O imperialismo tem a violência (económica, social, militar, ideológica) na sua própria natureza. E a potência imperialista hegemónica - tenha Clinton, Bush ou Obama como primeira figura - não cessa de acrescentar novas agressões contra os povos àquelas que já tinha em curso. Num contexto de aguda crise do capitalismo é ainda mais necessário reforçar o alerta: até onde irá o imperialismo na sua escalada de guerra?
Autor:Procurar por “Luis Carapinha*”
“Não será difícil adivinhar quão febril deve ser neste dias a ingerência e actividade subversiva de serviços secretos e agências de diversão para limitar «estragos» e estancar a onda de revolta, tentando impedir que a luta do povo tunisino – que dá sinais de uma dinâmica crescente – possa assumir a qualidade de uma mobilização revolucionária de cariz anti-imperialista.”
«A ascensão contemporânea da China, indissociável do caminho iniciado com a revolução de 1949 e a fundação da República Popular (…) transformou-se numa fixação obsessiva para as grandes potências capitalistas e acima de tudo os EUA que a encaram como uma ameaça maior económica e, a prazo, militar.»
Neste texto, Luís Carapinha diz-nos que os EUA prosseguem o caminho iniciado de reintervenção na América Latina com o golpe de Estado nas Honduras: “Obama prossegue assim o bloqueio contra Cuba e intensifica a conspiração contra a Venezuela e os restantes países da ALBA, ao mesmo tempo que apoia a agenda da grande burguesia, como mostram os casos do Brasil e da Argentina. Reverter e derrotar as singulares experiências de transformação revolucionária e desarticular os diferentes espaços de integração latino-americana é condição essencial para a recolonização imperialista do sub-continente.”
O Manifesto Bicentenário aprovado pelos chefes de Estado ou Governo de todos os oito países que integram a ALBA, presentes na capital venezuelana, extravasa as fronteiras do Hemisfério americano. É o vigoroso clamor dos povos explorados de todo o planeta que ressoa naquelas linhas que a espessa malha da comunicação social dominante, naturalmente, decidiu quase por completo silenciar.
“Com a democracia política a transformar-se cada vez mais numa miragem, o povo ucraniano terá que mobilizar-se para enfrentar os efeitos agravados da crise e exploração capitalistas”.

É cada dia mais claro que a actual administração norte-americana não procura o reformismo que elegeu Obama presidente.
“Do outro e deste lado do Atlântico o capital porfia e tem, sobretudo, muita pressa. Enfrentando a mais grave crise económica e sistémica desde a Grande Depressão, a Administração de Obama encarnou como poucas o peso institucional do sistema de partido único bicéfalo vigente no país. Com o seu eixo a fixar-se de tal forma «à direita» que a enorme derrota eleitoral republicana ameaça, afinal, converter-se numa sinecura para os sectores mais reaccionários da política dos EUA”.



