Autor: “Manuel Gusmão ”

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Onde pára a democracia?*

Manuel Gusmão    02.Mar.13    Colaboradores

 Manuel GusmãoRealiza-se hoje, na sequência das grandes acções com que os trabalhadores e o povo vêm levantando uma combativa e prolongada acção de resistência, uma manifestação que terá certamente uma muito importante expressão de massas. O belo texto de Manuel Gusmão que publicamos é um dos muitos que convocam à participação nessa iniciativa. Quando as massas ocupam as ruas, trata-se de um facto político com importância objectiva própria. Se essas massas se mobilizam na direcção certa – a da derrota das troikas nacional e estrangeira – e se dispuserem a lutar persistente e organizadamente até à vitória, então o alcance da sua acção ganha outra dimensão: tornam-se protagonistas da história, e passam a escrevê-la.

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Marx, a Comuna de Paris e o projecto Comunista *

Manuel Gusmão**    15.May.12    Colaboradores

 Manuel GusmãoA Comuna de Paris foi a primeira revolução na qual a classe operária era claramente reconhecida como a única que ainda era capaz de iniciativa social, mesmo pela grande massa da classe média parisiense. Essa mesma parte da classe média tinha participado no esmagamento da insurreição operária em Junho de 1848; e tinha sido de imediato sacrificada aos seus credores.

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Carlos de Oliveira, Literatura e testemunho:
Refazer o mundo na oficina*

Manuel Gusmão    23.Dic.11    Outros autores

 Manuel GusmãoCarlos de Oliveira é um dos grandes escritores portugueses do séc. XX. E quando fala do lado social e do outro da sua obra, que vêm dos anos vividos na Gândara, entendemos que a sua consciência social e a sua postura ética e ideológica ficaram indelevelmente marcadas por essa pobreza dos camponeses, por essa mortalidade infantil enorme, por essa imigração espantosa e por esse mundo quase lunar de tão desolado, e se exprimiram na orientação social da sua obra, na escolha que ela faz do seu campo social e, também, da sua consciência profissional, nas características formais da sua oficina: trabalho de rigor, enxuto, labor demorado para obter a brevidade, a depuração e o despojamento.

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O anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa*

Manuel Gusmão    24.Sep.11    Colaboradores

 Manuel GusmãoSendo social e colectivamente produzida, a ideologia burguesa funciona como uma banca onde se vão buscar estruturas pré-fabricadas de sentidos que asseguram aos indivíduos uma estruturação e uma afirmação de si próprio como sujeito. Podemos dizer que o indivíduo abstracto burguês é um produto das relações de produção capitalistas e da ideologia burguesa que se apresenta como um pensamento que seria uma função de tal sujeito. Ou seja, a ideologia burguesa constitui um sujeito ilusoriamente criador de um pensamento, que é de facto fabricado algures.
O anticomunismo é uma das formações da ideologia burguesa de conteúdo mais virulento e agressivo.

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Patriótico e de Esquerda

Manuel Gusmão*    19.Ene.11    Colaboradores

Manuel Gusmão“A classe operária portuguesa, os trabalhadores, os camponeses, a pequena burguesia urbana, franjas das camadas médias defrontam um inimigo sem pátria ou realmente apátrida, mas fundido com determinados estados. Simplesmente esse inimigo tem os seus delegados, representantes ou gestores no nosso país: os grupos económicos portugueses. Por sua vez, estes grupos e a burocracia política que gere os seus negócios no marco nacional e no marco, nomeadamente, da UE, têm usado e usam cada perda de soberania como uma conquista sua e mais um passo na opressão e na sobre-exploração dos assalariados portugueses.”

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José Gomes Ferreira
Uma testemunha participante do século XX

Manuel Gusmão*    28.Jun.10    Outros autores

Manuel Gusmão“… Ao recordarmos José Gomes Ferreira, vinte e cinco anos passados sobre a sua morte, recordamo-lo como um poeta intensamente solidário, sempre que dizemos um poema seu. A sua poesia aí está à espera de ser lida ou relida. A seguir à morte, um véu espesso de descaso e esquecimento costuma, entre nós, esconder a obra de muitos poetas. Sobretudo, quando é o caso daqueles que durante a vida, escolheram estar ao lado dos trabalhadores, acontece que uma certa historiografia oficial não revela interesse por lê-los e valorizá-los.”

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