Artículos de: Mayo, 2016

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O usurpador e o caminho da usurpação

Mauro Iasi*    31.May.16    Outros autores

O mais preocupante na presente crise política brasileira não foi tanto as degradantes e circenses votações da Câmara de Deputados e do Senado brasileiros, mas sim a ação do governo e dos partidos que participaram no poder, desde a primeira eleição de Lula da Silva, na organização e mobilização da classe trabalhadora.
Por isso se torna natural uma conclusão de Mauro Iasi: «Depois de transformar a democracia numa abstração que não faz sentido para boa parte de nossa classe, não se pode esperar que as pessoas se mobilizem para defendê-la».
Como também não faz sentido que a classe trabalhadora, particularmente o seu destacamento operário, seja mobilizada como massas, povo ou cidadãos…, se eles não tiverem sido antes organizados como classe trabalhadora, como classe operária.

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A vitória sobre Israel em 2000
É um exemplo para luta de hoje

Hassan Nasrallah*    30.May.16    Outros autores

Comemorando a libertação do sul do país em 25 de maio de 2000, o “Dia da Vitória”, em que as tropas israelenses foram obrigadas a abandonar o sul do Líbano, o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, pronunciou um importante discurso de que publicamos os principais pontos.
A ideia de que Israel é o inimigo principal e que é a luta «a única via para recuperar os [nossos] territórios e garantir a estabilidade e a segurança do país» perpassa por todo o discurso.

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Unidade de esquerda na luta!

PCB    29.May.16    Outros autores

Como diz a primeira Nota Política do PCB sobre a destituição de Dilma, «a saída é pela esquerda!
As forças da esquerda e do movimento operário brasileiros têm de concentrar os seus esforços na mobilização da classe trabalhadora e do povo brasileiro em torno de lutas comuns.
Um primeiro e importante passo foi a aprovação da “Carta de S. Paulo”

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A Administração Pública:
A inversão da destruição que estava em curso?

Eugénio Rosa*    28.May.16    Outros autores

O afastamento da direita pura e dura do governo, PSD e CDS, foi um justo alívio, só possível pela afirmação, logo na noite das eleições, que “o PS só não forma(va) governo se não quiser…”
Neste bem fundamentado texto Eugénio Rosa diz-nos, com dados Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, como a chamada “inversão” da destruição da Administração Pública está a ser feita, fundamentalmente, à custa do recurso a trabalhadores precários.
Os trabalhadores continuam a ter razões de luta por um país mais justo para viver.

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O fascínio desumanizado de D.H. Lawrence pelo México

Miguel Urbano Rodrigues    27.May.16    Destaques

“A sua obra desencadeou tempestades emocionais. Alguns dos seus livros foram proibidos por obscenos. Outros levaram a crítica a situá-lo na fronteira da loucura. Mas, cabe perguntar o que deve entender-se por loucura, tão diferentes são as manifestações do comportamento humano quando alguém pelo pensamento e a atitude rompe com aquilo que é considerado respeitável nas sociedades do mundo contemporâneo?”

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Colonialismo, Neocolonialismo e Balcanização
As três idades de uma dominação

Said Bouamama*    26.May.16    Outros autores

O autor defende que a lista de países destruídos pela intervenção militar do imperialismo norte-americano acolitado pela UE aumenta sem cessar.
Defendendo que a uma «primeira idade» do capitalismo e ao neocolonialismo de uma «segunda idade» está a suceder uma «terceira idade»: a balcanização, uma generalização do caos.
«Paralelamente, constata-se uma mutação das formas do racismo. Depois da Segunda Guerra Mundial o racismo culturalista sucedeu ao racismo biológico e desde há algumas décadas tende a apresentar-se a partir da religiosidade, sob a forma dominante da islamofobia. Na opinião do autor estamos na presença de três historicidades estreitamente ligadas: a do sistema económico, a das formas políticas e a das ideologias de legitimação».

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Para um “Independentismo”
Progressista e Consequente

Georges Gastaud*    25.May.16    Outros autores

A crise estrutural do sistema do capital e a sua não superação no atual quadro tem trazido ao debate, cá e por toda a Europa, a saída do UE e do Euro. Se é de saudar as denúncias feitas e as alterações que se verificam nas propostas de Jean-Luc Mélechon, elas não podem esconder as profundas diferenças existentes.
Pois, entende Georges Gastaud, «a soberania da nação não é negociável: ela toma-se. Sair da UE, do euro, da NATO, as três principais amarras supranacionais e atlânticas de onde derivam todas as outras grilhetas que nos estrangulam não poderia portanto, em princípio, estar sujeito a negociação; o simples facto de negociar sobre isso já significa que a França… não existe, que depende de outros… para ser independente, e que, na melhor das hipóteses é uma província recalcitrante do império europeu a um passo de se tornar a “União Transatlântica”».

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