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Para a tragédia histórica que foi a derrota do socialismo na URSS contribuíram muitos e muito complexos factores de ordem social, política, económica, ideológica. E contribuiu também a traição de dirigentes que, fingindo-se comunistas, alcançaram posições-chave a partir das quais lançaram o assalto final. Um dos mais destacados é Alexandr Yakovlev.
O presidente da CIP está cheio de razão quando diz que a UGT, ao assinar o pacto dos patrões, «cumpriu o seu papel». Esse «papel» é o que lhe foi destinado quando da sua criação: servir os interesses do grande capital, apoiar a acção dos protagonistas políticos da contra-revolução de Abril, trair os trabalhadores e tentar dividi-los. Nunca, como desta vez, a corporação chefiada por João Proença tinha mostrado tão desavergonhadamente a sua verdadeira face.
Talvez muitos dos trabalhadores filiados em sindicatos da UGT tenham percebido, finalmente, onde estão metidos. Venham à luta. Serão recebidos de braços abertos.
Uma luta duríssima como a que as FARC-EP travam desde 1964 não podia subsistir sem um forte apoio popular e um programa que correspondesse aos anseios da população que lhes garante apoio, cobertura e a renovação de guerrilheiros e quadros.
Nesta resposta de Timóleon Jimenez, Comandante do Estado-Maior Central das FARC-EP, à carta-aberta que lhes foi dirigida pelo professor e académico colombiano Medófilo Medina, pode o leitor ver - sem a intermediação das agências ao serviço do imperialismo - o que é e por que luta a heroica guerrilha colombiana.
O Tratado de Livre Comércio assinado entre a Colômbia e os EUA significa que a Colômbia vai deixar, de forma quase total, de ser um país soberano, e a sua política externa será determinada pelo governo dos Estados Unidos. E os seus recursos naturais e sectores produtivos serão entregues às mãos dos monopólios.
Não existe sector da vida nacional cuja situação não vá ainda ser agravada pelo governo PSD/CDS.
Um dos problemas mais graves das empresas públicas de transportes em Portugal, com efeitos graves na sua sustentabilidade financeira, é a reduzida utilização do transporte colectivo público, como consequência da política dos sucessivos governos de promoção do transporte individual rodoviário (entre 1991 e 2001, o peso do transporte individual aumentou de 24% para 44% na AML, e a situação actual é ainda mais grave). Em média, apenas 23,3% da oferta de transportes de 7 empresas públicas, que possuem uma oferta de 26.667 milhões de lugares/Km por ano, é utilizada, o que acarreta também elevadíssimos custos para o país. Os aumentos brutais dos preços dos transportes decididos por este governo assim como o objectivo de que devem cobrir a totalidade dos custos eliminando as indemnizações compensatórias, a redução da oferta de transportes, bem como a suspensão de todos investimentos em infra-estruturas e na modernização do material circulante mostram que o objectivo do governo não é promover a utilização do transporte colectivo, mas desincentivá-lo.
É natural que a penosa situação em que está o senhor Presidente tenha ocupado a atenção dos portugueses. O nosso povo é sensível às situações de pobreza envergonhada. Mas isso não deve desviar a atenção de um outro traço característico dos protagonistas da política de direita: além de hipócritas, são igualmente troca-tintas. Francisco José Viegas é um dos que tem estado mais em evidência nos últimos tempos.
Para os explorados ficarem obedientes, conformados e trabalharem melhor e mais barato é preciso que se sintam em primeiro lugar culpados de qualquer coisa, seja contra as leis económicas, seja contra os preconceitos sociais, seja como no passado contra os dogmas religiosos.
Neste artigo Craig Roberts faz um significativo paralelo histórico: o que estamos a testemunhar é uma repetição da política de Washington para com o Japão na década de 1930, que provocou o ataque japonês a Pearl Harbour. Os saldos bancários do Japão no Ocidente foram apreendidos e o acesso do Japão a petróleo e matérias-primas foi restringido. O objectivo era prevenir ou retardar a ascensão do Japão. O resultado foi a guerra.
Mas é surpreendente que uma tal análise leve no final o autor a apelar ao apoio ao candidato Ron Paul nas próximas presidenciais dos EUA. Por muito maus que sejam os restantes candidatos, a alternativa não é certamente este personagem ultraliberal.
Falando em Portugal, e um momento particularmente delicado da luta dos trabalhadores e do povo português, Stiglitz colocou-se explicitamente do outro lado da barricada. Aqui fica o registo e o aviso à navegação. Nada de distracções. A social-democracia, seja qual for a sua variante, o que procura é salvar o sistema, não combatê-lo e muito menos superá-lo.
O conhecimento deste importante discurso é relevante em muitos aspectos: pela análise aprofundada e frontal que nele é feita das dificuldades com que a Cuba socialista se defronta hoje, com particular destaque para a situação no plano económico e para as questões da corrupção e da criminalidade, em muitos aspectos indissociáveis da persistente acção dos inimigos internos e externos da revolução cubana. Mas, lido no Portugal de hoje, este discurso tem ainda a importância de deixar claro o contraste abissal que existe entre os que enfrentam os grandes problemas nacionais procurando resolvê-los a favor do povo, do progresso social e da independência nacional, e os que, como o governo PSD/CDS, hipotecam servilmente os interesses do povo e do país à ordens do grande capital transnacional.
Os caminhos da agressão à Síria passam através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente agridem o Irão passam através da Síria. Os caminhos que agridem ou afectam estrategicamente a Rússia e a China passam através da Síria e do Irão.
Contrariamente à ideia que o governo e o patronato, com a conivência da UGT, têm procurado fazer passar junto da opinião pública, o chamado “Acordo” que tem a designação “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” não vai determinar nem crescimento, nem mais competitividade, nem mais emprego.
Ignora os problemas mais graves da economia portuguesa – quebra significativa do mercado interno; falta de financiamento da economia; aumento das desigualdades – e só os irá agravar, provocando mais desemprego e ainda maior transferência dos rendimentos do trabalho para os patrões.
Num quadro em que a China ultrapassou o Japão situando-se como a segunda maior economia mundial, a Academia Chinesa de Ciências Sociais conclui que “as nações asiáticas precisam de reestruturar os seus padrões de crescimento de modo a reforçar o comércio regional e a cooperação nas áreas monetária e de investimentos, precavendo-se contra a queda de exportações para os Estados Unidos e a União Europeia.”
“Com o avanço do capital na agricultura, a realização da Reforma Agrária depende tanto da luta dos trabalhadores rurais, com as nossas ocupações, marchas e protestos, como também de uma grande mobilização da sociedade brasileira por reformas estruturais, que serão impulsionadas a partir da organização e luta do povo brasileiro em torno de um projecto popular para o Brasil.”
Durante duas semanas a televisão portuguesa andou cheia da Maçonaria como tema de notícias, debates, reportagens. O que permitiu à direita política reencontrar-se com a sua antiga vocação persecutória e de caminho fornecer às gentes ingénuas e crédulas um assunto capaz de as distrair pelo menos um pouco das violências diariamente cometidas pelo governo contra os direitos do povo. Mas outro momento marcante foi a drª Ferreira Leite dar uma indicação sobre o prazo de validade dos cidadãos sem dinheiro: 70 anos.
Nos EUA, quatro anos depois do início oficial da actual crise em Dezembro de 2007, os dados do desemprego são uma amarga recordação de que o capitalismo se encontra num beco sem saída.
Os EUA procuram encurralar o Irão, arquitectando o pretexto para mais uma etapa da guerra imperialista, cujas frentes mais activas e mais perigosas se situam no Médio Oriente. Num momento em que o capitalismo se confronta com a agudização da sua profunda crise, a escalada de guerra promovida pelos EUA no Médio Oriente representa uma ameaça para todos os povos do mundo.
““Os comunistas gregos, com uma experiência acumulada de 92 anos de luta contínua, não têm o direito de esquecer que a burguesia apoia todos os desvios políticos e ideológicos dos princípios e leis do movimento revolucionário, da teoria do socialismo científico. O ataque da burguesia centra-se na questão da “democracia socialista” e é particularmente intolerante face ao período em que foram construídas as bases do regime socialista na URSS, precisamente porque foi o período que determinou a vitória do socialismo.”
Vemos, ouvimos e lemos como se agravam as injustiças, as desigualdades, a exploração. Como crescem a agressividade e a arrogância do grande capital e do governo ao seu serviço.
Como os recursos nacionais são transformados em propriedade e lucro privado e a pobreza alastra. Nem podemos ignorar, nem poderemos tolerar.

Os elementos da organização do trabalho na construção socialista mais importantes para os clássicos do marxismo foram fundamentalmente dois: que as empresas sejam associações de trabalhadores livres, geridas democraticamente; e que elas estejam unidas e orientadas por um plano que garanta a satisfação de interesses sociais, o que basicamente implica uma gestão democrática da economia pela sociedade.
A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande Republica.
Relembrar aqueles que caíram, os heróis da resistência antifascista, não é apenas olhar o passado. É também lembrar que a luta pela emancipação dos trabalhadores e dos povos pode, em diferentes momentos, enfrentar uma repressão mais ou menos abertamente violenta, mas é sempre travada contra um inimigo de classe que não abdica de recorrer a todos os meios para perpetuar o seu domínio. E que só será vencido por uma força maior: a das massas unidas, organizadas e dispostas à luta, quaisquer que sejam os sacrifícios que essa luta imponha.
Registei com satisfação a abertura dos organizadores à crítica construtiva de facetas do processo revolucionário venezuelano. Carmen Bohorquez, que foi a organizadora principal do Foro, em representação do Ministério da Cultura, não hesitou em dizer-me que era mais útil para a Venezuela Bolivariana a reflexão crítica dos amigos com ela solidários do que a apologia incondicional do processo.


