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Na Colômbia a liberdade de imprensa é uma das vítimas da violência do conflito político, social e armado. Jornalistas são assassinados e perseguidos por procurarem informar com verdade. Outros “jornalistas” tomam de um outro modo parte activa no conflito, difundindo mentiras ao serviço dos seus patrões e do fascizante poder instituído.
Onde não há Partido - como sucede nos EUA - são os patrões que decidem a agenda e os termos do debate. Expressões como «exploração», «classe» ou «luta» estão banidas do léxico comum. Palavras como «militância» ou «comunismo» estão indelevelmente associadas ao «mal», ao «terrorismo» e às «ditaduras». Porque na língua universal do capitalismo a semântica é um instrumento de opressão e dominação de classe, onde não há Partido Comunista chama-se «cidadania» às contradições insanáveis entre exploradores e explorados, e «comunidade global interdependente» a um mundo saqueado pelo imperialismo e cada dia mais militarizado.
Num país em que os governos levam a cabo uma política económica contra as pessoas (numa escalada que com o actual governo atinge uma agressividade demencial), com um sistema político atolado, com uma geração de governantes de formação inenarrável e inépcia inexcedível, há uma mudança em construção. Não no Portugal que Passos julga que se sacrifica para ele brilhar na Europa, mas no Portugal resistente que o não suporta mais, que sai à rua, que canta a Grândola contra a mentira e contra o assalto ao trabalho e aos seus frutos, num país que pede um novo 25 de Abril justamente porque se lembra do que ele significou.
Há notícias que dizem mais sobre o real rumo político de um governo do que algumas extensas análises. Esta que publicamos, sobre o avanço do projecto de privatização da Petrobrás, traduz uma verdade básica: nenhuma política progressista é conciliável com a privatização e entrega dos bens públicos e da riqueza criada pelos trabalhadores ao longo de décadas às mãos do grande capital monopolista.
Os recentes ataques aéreos de Israel contra a Síria introduzem dados qualitativamente novos na tragédia do Médio-Oriente. Israel é o mais agressivo e melhor armado peão militar do imperialismo na região. Mas entre as interrogações que estes ataques levantam está a da relação entre esse peão e os EUA, entre o expansionismo sionista e a estratégia geral do imperialismo. Poderão existir diferenças tácticas. Mas existe uma identidade essencial na criminosa acção levada a cabo.




