O Holodomor,
Novo Avatar do Anticomunismo “Europeu”

Annie Lacroix-Riz*    02.Feb.10    Outros autores

Annie Lacroix-Riz

Numa sociedade de classes a História é o resultado da luta de classes e não a efabulação feita em Hollywood e nos media dominados pelos monopólios.
Neste estudo, a historiadora Annie Lacroix-Riz fala-nos das campanhas sobre da “fome da Ucrânia, lançada em 1933 (…) quando os grandes imperialismos”, na sua intensa luta ideológica, sentem condições para a tentar impor.

A partir de Novembro de 1917 sucederam-se sem descanso campanhas anti-bolcheviques tão violentas como variadas, mas a da “fome na Ucrânia”, lançada em 1933, voltou a aparecer com força nos últimos vinte anos. Desencadeia-se quando os grandes imperialismos, com a Alemanha e os Estados Unidos à cabeça, desejosos desde o século XIX de pilhar os imensos recursos da Ucrânia, se consideram em condições de o conseguir. A conjuntura é favorável ao Reich em 1932-1933, quando o Sul da URSS (a Ucrânia e outras “terras negras”, o Norte do Cáucaso e do Cazaquistão) foi atingido por uma considerável baixa de colheitas e o conjunto da União por dificuldades de abastecimento que provocou o regresso a um racionamento severo. Uma grave “escassez”, principalmente durante a “soudure” (período entre duas colheitas), não especificamente ucraniana, segundo a correspondência diplomática francesa; uma “fome” ucraniana, segundo os relatos de 1933-1934 dos cônsules alemães e italianos, explorados pelos Estados ou por grupos dedicados à cisão da Ucrânia: a Alemanha, a Polónia, centro principal de agitação em Lwow e o Vaticano.

Esta escassez ou esta fome era resultante de fenómenos naturais e sociopolíticos: uma seca catastrófica sobreposta aos efeitos da retenção cada vez maior das entregas (abate de gado inclusive), a partir do fim dos anos vinte, feita pelos antigos koulaks (os camponeses mais ricos) rebeldes à colectivização. Esta fracção, em luta aberta contra o regime soviético, constituía na Ucrânia uma das bases do apoio à “autonomia”, máscara semântica de cisão da região agrícola rainha das “terras negras”, para além de principal bacia industrial do país, em benefício do Reich. O apoio financeiro alemão, maciço antes de 1914, tinha-se intensificado durante a Primeira Guerra mundial, em que a Alemanha transformou a Ucrânia, assim como os países bálticos, na base económica, política e militar do desmantelamento do império russo. A República de Weimar, fiel ao programa de expansão do Kaiser, continuou a financiar “a autonomia” ucraniana. Os hitlerianos, logo que conquistaram o poder, divulgaram o seu plano de conquista da Ucrânia soviética e todos os autonomistas ucranianos (as profundezas policiais, diplomáticas e militares em convergência), entre 1933 e 1935, aliaram-se ao Reich que na altura era mais discreto quanto às suas pretensões sobre o resto da Ucrânia.

Com efeito a URSS não controlava na altura senão a Ucrânia oriental (Kiev-Kharkov), que voltara a ser soviética a partir de 1920, depois da cisão efectuada durante a guerra civil estrangeira: tinham-lhe arrancado grandes porções da Ucrânia, ou não lhe tinham sido atribuídas, apesar da afinidade étnica das suas populações, das promessas francesas em 1914 de entregar os despojos do império austro-húngaro à Rússia czarista aliada e da fixação em 1919 da “linha Curzon”. O imperialismo francês, um dos dois maestros (com Londres) da guerra estrangeira contra os soviéticos, e depois o “cordão sanitário” que se seguiu ao fiasco dessa guerra, ofereceu à Roménia, em 1918, a Bessarábia (Moldávia, capital Kichinev), antiga porção do império russo, e a Bucovina; a Checoslováquia recebeu directamente a Ruténia subcarpática; a Polónia de Pilsudski, em 1920-1921, a Ucrânia ocidental ou Galícia oriental, outrora austríaca – capital Lemberg (em alemão), Lvov (em russo), Lwow (em polaco), Lviv (em ucraniano) – com o apoio do corpo expedicionário francês dirigido por Weygand. E isto quando, em 1919, a “linha Curzon” (nome do secretário do Foreign Office) tinha considerado esse território “etnicamente” russo: a “Rússia” devia recebê-lo dos seus aliados quando em conjunto com os Brancos tivesse corrido com os bolcheviques, o que não veio a acontecer.

Este distinguo geográfico é decisivo, porque Lwow tornou-se – e Lviv mantém-se – um centro importante do alarido alemão, polaco e do Vaticano sobre a “fome na Ucrânia, que começou no verão de 1933, ou seja, depois de uma excelente colheita soviética ter posto fim à crise dos abastecimentos. Se é que houve fome em 1932-1933, que atingiu o auge durante a “soudure” (entre as duas colheitas), o mês de Julho de 1933 assinalou o fim dela. A campanha foi alargada a todo o campo anti-soviético, Estados-Unidos inclusive, onde a imprensa germanófila do grupo Hearst se apoderou dela. A fome não tinha sido “genocidária”, como reconhecem todos os historiadores anglo-saxónicos sérios, tais como R.W. Davies e S. Wheatcroft, não traduzidos em francês, ao contrário de Robert Conquest, agente dos serviços secretos britânicos que se tornou um prestigiado “investigador” de Harvard, ídolo da “faminologia” francesa a partir de 1995 [1].

A campanha original nem sequer tinha esgrimido o “genocídio”: Berlim, Varsóvia, o Vaticano, etc. maldiziam Estaline, os soviéticos ou os judeo-bolcheviques, estigmatizando a sua ferocidade ou a sua “organização” da fome e descreviam uma Ucrânia empurrada pela fome para o canibalismo. Quanto aos franceses, atribuíam aos planos secessionistas do trio esse alarido lançado enquanto que o Reich prometia ao ditador polaco Pilsudski, se este restituísse Dantzig e o seu corredor, que lhe entregava de bandeja a Ucrânia soviética que em breve iriam conquistar juntos: François-Poncet, delegado do Comité des Forges e embaixador em Berlim, troçava dos soluços quotidianos debitados pela imprensa do Reich sobre o mártir ucraniano, truque grosseiro com intenções externas (anexar a Ucrânia) e internas (“difamar os resultados do regime marxista” [2].

A abundante correspondência militar e diplomática da época contraria a tese da ingenuidade dos “anjinhos” pró-soviéticos, cegos, durante a sua viagem de Setembro de 1933 à Ucrânia, às mentiras e mistérios de Moscovo, como Édouard Herriot: ou seja, a tese defendida em 1994 pelo demógrafo Alain Blum que iniciou em França o número dos “6 milhões de mortos”. Este símbolo concorrencial a que os ucranianos anti-semitas se agarraram tanto – era preciso pelo menos equiparar-se aos judeus, antes de passarem a ser muito mais, 7, 9, 10, 12, até 17 milhões pelo que conheço (para um efectivo total duma trintena de milhões de ucranianos soviéticos) – foi adoptado em Le Livre noir du Communisme em 1997 por Nicolas Werth. Mesmo assim este refutava na altura a tese “genocidária” que agora defende desde o seu empenhamento em “2000 num projecto de publicação de documentos sobre o Goulag (6 volumes, sob a égide da fundação Hoover e dos arquivos de estado da Federação da Rússia)” [3]. Número duplamente inaceitável: 1º Alain Blum deduziu-o de estimativas demográficas, visto que a URSS não fez nenhum recenseamento entre 1926 e 1939: ora, entre essas datas, no enquadramento de uma explosão industrial dedicada, desde o início da grande crise capitalista, à defesa contra a ameaça alemã, ocorreram gigantescas movimentações inter-regionais da população, que afectaram especialmente a Ucrânia agrícola colectivizada. O fraco crescimento da população ucraniana entre os dois recenseamentos não autoriza portanto a equivalência: défice demográfico igual a mortos pela fome; 2º o modo de cálculo da estimativa é absurdo: Alain Blum baseou-se em especialistas de estatística russos que em 1990 reagruparam o decénio de 1930 de perdas presumidas – 6 milhões – num único ano de 1933 [4].

O número fatídico foi retomado por “sovietólogos” franceses ligados, tal como Stéphane Courtois, ou não ligados, aos defensores da “Ucrânia independente” laranja. Absurdo supremo, na Ucrânia oriental teriam pois morrido em poucos meses tantas vítimas – duas ou três vezes mais – como os judeus que foram exterminados, de 1939 e sobretudo de 1942 a 1944, num território que se estende da França aos Urais; e isso sem deixar quaisquer vestígios visíveis, fotos ou escritos deixados pelo genocídio nazi.

É neste contexto que se agitaram em França grupos “ucranianos”, como a associação “Ucrânia 33” que albergou o arcebispo de Lyon, e cujo presidente honorário era Monsenhor Decourtay. Depende da autoridade do Congresso ucraniano mundial, situado em Washington e presidido por Askold S. Lozynskyj, de quem o New-York Times publicou a seguinte mensagem no dia a seguir a 18 de Julho de 2002: “quando os soviéticos foram obrigados a recuar perante a invasão dos nazis em Junho de 1941, massacraram os seus prisioneiros […] da Ucrânia ocidental presos e internados às dezenas de milhares em 1939 […]. Isso foi executado com a ajuda dos comunistas locais, sobretudo os etnicamente judeus. Esse massacre infelizmente não constituiu uma aberração dos actos soviéticos na Ucrânia. Em 1032-33 na Ucrânia oriental, os soviéticos já tinham assassinado cerca de 7 milhões de homens, de mulheres e de crianças ucranianas através de um genocídio estrategicamente planificado de fome artificial. O homem escolhido por José Estaline para perpetrar este crime foi um judeu, Lazare Kaganovitch.

O conhecido historiador britânico Norman Davies chegou à conclusão que nenhuma nação tinha tido tantos mortos como a ucraniana. O que foi em grande parte resultado dos actos dos comunistas e dos nazis. Os russos e os alemães eram uns bárbaros. Mas os judeus eram os piores. Traíram os seus vizinhos e fizeram-no com imenso zelo!” [5].

Estes anti-semitas frenéticos mostraram-se mais discretos em França, onde adulavam associações judaicas e a Liga dos Direitos do Homem em “colóquios internacionais” e em debates sobre “os genocidas” (judeu, arménio, ucraniano) [6], Exigiram em 2005-2006 a minha expulsão da universidade ao presidente de Paris 7, depois ao presidente da República Jacques Chirac, rotulando-me de “negacionismo” por ter dirigido pela Internet aos meus alunos um conjunto crítico de arquivos (abaixo citado) sobre os contos da carochinha da campanha germano-polaco-vaticana de 1933-1935. Acima de tudo não me perdoavam eu ter recordado em 1996 o papel, na Ucrânia ocupada pela Wehrmacht, da Igreja uniata da Galícia oriental submetida ao Vaticano e confiada ao bispo (de Lwow), Monsenhor Szepticky, que abençoou as matanças da divisão ucraniana SS Galicia saída dos grupos do uniata nazi Stefan Bandera [7]. Acrescentemos a esses dossiers comprometedores para os arautos do “Holodomor” que eu me atrevo a afirmar que a diabolização do comunismo e da URSS não resulta da análise histórica mas de campanhas ideológicas, que, não contente em ser marxista, sou judia e que um dos meus avós foi morto em Auschwitz – facto que tornei público em 1999, perante uma outra enorme campanha [8], e que todos esses excitados conheciam [9] elementos de natureza a mobilizá-los.

Falhou a realização do sonho em conseguir até mesmo o apoio dos judeus de França para uma campanha contra uma “judia-bolchevique” mascarada de “negacionista”! A perseguição, contra a qual se levantaram o Snesup e o PRCF, que lançou em Julho de 2005 uma eficaz petição apoiada pela (única) Libré Pensée [10], abrandou depois de os “ucranianos” terem, a 25 de Maio de 2006, sob a protecção da polícia do ministro do Interior, N. Sarkozy, prestado homenagem no Arco do Triunfo ao grande progromista Petlioura. Emigrado em França depois dos seus crimes de 1919-1920, fora abatido em 1926 pelo judeu russo emigrado Schwartzbard, e a defesa deste último gerou a Liga contra o anti-semitismo (LICA) que em 1979 passou a LICRA. Esta denunciou por fim em 26 de Maio de 2006, através do seu presidente Patrick Gaubert, esses anti-semitas de choque – depois de vários avisos frustrados de cautela em relação à pretensa “negacionista” Lacroix-Riz. A algazarra dos grupúsculos “ucranianos” irá recomeçar aqui, estimulada pelo Parlamento europeu?

A Ucrânia ocidental laranja, tutora (oficial) de toda a Ucrânia, ocupa de novo o centro de uma campanha que, desde a era Reagan – fase crucial do desmantelamento da Rússia posto em marcha a partir de 1945 pelos Estados Unidos – deve tudo ou quase tudo a Washington, tal como a precedente devia tudo ao dinheiro alemão. Os seus paladinos amontoam milhões de mortos duma Ucrânia oriental cujos cidadãos, embora dedicados ao primeiro chefe, nunca se juntaram à matilha. A CIA, como retaliação, armou-se em chefe de orquestra, apoiada 1º em ucranianos “anti-semitas e anti-bolcheviques, colaboracionistas importantes durante a ocupação alemã, emigrados quando a Wehrmacht foi expulsa da Ucrânia ou depois de Maio de 1945, para os Estados Unidos, para o Canadá ou para a Alemanha ocidental; 2º em algumas universidades americanas prestigiadas, entre as quais Harvard e Stanford, substituídas depois pelas universidades “ocidentais” (Europa oriental inclusive) que os financiamentos americanos recompensaram (em plena penúria de créditos públicos para investigação) com uma torrente de colóquios e de encomendas editoriais sobre “a fome genocidária na Ucrânia”.

O apoio financeiro e politico americano gerou a campanha “Holodomor” dos governantes ucranianos – que em 2008 transformaram em herói nacional Stefan Bandera, “chefe da organização terrorista ucraniana na Polónia” [11] pretensamente “independentista” (não do Reich), criminoso de guerra emigrado em 1945 para a zona de ocupação americana, organizador, a partir da sua base de Munique, de assassínios em massa até aos anos cinquenta na Ucrânia que voltara a ser soviética [12]. Privado desse apoio, a algazarra abrandaria ou perderia todo o eco internacional. O “Parlamento europeu”, reconhecendo em 23 de Outubro de 2008 o “Holodomor (fome provocada artificialmente na Ucrânia entre 1932-1933) como “um crime horroroso perpetrado contra o povo ucraniano e contra a humanidade”, revela a sua estrita dependência em relação aos Estados Unidos, donos da Ucrânia “independente”, em concorrência com a Alemanha, onde a grande imprensa demonstra um zelo pró-ucraniano igual ao da actual Polónia, herdeira dos “coronéis” Josef Beck e consortes.

Bibliografia sumária: conjuntura ucraniana, germano-vaticano-polaco-americana, Annie Lacroix-Riz, Le Vatican (réf. n. 7); Le Choix de la défaite : les élites françaises dans les années 1930, Paris, Armand Colin, 2006, rééd. 2007; De Munich à Vichy, l’assassinat de la 3e République, 1938-1940, même éditeur, 2008;
e sobretudo síntese apresentada aos meus alunos em 2004, “Ukraine 1933 mise à jour de 2008”, (“Sur la ‘famine génocidaire stalinienne’ en Ukraine en 1933: une campagne allemande, polonaise et vaticane», www.historiographie.info), que desencadeou o furor dos defensores do “Holodomor”.
A reter da bibliografia Douglas Tottle, Fraud, Famine and Fascism. The Ukrainian Genocide Myth from Hitler to Harvard, Toronto, Progress Book, 1987, esgotada, mas acessível na Internet: nele este antigo fotografo demonstrou que as fotos das campanhas ucranianas de 1933-1935 após a era de Reagan (artigos, obras, filmes) eram provenientes de colecções da fome de 1921-1922, balanço de 7 anos de guerra mundial e da subsequente guerra estrangeira e civil, e criticou violentamente de modo muito bem argumentado as origens escritas e fotográficas da obra mestra de Conquest (capítulo 7, “Harvest of deception” (“colheita de enganos”) e especialmente p. 86-90;
Geoffrey Roberts, Stalin’s Wars: From World War to Cold War, 1939-1953. New Haven & London: Yale University Press, 2006, que calcula em “35 000 quadros militares e do partido na Galícia oriental [soviética] entre 1945 e 1951” o balanço dos massacres perpetrados pelos banderistas, p. 325.

Notas:
[1] Respectivamente, The years of Hunger, Soviet agriculture 1931-1933, New York, Palgrave Macmillan, 2004, e Harvest of Sorrow, New York, Oxford University Press, 1986, traduzido [para francês] em 1995 (e a minha síntese, bibliografia sumária)
[2] Despacho 727 em Paul-Boncour, Berlim, 5 de Julho 1933, Europa URSS 1918-1940, vol. 986, relações Alemanha-URSS, Junho 1933-Maio 1934, arquivos do Quai d’Orsay (MAE).
[3] http://www.ihtp.cnrs.fr/spip.php?article98 (site IHTP); sobre o papel anti-soviético desta fundação estreitamente ligada ao Departamento de Estado, referência do nº 1.
[4] Alain Blum, Naître, vivre et mourir en URSS, 1917-1991, Paris, Plon, 1994, p. 96-99 et n. 61, p. 243.
[5] http://zustrich.quebec-ukraine.com/news02_shmul.htm, tradução [em francês] ALR. O polonófilo Davies, que obteve o seu doutoramento em Cracóvia, deve a sua notoriedade à sua minimização da destruição dos judeus da Polónia, que o pôs em oposição a diversos historiadores americanos (Lucy S. Davidowicz, Abraham Brumberg e Theodore Rabb).
[6] “Mémoires partagées des génocides et crimes contre l’humanité”, “colóquio internacional” do “Collectif Reconnaissance”, 28-29 Abril 2006, ENS Lyon, etc. (documentação inesgotável na Internet).
[7] Le Vatican, l’Europe et le Reich de la Première Guerre mondiale à la Guerre froide (1914-1955), Paris, Armand Colin, 1996, reed. 2007, p. 414-417, e infra.
[8] Quando foi contestado o meu trabalho sobre a invenção e a entrega ao Reich de Zyklon B “francês” (da fábrica de Villers-Saint-Sépulcre) pela sociedade mista Ugine-Degesch, Industriels et banquiers français sous l’Occupation: la collaboration économique avec le Reich et Vichy, Paris, Armand Colin, 1999, index.
[9] E cuja prosa aparece regularmente durante a campanha deles de 2005-2006.
[10] Entre as organizações contactadas, que não subscreveram, o PCF, a Liga dos Direitos do Homem, o MRAP, várias associações judaicas, o Comité de vigilância da utilização pública da história, a Associação dos Professores de História e Geografia (APHG), etc.
[11] Despacho 30 de Léon Noël, embaixador em Varsóvia, 15 de Janeiro 1936, SDN, vol. 2169, Pologne, dossier geral, Fevereiro-Julho 1936, MAE.
[12] Lacroix-Riz, Vatican, loc. cit., Tottle, cap. 9-10 ; Mark Aarons e John Loftus, Des nazis au Vatican, Paris, O. Orban, 1992, index Bandera; Christopher Simpson, Blowback. America’s recruitment of Nazis and its effects on the Cold War, Wedenfeld & Nicolson, 1988.

N.T.
Holodomor – termo que deriva da expressão ucraniana que tem como raiz as palavras holod (fome) e moryty (matar através da fome); nome atribuído à fome que devastou principalmente a Ucrânia durante os anos de 1932-1933.
Uniata – nome que os ortodoxos conferiram de modo pejorativo aos ortodoxos que se uniram à Sé de Roma, tornando-se católicos de rito oriental.
Snesup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
PRCF – Pólo de Renascimento Comunista em França – movimento político fundado em 2004.
Comité des Forges – organismo francês de estudo e defesa dos interesses profissionais dos grandes industriais da siderurgia, fundado em 1864 e dissolvido pelo governo de Vichy em 1940.

* Professora de história contemporânea, universidade Paris 7

Este texto foi publicado em www.historiographie.info

Tradução de Margarida Ferreira

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