Artículos de: Diciembre, 2016

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Portugal: um país onde se promovem pensões e salários baixos

Eugénio Rosa    31.Dic.16    Outros autores

No último dia do ano, um indispensável balanço da situação dos salários e das pensões. Entre 2000 e 2015 os custos da mão-de-obra diminuíram 15,8% em termos reais, enquanto na UE subiram 49,7%. Com o bloqueamento da contratação colectiva, que Vieira da Silva se recusa alterar, o salario mínimo nacional está já muito próximo da mediana dos salários (salário recebido pela maioria dos trabalhadores), transformando Portugal num país onde um número crescente de trabalhadores só recebe o SMN. A política de rendimentos dos sucessivos governos está a determinar uma repartição da riqueza criada no país em benefício do Capital e em prejuízo dos trabalhadores. A “parte dos salários no PIB”, desceu entre 2010 e 2015 de 36,8% para apenas 33,6% do PIB e em 2016 a situação não se deve ter alterado. Esta repartição desigual tenderá a agravar-se em 2017 em resultado da política do actual governo. Ao dar um prémio de 120 milhões € (redução de 1,25% na taxa de contribuição das empresas para a Segurança Social) aos patrões que paguem remunerações até 700€/mês (inclui horas extraordinárias e trabalho nocturno) promoverá ainda mais o trabalho mal pago.

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Os povos da Ex-URSS

O desaparecimento da União Soviética foi uma tragédia para a Humanidade. Foi acelerada pela traição de Gorbatchov e pela guerra não declarada do imperialismo norte-americano, mas numerosos outros factores contribuíram para ela. Para a tentarmos entender, e também a para tentarmos entender a Rússia contemporânea é imprescindível, nomeadamente, um conhecimento mínimo da história dos povos que habitam o seu gigantesco território.

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À espera de Trump: a crise sistémica global e alguns golpes

Jorge Beinstein    29.Dic.16    Outros autores

Enquanto a desglobalização segue o seu curso, as elites dominantes do planeta procuram desesperadamente preservar as suas posições, acentuam as suas disputas internas, começam a produzir salvadores pragmáticos de todo o tipo. Foi assim que irrompeu uma personagem grotesca como Donald Trump. Ou os neofascismos europeus emergentes e os já instalados na América Latina. Trata-se de tentativas ilusórias de recomposição de sistemas decadentes que aprofundam ao mesmo tempo o saque, a dinâmica parasitária já vista ao longo da história humana acompanhando e acelerando os declínios imperiais.

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A luz e as sombras

Jorge Seabra    28.Dic.16    Outros autores

É chocante, mas é próprio do tempo que vivemos, a ampla divulgação que merece toda a espécie de irracionalismos e charlatanices. Na época em que a ciência conheceu avanços sem precedentes em todas as áreas, a classe dominante continua a apostar fortíssimo na carta do obscurantismo.

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Histeria*

Jorge Cadima    26.Dic.16    Outros autores

A histeria é grande, porque a derrota do imperialismo em Alepo é pesada. A histeria é também porque os dirigentes imperialistas sabem que, cada vez mais, estão a perder o controlo ideológico sobre os povos. O que torna legítima a pergunta: o que fazem o BE e outras forças que se proclamam de esquerda, levando água ao moinho das campanhas propagandísticas que tentam ‘legitimar’ as guerras imperialistas? Já foi assim aquando da guerra à Líbia. Não aprendem? Ou não querem aprender?

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As “Notícias falsas” do New York Times como armas de censura (II)

As famosas «fake news» são uma tentativa de catalogar como campanha pró-russa toda a expressão diferente da versão dos meios de comunicação corporativos.

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