Artículos de: Agosto, 2011

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As melhores devoções

Correia da Fonseca    31.Ago.11    Colaboradores

Correia da FonsecaNa visita papal a Espanha houve, em vários aspectos, um confronto entre as “duas Espanhas” de que falava António Machado: neste caso, entre a Espanha católica e por vezes ultracatólica e a Espanha laica. O laicismo militante e corajoso de milhares de jovens espanhóis - elemento integrante de um projecto de sociedade que à liberdade de pensamento acrescente a justiça social e a recusa das seculares opressões que têm pesado tragicamente sobre o povo espanhol - tem pago ao longo do tempo a sua determinação com um invisível mas verdadeiro rio de sangue, como sucedeu na guerra civil de 1936/39. A seu propósito, que me lembre, nenhum Papa ainda pediu desculpa ao povo espanhol.

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O nosso e o deles*

Anabela Fino    30.Ago.11    Outros autores

Para comemorar os seus 50 anos de sacerdócio, o cardeal D. Policarpo não achou melhor tema do que zurzir nas reivindicações “grupais (sic), de classe”. Não o clarificou, mas referia-se certamente à luta dos sindicatos em defesa dos trabalhadores. Tal como a hierarquia católica do tempo do fascismo, pretendeu contrapor a luta dos trabalhadores ao “esforço nacional”. Ao fazê-lo, assumiu-se ele próprio como porta-voz de outros interesses “grupais, de classe”. Por exemplo, os dos donos de grupos económicos cotados em bolsa, que contribuem para o “esforço nacional” mantendo sociedades gestoras de participações sociais com sede no estrangeiro, o que lhes permite – e aos respectivos accionistas – fugir aos impostos que teriam de pagar em Portugal.

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Agravamento da exploração, eixo essencial do programa de submissão e agressão*

Francisco Lopes    29.Ago.11    Outros autores

Francisco LopesSão brutais e dramáticas as consequências da aplicação do programa de submissão e agressão, o dito “memorando da troika” que se abatem sobre os trabalhadores, o povo e o País: agravamento da exploração, empobrecimento, desemprego, recessão e mais falências, menos produção, mais dependência e afundamento do País. Está em curso a mais brutal agressão que o capital, os seus representantes e servidores desencadearam desde o fascismo. Está em curso um desastre e é preciso impedi-lo.
Uma exigência principal se coloca: desenvolver, alargar e intensificar a luta, combater a exploração, derrotar o pacto de submissão e agressão, abrir o caminho de um Portugal com futuro, da soberania, da democracia avançada e do socialismo.

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A eventual redução de concelhos e freguesias

Demétrio Alves    28.Ago.11    Outros autores

Demétrio AlvesUma reforma administrativa séria determinaria, em qualquer país e independentemente do sistema político, muito trabalho, muito debate e, sobretudo, a consciência de que não é coisa que se faça em poucos meses, sem dinheiro e apenas com um lápis, um mapa e uma calculadora.
Ora, o que nós agora temos aí, ditado pela Troika, e porque isso lhe chegou aos ouvidos a partir de fontes nacionais, é a imposição de uma reforma administrativa com incidência, entre muitas outras coisas, no número de concelhos e freguesias, que diminuiriam de forma drástica, por motivos quase exclusivamente orçamentais (diminuição da despesa pública).

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Apesar de existir outra solução, o governo prefere aumentar o IVA sobre o gás e a electricidade penalizando as famílias de médios e baixos rendimentos

Eugénio Rosa    27.Ago.11    Outros autores

Eugénio RosaO governo vai aumentar a taxa de IVA de 6% para 23% com objectivo de aumentar a receita do Estado em 400 milhões € por ano. Tal como sucedeu em relação ao imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal que incidiu apenas sobre os salários e pensões, ficando de fora os rendimentos de capital (lucros, dividendos, mais-valias, juros, etc.), também aqui o espírito de classe do governo levou-o a sacrificar as famílias para não reduzir os elevados lucros da EDP e da GALP, quando podia obter a mesma receita de uma forma diferente, não sacrificando as famílias.

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O Mundo à beira do caos*

A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade. Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.
A crise é intrínseca ao próprio capitalismo e não tem saída nesse quadro.
O capitalismo, pela sua própria essência, não é humanizável. Terá de ser destruído. A única alternativa que desponta no horizonte é o socialismo. A resistência dos povos à engrenagem do capital que os oprime cresce na Ásia, na Europa, na América Latina, na África. Eles são o sujeito da História e a vitória final será sua.

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As incógnitas do 15M vão-se clarificando. Do movimento apolítico resta cada vez menos. Os elogios mediáticos dão lugar à repressão.

Ángeles Maestro    25.Ago.11    Colaboradores

Ángeles Maestro“Foi a primeira grande manifestação contra a igreja católica e os poderes – públicos e privados – que a sustentam de que as gerações actuais se recordam. A exuberância de imaginação e humor é impossível de retratar. “

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