
“… Ninguém se preocupa em sublinhar a raiva de Chaplin contra a sociedade (…), nem sequer, e sobretudo, a raiva da sociedade contra Chaplin, uma sociedade já exacerbada e exageradamente desconfiada de qualquer coisa que cheirasse a «diferente».
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Banco de Portugal abandonou a independência e rigor técnico a que está obrigado e entrou na campanha para baixar salários e liberalizar despedimentos.

Chamar “pensamento único” ao discurso imposto pelo poder (isto é, a ideologia dominante) torna-se equívoco e contraditório. O facto desta denominação se ter tornado uma moda é um motivo mais para a contestar.
“Um dos falsos argumentos utilizados para tentar (re)impor o conteúdo da rejeitada «constituição europeia» é a necessidade de uma pretensa «eficácia» no processo de tomada de decisão. Como anteriormente, a «eficácia» é usada com o intuito de ocultar a questão central do poder e controlo do processo de decisão ao nível da UE”
“…Com o aperfeiçoamento [dos] mecanismos financeiros, o Vaticano lançou uma outra poderosa estrutura prioritariamente virada para os problemas sociais e cujo fecho da abóbada é constituído pela chamada sociedade civil. Trata-se de fornecer ao capitalismo a religião e a caridade como canais de derivação da indignação popular e de ocupar, de forma indirecta, o espaço que em democracia pertence ao Estado. (…) Como se vê, capitalismo e religião são duas formas para o mesmo sapato”

Em 25 de Abril de 1974 derrubou-se o regime fascista português. O fascismo existiu, torturou, matou e explorou o povo português e os povos das colónias durante 48 anos.



