Autor: “Correia da Fonseca ”

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Os náufragos*

Correia da Fonseca    24.Mar.17    Colaboradores

No universo fragmentário da informação televisiva que temos, uma das realidades menos descrita diz respeito ao enorme universo dos que tinham um emprego e o perderam, dos que o procuram há muito ou pouco tempo e nunca o encontraram. E, entretanto, são muitas centenas de milhares, e a sua tragédia não é só uma soma de tragédias individuais, de fragmentos que ocultam a dimensão do conjunto.

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Sexagenária*

Correia da Fonseca    11.Mar.17    Outros autores

A RTP comemora o 60º aniversário. Fez a festa e deitou os foguetes, mas as razões para o público festejar não são muitas. Em 60 anos passou-se muita coisa mas, mesmo descontando os 17 anos em que foi ferreamente tutelada pelo regime fascista, muito poucas vezes poderá dizer-se que a RTP se colocou do lado certo. Do lado que se exigiria de um serviço público num regime verdadeiramente democrático.

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A voz incómoda*

Correia da Fonseca    23.Feb.17    Colaboradores

Num programa da televisão pública, a apresentadora interrompe o secretário-geral da CGTP, que denunciava com números e factos as consequências da legislação laboral imposta pelas troikas, e que o actual governo não quer rever. É assim o pluralismo do sistema: os representantes da classe dominante têm todo o tempo e todos os espaços que quiserem. Para os trabalhadores, o pouquíssimo tempo disponível ainda é reduzido. A razão é fácil de entender: o público de um grande meio e comunicação de massa é constituído maioritariamente por explorados, não por exploradores. Mas é o discurso dos exploradores o que lhe é impingido.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17    Colaboradores

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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Mário Soares, naturalmente*

Correia da Fonseca    15.Ene.17    Colaboradores

Pode-se reflectir sobre as condições e circunstâncias, nacionais e não só, dos tempos imediatamente posteriores ao derrube da ditadura fascista e sobre algumas eventualidades delas decorrentes. Mas não é possível sustentar seriamente que a acção de Mário Soares nesses tempos decisivos contribuiu para a obtenção das condições sociopolíticas de uma Liberdade que excedesse as tradicionais condições elementares.

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A resposta de Vladimir*

Correia da Fonseca    06.Ene.17    Colaboradores

Com base em acusações cujo fundamento ainda ninguém descortinou, Obama decidiu expulsar uns quantos diplomatas russos. Mas, ao contrário do que talvez esperaria, Putin não lhe respondeu na mesma moeda. O que deixou ainda mais evidente que o final de mandato de Obama associa à irresponsabilidade agressiva comportamentos que são verdadeiramente caricatos, mesmo pelos padrões dos EUA.

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Mordaças*

Correia da Fonseca    22.Oct.16    Colaboradores

Um delinquente em fuga prendeu e amordaçou duas pessoas. Prender é impedir o movimento, amordaçar é impedir de comunicar. Há outras circunstâncias, não menos delinquentes, em que a mordaça é sistematicamente utilizada: nos locais de trabalho, para calar o protesto e a luta contra a exploração. Nos grandes meios de comunicação social, para negar o direito à informação.

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