Artículos de: Mayo, 2017

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Será um logro o novo regime de reforma antecipada do governo PS?

Eugénio Rosa    24.May.17    Outros autores

O actual governo pretende introduzir uma nova e forte restrição no acesso à reforma antecipada. Revê para pior o regime de reformada antecipada do governo PSD/CDS. Segundo o documento apresentado por Vieira da Silva na concertação social a reforma antecipada só será possível se o trabalhador aos 60 anos tiver 40 anos de descontos; se tiver 40 anos de descontos aos 61 anos, ou 62 anos, etc., a reforma antecipada já não será possível. É um autêntico retrocesso em relação mesmo ao regime que vigora actualmente, pois restringe fortemente o acesso à reforma antecipada. Só têm acesso os trabalhadores que, como se estivessem no casino, acertarem ter aos 60 anos 40 anos de descontos!

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Venezuela: o processo da Assembleia Constituinte

Está convocada para este ano uma Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela. É uma opção para recompor a situação do país e reverter o golpe-de-estado que o imperialismo e o grande capital venezuelano têm em marcha. Esta Constituinte será eleita por voto universal, directo e secreto, e deseja-se que abra o caminho da paz em que o soberano seja o povo da Venezuela. Que constitua a grande convocatória para um diálogo nacional com o objectivo de conter a escalada da violência política. O poder aposta na intervenção do povo. Sem ele o processo bolivariano não tem defesa.

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1917 - Quatro notas no centenário da Revolução Bolchevique

Higinio Polo*    22.May.17    Outros autores

Recordar a revolução bolchevique não é um exercício de nostalgia do passado mas um tempo de aposta no futuro, no socialismo e no carácter social que devem ter as forças produtivas. A revolução de 1917 foi o ponto de partida das novas lutas revolucionárias no mundo, e a sua contribuição para a construção do socialismo não desapareceu, porque o capitalismo não pode resolver os problemas da humanidade. Aqui reside o valor da revolução bolchevique e da visão de Lénine.

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Greve geral de 17 de Maio na Grécia

O movimento sindical de classe na Grécia continua a resistir de forma corajosa e militante à ofensiva da troika internacional e do governo Syriza-Anel. A greve geral realizada esta semana foi uma nova e importante expressão desse combate. A luta do povo grego, conduzida em condições particularmente difíceis, exige solidariedade e apoio.

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ComeyGate os dois lados do mesmo portão*

António Santos    20.May.17    Outros autores

A eleição de Trump lançou a tão elogiada “democracia norte-americana” em forte convulsão interna. Ainda o homem não tinha tomado posse e já corriam manobras para o pôr a andar. A mais recente tem a ver com o despedimento do director do FBI, James Comey, e o eixo comum desta fortíssima campanha político-mediática é o histérico agitar do velho fantasma russófobo.

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Depositar esperanças num regresso de Lula é um erro grave

Edmilson Costa*    19.May.17    Outros autores

O resultado das lutas realizadas em 2017 terá um papel fundamental no futuro do Brasil. Há um enorme descontentamento e indignação na grande maioria da população contra o governo Temer, que se manifesta nas ruas, estádios de futebol, shows artísticos e que se condensou na greve geral de 28 de Abril. A luta de massas será decisiva. Portanto, depositar esperanças nas eleições de 2018 ou numa volta de Lula à presidência seria um erro grave. Os 13 anos de governos petistas já nos ensinaram o que não devemos repetir.

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A dívida que está a estrangular o país

Eugénio Rosa    18.May.17    Outros autores

Foi divulgado um relatório elaborado por economistas da área do PS e do BE sobre a “Sustentabilidade das dívidas externa e pública”. É um relatório que merece leitura atenta pois, por um lado, é o primeiro estudo desta natureza que apresenta um conjunto de propostas concretas que se diferenciam das declarações generalistas habituais e que, por outro lado, reúne um conjunto de dados importantes sobre a divida pública e externa. Mas economistas do PS e BE apresentam no seu relatório 5 medidas cujos resultados previstos não são nem seguros nem resolvem o problema da divida. Apenas garantem o prolongamento por mais tempo do estado de agonia em que o país vive.

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