados russos libertaram Deir ez-Zor encontraram um gigantesco arsenal do Daesh – camuflado e em abrigos subterrâneos – constituído essencialmente por armamento, munições, tanques e viaturas de transporte de fabrico norte-americano e dos seus aliados, desde as mais relevantes potências da NATO a Israel. E, agora que em alguns casos protegem a sua retirada, assumem até o risco de importar terroristas para os seus próprios países.

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A criminalização do BDS em França

Pierre Stambul*    03.Dic.17

A campanha internacional BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) visa pressionar não apenas a condenação política do regime de apartheid israelita, mas acções concretas que defendam os direitos do povo palestino à liberdade, à justiça e à igualdade. Que o sionismo goza de escandalosa impunidade e de um flagrante colaboracionismo internacional está há muito registado.
A perseguição ao BDS em França é uma das expressões desse facto.

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A educação como contrato de servidão*

António Santos    01.Dic.17

Em capitalismo tudo se torna mercadoria, incluindo direitos fundamentais como a Educação e a Saúde. Nos EUA, quem queira prosseguir estudos superiores e não seja (muito) rico tem de contrair empréstimos exorbitantes: o custo de uma licenciatura ronda os 80 mil dólares. Daqui resulta, entre outras coisas, um endividamento que muitos acabam por incumprir, ficando assim, como os servos da gleba feudais, nas mãos dos seus credores.

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Aliança de Oposição hondurenha festeja vitória

Giorgio Trucchi | LINyM    30.Nov.17

As eleições presidenciais hondurenhas de 26 de Novembro parecem ter dado a vitória ao candidato da oposição, Salvador Nasralla, mas o Supremo Tribunal Eleitoral ainda não confirmou esse resultado. Registem-se, para já, dois dados politicamente significativos da biografia política de Nasralla: um, ser um dos fundadores do partido “Anticorrupção”; outro, ter assinalado a responsabilidade dos grandes media no empolamento da crise venezuelana. Talvez esses dados ajudem a explicar a demora.

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