Correia da Fonseca*
31.Ago.10 :: Colaboradores
Reduzir o fecho de 700 escolas ao diminuto número de alunos que nelas estudam, aprendem e brincam é ver o mundo com entreolhos, apetrecho muito útil para que as bestas não se distraiam com a paisagem circundante.
A verdade é que a escola vai atrás das pessoas que partiram «da farmácia, da estação dos Correios, das carreiras de autocarros que sejam mais frequentes que uma passagem de manhã e uma outra em sentido inverso já por alturas do sol-posto»…
É a desertificação do interior com todo um cortejo de problemas políticos que o poder não resolve, não quer resolver, por não estar interessado nisso: aquelas terras não são rentáveis…


Com um sorriso nos lábios e um estar de simpática descontracção, Barack Obama não só continuou e incentivou as guerras do Iraque e Afeganistão, como levou a guerra ao Paquistão e procura desesperadamente recuperar a América Latina como «pátio das traseiras» dos Estados Unidos.
Neste texto, Bryan Brenes descreve-nos a ocupação militar da Costa Rica, acordada com o governo servil da presidente Chincilla, aprovada em votação do Congresso costarricense e os caminhos para a recuperação da soberania nacional.

Publicamos hoje o discurso de apresentação da candidatura à Presidência da República de Francisco Lopes, candidato apoiado pelo Partido Comunista Português
Enquanto o governo do narcotraficante de turno na presidência da Colômbia, Juan Manuel Santos fecha as portas ao diálogo, as FARC tentam abrir todas as portas ao diálogo.
Em Carta Aberta enviada à União das Nações do Sul, UNASUR, as FARC-EP mostram-se dispostas a ir a uma Assembleia daquela organização expor a sua vontade de encontrar uma solução política negociada para uma paz com justiça social na Colômbia, logo que os presidentes dos países membros daquela organização o entenderem.
O novo documentário de Oliver Stone, “A sul da fronteira”, narra o aparecimento de uma série de governos progressistas na América Latina, a sua busca de transformação social e política no continente e a crescente independência de Washington.
Embora não se possa meter tudo no mesmo saco, como Oliver Stone faz com a promoção dos governos Kirchner a progressistas, quer o filme “A Sul da Fronteira” quer esta entrevista são contributos para romper o cerco da central de desinformação comandada por Washington.
Neste artigo Michel Chossudovsky alerta para o perigo de um ataque iminente ao Irão pelos EUA e pelo estado neofascista de Israel. A concentração de poderosas forças aeronavais no Golfo seria o prólogo de bombardeamentos devastadores de objectivos estratégicos, de acordo com planos há muito elaborados.
Especialistas do Pentágono têm afirmado, porém, que a utilização de armas convencionais no bombardeamento das instalações nucleares subterrâneas de Natanz seria ineficaz pelo que sugerem o recurso a armas atómicas tácticas.
Os próprios dirigentes iranianos duvidam que Obama assuma a responsabilidade de repetir Hiroshima, desencadeando uma tragédia que provocaria a condenação dos EUA pela Humanidade.
Não perdeu actualidade a análise de Ángeles Maestro ao longo desta entrevista. Por isso a publicamos hoje, apesar dos nove meses passados desde a sua publicação.
“Ora, ao contrário do que a RTP a cada passo parece supor, é um equívoco acreditar que as ignorâncias, a incultura em permanente ofensiva, a mixordice musical ou qualquer outra, são baratas: o País paga-as duramente ao longo dos tempos e em diversas moedas.”
A realidade já não é escondida atrás dos incendiários presos:
“dos primeiros 25 fogos registados [este Verão], 20 situavam-se em Portugal, 1 em Espanha, 4 em Itália”.
Para além deste dado estatístico, há uma “correlação que existe entre a dimensão e o número de fogos e a evolução territorial, o abandono e a crescente desertificação humana de manchas cada vez mais alargadas do território nacional.”
Neste artigo José Paulo Gascão não só arranca a máscara a Juan Manuel Santos como afirma que a assinatura da «Declaração de Princípios» entre Chávez e Juan Manuel Santos “é uma poderosa ajuda à campanha mediática em curso, de legitimação do criminoso regime colombiano”.
Sendo positiva a sentença do Tribunal Constitucional da Colômbia invalida o acordo entre Uribe e Obama para a instalação de sete bases militares ianques naquele país, ela não pode levar à subestimação da estratégia dos EUA, defendeu Carolus Wimmer, vice-presidente do Parlamento latino-americano.
Depois da fusão ideológica do PS com a direita e da sua rendição incondicional ao neoliberalismo, todo o dinheiro é pouco para ajudar o grande capital: para que a banca pague 4,3% de IRC (como sucedeu em 2009) é preciso retirar direitos e subsídios aos que deles precisam.
Qualquer pessoa percebe isto, que o dinheiro não é elástico, não é senhores economistas do sistema?
