Autor: “Eugénio Rosa”

Odiario

Reforma e aposentação antecipada sem penalizações: o governo dá o dito por não dito

Eugénio Rosa    12.Ago.17    Outros autores

O governo PS fez inúmeras promessas e declarações publicas de que iria alterar o regime de reforma e aposentação antecipada por ser injusto e fortemente penalizador para os trabalhadores - duplamente penalizados pela aplicação do factor de sustentabilidade e pelo corte de 6% na pensão por cada ano que falte ao trabalhador para ter 66 anos e 3 meses. Entretanto, apesar de todas as promessas feitas, o governo “dá o dito por não dito”. Apresentou na concertação social um projecto de decreto-lei sobre a reforma e aposentação antecipada que mantém os regimes de reforma e aposentação antecipada que estão em vigor e que foram aprovados pelo governo PSD/CDS e pela “troika”.

Odiario
Odiario

A situação e o futuro da CGD e dos seus trabalhadores

Eugénio Rosa    16.Jul.17    Outros autores

Contrariamente ao que a administração da CGD e os seus mentores pretendem fazer crer, há alternativas aos enormes aumentos de cortes de custos, ao despedimento de elevado número de trabalhadores, ao fecho de inúmeros balcões, e à venda de activos importantes para a CGD. Neste estudo, mais longo do que o habitual, analisam-se com detalhe os problemas mais importantes que a CGD enfrenta e aquilo que é necessário fazer e não está ser feito.

Odiario
Odiario

A despesa de saúde das famílias aumentou, o negócio privado da saúde disparou

Eugénio Rosa    04.Jul.17    Outros autores

A despesa com saúde em Portugal diminuiu mas a despesa pública com saúde reduziu-se ainda mais, o que determinou que a despesa suportada directamente pelas famílias tenha subido. A redução da despesa total com a saúde em Portugal atingiu os 13% em termos reais, e essa redução teve custos acrescidos para os portugueses de rendimentos mais baixos. Entre 2000-2015 a despesa privada com saúde aumentou 71,2%, mas a despesa com hospitais privados subiu 213,2%. A saúde é um bem cada vez mais caro para os portugueses, e quem não tem dinheiro tem cada vez menos acesso a ele. Mas negócio privado com saúde está em alta.

Odiario
Odiario

A quebra da produtividade, a elevada distribuição de lucros e as transferências para o exterior que não pagam impostos

Eugénio Rosa    29.Jun.17    Outros autores

No 1º Trimestre de 2017 o VAB nacional a preços de base aumentou 2,1% em relação ao 1º Trimestre de 2016, mas a produtividade por empregado diminuiu neste mesmo período 1,1%. A produtividade do trabalho tem diminuído de uma forma contínua desde 2013. É um indicador de que a modernização do aparelho produtivo nacional não se está a fazer de forma rápida e sustentada, pois o aumento da produtividade do trabalho depende em boa parte das condições em que o trabalhador desenvolve a sua actividade, nomeadamente do investimento realizado pelas empresas na modernização e inovação. Muitas empresas, em lugar de investir os seus lucros, optaram por os distribuir aos seus accionistas indo depois endividar-se, como acontece com a EDP, que é um caso paradigmático. Muitos destes lucros são depois transferidos para o estrangeiro, uma parte deles para paraísos fiscais, não pagando impostos sobre dividendos em Portugal.

Odiario
Odiario

Regabofe no banco público: a administração da CGD teve aumentos superiores a 82% mas pretende congelar salários dos trabalhadores até 2020

Eugénio Rosa    18.Jun.17    Outros autores

O ganho médio da esmagadora maioria dos portugueses diminuiu no período 2010-2015, quando comparado com o ganho médio da UE28. A maior parte dessa perda ainda não foi revertida. O mesmo não aconteceu com os membros do conselho de administração e de fiscalização da CGD, que logo após a enorme recapitalização da “Caixa” com o dinheiro dos contribuintes tiveram aumentos que variaram entre 79,6% e 166,9%. E pretendem agora manter congelados as remunerações dos trabalhadores da CGD até 2020, apesar destas remunerações não terem tido qualquer aumento desde 2010.

Odiario
Odiario

É urgente corrigir a enorme carga fiscal que incide sobre as pensões e os rendimentos do trabalho

Eugénio Rosa    11.Jun.17    Outros autores

Em média, 92% dos rendimentos dos portugueses declarados para efeitos de IRS são rendimentos do trabalho e pensões. Os rendimentos de Capital e de Propriedade fogem em larga escala ao pagamento de IRS (com excepção dos juros de depósitos bancários e dos dividendos de accionistas portugueses retidos pela banca). Por isso quando em 2013 Vitor Gaspar/PSD/CDS/”troika” aprovaram um enorme aumento de impostos foram principalmente os trabalhadores e pensionistas que tiveram de suportar o aumento brutal da carga fiscal. As medidas e propostas do actual governo representam uma reversão que não chega a ¼ do que é extorquido pelo sistema actual.

Odiario
Odiario

O agravamento das desigualdades de rendimentos entre Portugal e a UE e também em Portugal

Eugénio Rosa    04.Jun.17    Outros autores

O rendimento médio em Portugal tem diminuído nos últimos anos e é apenas 52% da média da UE. Mas o rendimento mais elevado no nosso país é 155 vezes superior ao mais baixo. O rendimento médio desce, as desigualdades acentuam-se. São elementos que os dados do IRS ilustram. E recorde-se que uma parte significativa dos rendimentos de Capital e de Propriedade “fogem” ao pagamento de IRS. Se fossem incluídos, as desigualdades seriam ainda muito maiores.

Odiario