Autor: “Correia da Fonseca”

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A voz incómoda*

Correia da Fonseca    23.Feb.17    Colaboradores

Num programa da televisão pública, a apresentadora interrompe o secretário-geral da CGTP, que denunciava com números e factos as consequências da legislação laboral imposta pelas troikas, e que o actual governo não quer rever. É assim o pluralismo do sistema: os representantes da classe dominante têm todo o tempo e todos os espaços que quiserem. Para os trabalhadores, o pouquíssimo tempo disponível ainda é reduzido. A razão é fácil de entender: o público de um grande meio e comunicação de massa é constituído maioritariamente por explorados, não por exploradores. Mas é o discurso dos exploradores o que lhe é impingido.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17    Colaboradores

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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Mário Soares, naturalmente*

Correia da Fonseca    15.Ene.17    Colaboradores

Pode-se reflectir sobre as condições e circunstâncias, nacionais e não só, dos tempos imediatamente posteriores ao derrube da ditadura fascista e sobre algumas eventualidades delas decorrentes. Mas não é possível sustentar seriamente que a acção de Mário Soares nesses tempos decisivos contribuiu para a obtenção das condições sociopolíticas de uma Liberdade que excedesse as tradicionais condições elementares.

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A resposta de Vladimir*

Correia da Fonseca    06.Ene.17    Colaboradores

Com base em acusações cujo fundamento ainda ninguém descortinou, Obama decidiu expulsar uns quantos diplomatas russos. Mas, ao contrário do que talvez esperaria, Putin não lhe respondeu na mesma moeda. O que deixou ainda mais evidente que o final de mandato de Obama associa à irresponsabilidade agressiva comportamentos que são verdadeiramente caricatos, mesmo pelos padrões dos EUA.

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Mordaças*

Correia da Fonseca    22.Oct.16    Colaboradores

Um delinquente em fuga prendeu e amordaçou duas pessoas. Prender é impedir o movimento, amordaçar é impedir de comunicar. Há outras circunstâncias, não menos delinquentes, em que a mordaça é sistematicamente utilizada: nos locais de trabalho, para calar o protesto e a luta contra a exploração. Nos grandes meios de comunicação social, para negar o direito à informação.

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Dois aniversários*

Correia da Fonseca    08.Oct.16    Colaboradores

Os democratas (mas não as televisões) recordam o 28 de Setembro de 1974, a intentona golpista de Spínola e de quem na altura o apoiava ou se servia dele para mobilizar uma “maioria silenciosa” contra o 25 de Abril. E há, por feliz coincidência, outro aniversário referido a esse preciso dia: o do nascimento de Assunção Cristas.

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A ponte e o preço

Correia da Fonseca    17.Ago.16    Colaboradores

Correia da Fonseca lembra neste artigo que a Ponte 25 de Abril, inaugurada há meio século, se chamou durante o fascismo Ponte Salazar.
É lamentável que a sua exploração tenha sido atribuída a uma empresa por um ex-ministro do PSD que é agora, pasme-se, presidente da referida empresa, a Lusoponte.

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