Artículos de: Marzo, 2016

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As lições de Obama a Cuba
e à Sociedade Cubana

Rafael Hernández*    31.Mar.16    Outros autores

Neste texto, Rafael Hernández, brilhante intelectual cubano director da revista trimensal «Temas», comenta o discurso de Obama em Havana, «uma jóia da joalharia política que deveria ser estudada nas faculdades de comunicação e nas escolas do Partido. As suas frases nem parecem ter sido bordadas por peritos e habilmente lidas num teleponto, parecem ditas do coração. Esta peça de oratória, a sua encenação e a sua perfeita interpretação parecem uma conversa, não um documento carregado de teses do princípio ao fim».
É este documento que Rafael Hernández desmonta.

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O homem na jaula
- Uma estória contra a discriminação racial

António Santos*    30.Mar.16    Outros autores

«Os EUA eram então o epicentro mundial das teorias eugénicas sobre a «superioridade branca» que mais tarde inspirariam Hitler e a Expo de 1904 arrogava, orgulhosa, o «Império Americano» exibindo em jaulas dezenas de homens e mulheres de diferentes povos.»

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Alexandra Kollontai, uma mulher à frente do seu tempo

Miguel Urbano Rodrigues depois de se interrogar se um livro de um anti-comunista que deturpa grosseiramente a História pode ser útil, diz-nos que «O conteúdo da biografia [de Alexandra Kollontai] ajuda a compreender a contradição entre a opção política e ideológica de Alexandra e a admiração que inspira ao autor uma personalidade que se assumiu desde a juventude como comunista.
O positivo no livro não são as opiniões de Vaksberg, mas as transcrições de textos, cartas e palavras de Kollontai que permitem ao leitor aceder à compreensão da mulher e da revolucionária».

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Uma guerra mundial começou – rompa o silêncio

John Pilger*    27.Mar.16    Outros autores

« Em 1947, uma série de directivas do National Security Council descreveu o objectivo supremo da política externa americana como «um mundo feito substancialmente sobre a própria imagem [da América]». Esta ideologia era o americanismo messiânico. Éramos todos americanos. Se não, os heréticos seriam convertidos, subvertidos, subornados, enlameados ou esmagados.
Donald Trump é um sintoma disto, mas também é independente. Ele diz que a invasão do Iraque foi um crime; ele não quer ir à guerra com a Rússia e a China. O perigo para os restantes de nós não é Trump, mas sim Hillary Clinton. Ela não é independente. Ela corporifica a resiliência e violência de um sistema cujo louvado “excepcionalismo” é totalitário com uma ocasional cara liberal.
Quando o dia da eleição presidencial estiver mais próximo, Clinton será louvada como a primeira mulher presidente, pouco importando os seus crimes e mentiras – assim como Barack foi louvado como o primeiro presidente negro e liberais engoliram suas tolices acerca da «esperança». E a verborreia prossegue.»

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Nota dos Editores

Obama em Cuba e na Argentina

Os Editores    26.Mar.16    Destaques

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Entrevista com Noam Chomsky
Eleições presidenciais nos EUA
Ameaçam «Um desastre completo?»

C.J. Polychroniou*    26.Mar.16    Outros autores

«Os partidários de Trump (que parecem ser predominantemente pessoas de classe média-baixa E da classe trabalhadora com menos educação) reagem em parte à ideia em grande medida exacta de que simplesmente ficaram esquecidos pelo caminho. É interessante comparar a situação actual, com a Grande Depressão. Objectivamente as condições da década de 30 eram muito piores e, os Estados Unidos um país muito mais pobre. Mas, subjectivamente as condições eram muito melhores. Apesar de tanto índice de depressão como o sofrimento serem muito altos, entre a classe trabalhadora havia um sentimento de esperança, a certeza de que alguma maneira sairíamos disso juntos. Davam-lhe força os êxitos do activismo combativo, operário que conseguia actuar conjuntamente com partidos activos de esquerda e com outras organizações.»

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Brasil engolido pela corrupção
E por perigosa subversão da Democracia

narrativa de só o PT ser corrupto, quando os partidos mais à direita estão tão ou mais atolados na corrupção, a par da ideia de as movimentações de massas que se têm verificado corresponderem a uma luta popular contra um regime corrupto, não corresponde à realidade.
«Essa narrativa é, no mínimo, uma simplificação radical do que está acontecendo e, mais provavelmente, uma propaganda feita para minar um partido de esquerda há muito mal visto pelas elites políticas dos EUA. A caracterização dos protestos ignora o contexto histórico da política no Brasil e, mais importante, uma série de questões críticas: quem está por trás dos protestos, quão representativos eles são em relação à população brasileira e quais são seus verdadeiros interesses?»

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