Edward Snowden: “O programa de drones cria mais terroristas do que os que mata”

Lena Sundström    04.Dic.16

Reflexões de um homem que conhece por dentro o sistema de espionagem e de devassa da vida privada não apenas dos cidadãos dos EUA mas dos de qualquer parte do mundo que utilize um sistema de comunicação digital ou analógico. E que teve acesso a documentação não apenas de um infindável rol de crimes de terrorismo de Estado, e da hipócrita linguagem com que tais crimes são descritos.

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Orhan Pamuk: Na fronteira da genialidade

Miguel Urbano Rodrigues    03.Dic.16

Os livros de Orhan Pamuk estão hoje traduzidos em 60 línguas. Adversário de sucessivos governos ditatoriais ou de fachada democrática, nunca foi perseguido pelo poder. Os generais e os políticos temiam hostilizar um escritor cujas obras eram sempre best-seller na Turquia e no mundo.

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Fidel*

Filipe Diniz    02.Dic.16

Falando no encerramento do 1º Congresso do Partido Comunista Cubano, em 1975, o reiterar da tarefa de assegurar ao povo todos os meios para que assuma e conserve o poder. A comovente homenagem de Cuba inteira a Fidel é a imagem dessa ligação directa e indissolúvel entre o povo e o grande dirigente revolucionário.

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Entrevista com Jorge Beinstein

Argentina. Como nos tempos do declínio de Roma

Arnaldo Perez Guerra*    01.Dic.16

A lumpenburguesia – hoje dominante globalmente e tendo como centro o império estadunidense –, ou seja, uma burguesia degenerada, parasitária, marca um salto qualitativo na trajetória universal do capitalismo, bem como a aristocracia militar-consumista durante a decadência imperial foi resultado da mutação terminal de Roma.

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O caminho da ditadura

Mauro Luis Iasi*    30.Nov.16

No Brasil a derrota do PT produziu uma acirrada disputa pelos despojos entre os segmentos golpistas, gerando uma profusão de oportunismos de toda a ordem. Não se trata de um bloco dominante que se impõe, monoliticamente, contra a resistência dos trabalhadores, mas de dois blocos profundamente cindidos em contradições internas. E o mesmo sucede com o bloco dos oprimidos. Parte dele opera a resistência para recriar as condições do pacto de classes, enquanto outra aponta para a necessária superação deste limite que nos colocou onde estamos. Seja como for, os trabalhadores estão enfraquecidos com a derrota sofrida e com o sentido geral do que acumularam até aqui. Do lado do bloco dominante a dimensão da derrota acirra a disputa interna, numa situação na qual nenhuma força tem supremacia suficiente para se apresentar como núcleo do projecto de futuro da dominação burguesa no Brasil.

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Reescrever a História…

Filipe Diniz    28.Nov.16

Já se adivinhava como a direita iria evocar a Revolução de Outubro de 1917: com a reescrita e a falsificação histórica. Nada de surpreendente. Os trabalhadores e os povos irão celebrá-la. O grande capital de hoje olhará para ela com os mesmos olhos e o mesmo temor com que a reacção mundial viu, há 100 anos, a eclosão revolucionária do árduo processo de construção de uma sociedade nova, liberta da exploração do homem pelo homem.

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Um revolucionário incomparável
Fidel, um Aquiles comunista*

Miguel Urbano Rodrigues    26.Nov.16

O grande revolucionário já não está fisicamente presente. O seu exemplo heróico não é pessoalmente repetível, mas a espantosa energia e determinação revolucionária que mobilizou – que construiu o primeiro Estado socialista no hemisfério ocidental, capaz de há quase seis décadas resistir à agressão imperialista – constitui um exemplo e um património inapagável para os trabalhadores e os povos de todo o mundo.
Este texto de Miguel Urbano Rodrigues, escrito em vida de Fidel, pode ser também lido como a comovida homenagem de odiario.info a El Comandante en Jefe.

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Mais firmes do que a rocha*

António Santos    26.Nov.16

Mais de 300 feridos, 26 dos quais com gravidade, é o saldo do bárbaro ataque lançado pela polícia, na noite de domingo, contra os «protectores da água» em Standing Rock, no Dacota do Norte, EUA. A luta do povo Sioux contra o Oleoduto de Acesso ao Dacota é a história de como um protesto em defesa do direito à água se transformou no epicentro da revolta dos índios americanos. Uma batalha entre o direito a existir e um genocídio começado há 500 anos.

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A guerra psicológica, à espera…

Rémy Herrera    25.Nov.16

Não faltam aspectos em que a política que Trump porá em prática permanece uma incógnita. Um deles diz respeito a Cuba. Tanto Trump como o seu vice, Pence, fizeram na Flórida declarações ameaçadoras. A seguir à eleição Cuba realizou exercícios estratégicos durante cinco dias. Se a solidariedade internacionalista com Cuba era imperativa com a “abertura” de Obama, ainda mais o é com o imprevisível Trump.

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Os que olham e não vêem: Cuba e o “capitalismo de Estado”

Nelson P Valdés    24.Nov.16

Os que apelam à introdução de medidas capitalistas em Cuba e sonham com o mercado estão fora da realidade. Esses elementos existem já, mas essa não é toda a realidade. É tudo mais complexo e complicado. Existe um sector capitalista de Estado. Distingue-se do capitalismo de Estado existente em países capitalistas pela forma como distribui o que produz ou gera de produtos e rendimentos.

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O país que perdeu quase tudo sem dar por isso

Nicolau Santos    23.Nov.16

Uma interessante (vinda de quem vem) chamada de atenção para o facto de o Estado português não dispor hoje de controlo sobre nenhum dos sectores estratégicos da economia. Sublinha o autor que esta situação se precipitou num período muito curto: entre 2011 e 2015, e lamenta que “estivéssemos tão anestesiados que o não conseguíssemos evitar”. Trata-se de uma generalização algo abusiva. No “Expresso” podem não se ter dado conta do caminho que o país há muito vem levando. Mas não se passa o mesmo em outros lugares.

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As eleições municipais, a grande derrota do PT e os próximos passos da luta de classes no Brasil

Edmilson Costa*    21.Nov.16

As forças conservadoras golpistas obtiveram uma vitória nas eleições municipais no Brasil. Embriagados pelo resultado das urnas, vão avançar com mais truculência pela senda da barbárie social, com medidas cada vez mais impopulares. Mas o caldeirão social em ebulição vai aquecer ainda mais à medida que os trabalhadores, aposentados, a juventude e o povo pobre dos bairros forem tomando consciência da profundidade dos ataques da burguesia contra seus direitos e garantias. Nesse momento a luta de classes vai alcançar um novo patamar. Nenhum governo pode dirigir um País por muito tempo sem legitimidade social. Mais de 60% da população está contra esse governo.

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