Nota dos Editores

A confissão de John Kerry

Os Editores    16.Ene.17    Editores

Sabia-se, através de fontes credíveis, que o governo de Obama tinha desempenhado um importante papel na criação e financiamento do Daesh, o auto-intitulado Estado Islâmico e da sua intervenção na Síria e no Iraque. Somente após a divulgação dos monstruosos crimes cometidos pela organização terrorista os EUA simularam combatê-la.

Uma notícia publicada pelo New York Times em 30 de Setembro de 2016 revelou pela primeira vez que a Administração americana encarava o envolvimento do Daesh no conflito sírio.

Tratava-se de extratos de uma conversação mantida pelo secretário de Estado John Kerry durante a Assembleia Geral da ONU com dirigentes de um grupo da oposição síria. Do diálogo transparecia que Kerry lamentava que o Congresso impedisse o envio de tropas americanas para combater o regime do presidente Bashar Al Assad. A gravação esclarecia que o secretário de Estado sugeria aos seus interlocutores que procurassem a ajuda de uma força militar capaz de contribuir para o derrubamento do governo da Síria.

Esse texto do New York Times não foi porém divulgado pelas agências noticiosas e não foi comentado pelo governo Obama.

O caso foi praticamente esquecido. Mas em janeiro de 2017, The Last Refuge divulgou a íntegra da conversa de Kerry com os dirigentes da oposição síria que durou 36 minutos.

Ficou transparente que os extratos do New York Times, cuidadosamente selecionados, visavam proteger o governo de Washington e não comprometê-lo. O texto integral da gravação confirma que o objetivo estratégico da Administração Obama era o derrubamento de Bashar Al Assad e que para isso contava com a intervenção decisiva do Daesh que receberia armas e ajuda financeira.

O silêncio de John Kerry a respeito da conversa secreta é compreensível. As sugestões que fez aos oposicionistas sírios aconselhando-os a uma aliança com os terroristas do chamado Estado Islâmico violam frontalmente a Carta da ONU.

Conclusão: o governo de Barack Obama esconde que, pela palavra do seu secretário de Estado, encarou com simpatia a intervenção na Síria dos terroristas do Daesh, dispondo-se a apoiá-los.

Os Editores de odiario.info

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