Autor: “Eugénio Rosa”

Odiario

Foram utilizados menos de 1/3 dos fundos comunitários disponibilizados para o período 2014-1º trimestre 2017

Eugénio Rosa    01.Jun.17    Outros autores

O balanço da adesão de Portugal à UE corresponde a um saldo profundamente negativo. E os sucessivos governos da política de direita nem os fundos comunitários disponibilizados foram capazes – ou quiseram – utilizar. O governo PSD/CDS nem 1/3 dos fundos utilizou, e em vários programas a utilização foi zero. Com o actual governo a situação melhorou ligeiramente mas está muito longe do necessário, em particular no que diz respeito ao investimento. E os media (por exemplo o “Expresso”) manipulam os dados para disfarçar o problema.

Odiario
Odiario

Será um logro o novo regime de reforma antecipada do governo PS?

Eugénio Rosa    24.May.17    Outros autores

O actual governo pretende introduzir uma nova e forte restrição no acesso à reforma antecipada. Revê para pior o regime de reformada antecipada do governo PSD/CDS. Segundo o documento apresentado por Vieira da Silva na concertação social a reforma antecipada só será possível se o trabalhador aos 60 anos tiver 40 anos de descontos; se tiver 40 anos de descontos aos 61 anos, ou 62 anos, etc., a reforma antecipada já não será possível. É um autêntico retrocesso em relação mesmo ao regime que vigora actualmente, pois restringe fortemente o acesso à reforma antecipada. Só têm acesso os trabalhadores que, como se estivessem no casino, acertarem ter aos 60 anos 40 anos de descontos!

Odiario
Odiario

A dívida que está a estrangular o país

Eugénio Rosa    18.May.17    Outros autores

Foi divulgado um relatório elaborado por economistas da área do PS e do BE sobre a “Sustentabilidade das dívidas externa e pública”. É um relatório que merece leitura atenta pois, por um lado, é o primeiro estudo desta natureza que apresenta um conjunto de propostas concretas que se diferenciam das declarações generalistas habituais e que, por outro lado, reúne um conjunto de dados importantes sobre a divida pública e externa. Mas economistas do PS e BE apresentam no seu relatório 5 medidas cujos resultados previstos não são nem seguros nem resolvem o problema da divida. Apenas garantem o prolongamento por mais tempo do estado de agonia em que o país vive.

Odiario
Odiario

O Programa de Estabilidade 2017-2021 do Governo PS: redução do défice à custa do crescimento económico e dos salários da Função Pública

Eugénio Rosa    29.Abr.17    Outros autores

O Programa de Estabilidade 2017-2021 tem como objectivo principal passar do défice orçamental de -2% do PIB em 2016, para um superavit orçamental de +1,3% do PIB em 2021. Para isso o investimento público corresponderá apenas a cerca de metade daquilo que o governo prevê despender com o pagamento de juros da divida pública; e os salários dos trabalhadores da Função Pública, congelados desde 2010, permanecerão congelados até 2021, embora o governo estime que os preços aumentem 8,9% neste período. Em percentagem do PIB, verificar-se-á uma redução de 7,5% da despesa pública total e uma diminuição de 6,3% na despesa pública com prestações sociais. O governo pretende ir ainda mais longe do que aquilo que Bruxelas impõe.

Odiario
Odiario

CGD: um banco público mas sem controlo público, e com uma gestão na linha do dos bancos privados

Eugénio Rosa    15.Abr.17    Outros autores

A nova administração da CGD acabou de divulgar o relatório e contas de 2016. Permite ficar já com uma ideia clara da forma como a CGD foi gerida nos últimos anos, e como se procura desresponsabilizar aqueles que, quer a nível da administração quer como beneficiários do crédito concedido, se aproveitaram da CGD.

Odiario
Odiario

A desigualdade na repartição da riqueza criada entre o trabalho e o capital agravou-se muito

Eugénio Rosa    03.Abr.17    Outros autores

Segundo dados da OIT Portugal é o país da União Europeia onde a diferença entre o grupo dos 10% com salários mais elevados e o grupo dos 10% com salários mais baixos é maior. Os dos 10% mais elevados são cerca de 5 vezes superiores (a média na U.E. é 3,5 vezes). Se a comparação for feita entre o grupo 1% com salários mais elevados e o grupo dos 10% com salários mais baixos a diferença aumenta já para 12 vezes. E se a comparação for feita com os administradores a diferença é abissal. É uma desigualdade que vem de trás, e que as políticas “de austeridade” agravaram brutalmente. Aliás,é essa uma das suas finalidades.

Odiario
Odiario

Leis injustas e irracionais reduzem ainda mais as pensões e agravam a pobreza em Portugal

Eugénio Rosa    12.Mar.17    Outros autores

Permanece um conjunto de leis injustas aprovadas pelo governo Sócrates e agravadas por Passos Coelho/Portas e “troika”. Causam a degradação das pensões e um ainda maior empobrecimento da grande maioria dos pensionistas, e o actual governo teima em mantê-las em vigor. É o «factor de sustentabilidade»; é o aumento todos os anos da idade de reforma e de aposentação; é a alteração do regime de reforma antecipada; é a actualização das pensões, uma lei Sócrates/Vieira da Silva que determina congelamento ou aumentos de miséria. Se Vieira da Silva permanece, como não havia de permanecer a mesma política? Só a luta dos trabalhadores acabará com ela.

Odiario