Nota dos Editores

As FARC decidem cessar-fogo
O governo recusa fiscalização da ONU

Os Editores    20.Dic.14    Editores

No dia 17 de Dezembro, o Estado Maior Central das FARC, em comunicado emitido em Havana, sede dos Diálogos de Paz, decidiu «um cessar-fogo unilateral indefinido».

A medida entraria em vigor no dia 20 e o fim das hostilidades deveria ser fiscalizado pela ONU, pela UNASUL, pela CELAC, e pela Universidade Nacional da Colômbia, pela Igreja Católica e outras organizações nacionais que manifestaram imediatamente a sua disponibilidade para o cumprimento dessa tarefa.

As FARC viam no cessar-fogo unilateral o prólogo de um armistício.

Mas no dia imediato, o governo do presidente Juan Manuel Santos informou que as operações militares em curso prosseguiriam. Somente aceitaria o cessar-fogo anunciado pelas FARC se ele fosse fiscalizado pelas autoridades oficiais. Recusou liminarmente a participação da ONU e das demais organizações internacionais e nacionais.

Em Havana, um porta-voz das FARC, o comandante Lozano, lamentando a atitude do governo, esclareceu que a guerrilha comunista manterá a decisão tomada de cessar-fogo, mas esclareceu que as suas forças, se atacadas, reagirão pelas armas defensivamente.
O comunicado do governo é, como habitualmente, ambíguo. Embora considere positivo o gesto do Estado Maior Central das FARC, afirma que não suspenderá as operações militares «para garantir e proteger os direitos dos colombianos».
A má-fé de Juan Manuel Santos é transparente.

Ao desejo de paz da esmagadora maioria do povo colombiano, responde, sob pressão do Exército e de Washington, com a continuação da guerra.

OS EDITORES DE O DIÁRIO.INFO

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