Autor: “Rui Namorado Rosa ”

Odiario

De como a Finança quer governar o planeta

Rui Namorado Rosa    28.Nov.19    Colaboradores

Um alerta indispensável perante uma insistente campanha global. Em Setembro de 2019 é declarada em Nova Iorque “emergência climática” universal. A opinião pública é intimidada com uma avalanche de ameaças – cada evento meteorológico tornou-se episódio de alteração climática e de aquecimento global – e de ideias feitas – a captação de energias eólica e solar contribui para arrefecer o planeta, os biocombustíveis e os veículos eléctricos contribuem para descarbonizar a economia, etc. O grande capital financeiro polariza ardilosamente a atenção social em torno do que possa servir de distração, numa manobra de diversão e cobertura ideológica; procurando evitar que os problemas maiores da nossa sociedade sejam rectamente formulados e questionados; querendo impor e perpetuar o poder político nas mãos do capital financeiro e das potências imperialistas.

Odiario
Odiario

A outra face da NATO

Rui Namorado Rosa    20.Sep.19    Colaboradores

Publicámos este artigo em 2011. Nos oito anos passados o seu conteúdo não só não perdeu actualidade como justifica inteiramente a republicação, porque todos os traços que identifica na NATO enquanto principal braço armado do imperialismo se acentuaram. Tal como era observado, os meios que utiliza não se resumem às agressões militares abertas. Tem um longo e criminoso currículo de organização de grupos clandestinos e acções secretas de carácter terrorista e fascista, desde a época da sua fundação. Nos dias de hoje essa componente da sua actividade criminosa é provavelmente a de maior importância.

Odiario
Odiario

O confronto petrolífero e as novas rotas mundiais

Rui Namorado Rosa    08.Jun.17    Colaboradores

A tensão e conflito que se verifica no sector petrolífero só pode estar a acontecer porque os recursos de combustíveis fósseis são finitos e progressivamente menos acessíveis dos pontos de vista técnico e económico. Veja-se o declínio de grandes reservatórios e de províncias petrolíferas inteiras, e a crescente dependência da produção de recursos não convencionais. Um confronto entre estados grandes consumidores e grandes produtores, mediado através das petrolíferas. Que desaires pode este confronto comercial desencadear? Onde, quando? A evolução dessa disputa e seus desenlaces vão redesenhando as rotas comerciais da energia no futuro.

Odiario
Odiario

Bases da NATO na Europa e a ameaça das armas nucleares

Rui Namorado Rosa    20.Jun.16    Destaques

Num fundamentado texto como é sempre uso, Rui Namorado Rosa diz no texto que hoje publicamos por que razão «a NATO é argumento e instrumento para, primeiro, duas grandes potências nucleares, e depois, uma só delas, terem efetivamente decidido sobre a defesa e a segurança no continente Europeu»; e acrescenta que não foi com a integração na NATO que Estados Europeus «adquiriram parte ativa na negociação e garantia de segurança e Paz na Europa. Antes por isso mesmo a perderam, e tornaram-se corresponsáveis pela militarização na Europa e pela escalada de conflitos dramáticos no continente e na bacia do Mediterrâneo, de que todos somos vítimas».
«Muitos países europeus foram capturados para a visão estratégica da NATO e como instrumentos de influência política e militar da NATO sobre o nosso continente e para além dele. A União Europeia tem facilitado o avanço de tal visão militarista e percurso guerreiro».

Odiario
Odiario

O bem-estar das corporações multinacionais

Rui Namorado Rosa    23.Feb.16    Destaques

Rui Namorado Rosa estuda no texto que hoje apresentamos os mecanismos do planeamento tributário das multinacionais, uma outra maneira de dizer ao normal pagamento de impostos nos diversos países:
«A multinacional elabora um planeamento financeiro do qual resulta uma complexa estrutura organizativa de fluxos materiais, imateriais e financeiros que, tirando partido das especificidades dos variados regimes fiscais, procura optimizar os benefícios agregados. Entre diferentes itens que esse planeamento abarca e sobre os quais a multinacional toma opção, no processo de construir a sua estrutura, relevam os seguintes: onde incorporar a sede social, onde incorporar as suas subsidiárias, em que condições conduzir as transacções entre empresas do grupo, onde registar as suas vendas, onde incorrer os seus custos, onde localizar os seus activos, onde empregar o seu pessoal, onde aceder ao crédito, onde registar a sua propriedade intelectual, onde extrair privilégios fiscais especiais.»

Odiario
Odiario

Volkswagen, de Bruxelas a Paris

Rui Namorado Rosa    05.Nov.15    Destaques

O escândalo que declaradamente agita o sector automóvel revela uma face familiar da aguda guerra económica em que se confrontam os vários polos do capital mundial. Ilustra também as inconsistências e disfunções das suas políticas económicas. E denuncia uma vez mais a obsessão do capitalismo pela financeirização da economia como linha de saída fugaz das sucessivas crises em que se vai atolando.

Odiario
Odiario

A invisível Armada
Comércio marítimo e crise na Grécia

Rui Namorado Rosa    14.Sep.15    Destaques

Neste importante estudo é abordado um aspecto menos discutido da situação económica da Grécia. Este país dispõe da maior frota mercante do mundo e de um dos mais significativos complexos marítimos. Mas esses activos escapam, em grande parte, ao sistema fiscal grego. A Grécia figura como placa giratória entre países produtores e consumidores, mas também de uma imensa teia mundial de negócios invisíveis, tolerados mas não contabilizados pelas instituições internacionais e grandes potências, em benefício de corporações e de bilionários sem pátria.
Agora o Eurogrupo avança com um fundo com 50 mil milhões de euros em bens públicos, que poderá ficar sob administração europeia, a ser usados para reembolsar os credores da dívida imposta à Grécia pelos programas de resgate. Armadores gregos e capitalistas de qualquer nacionalidade aguardam, resguardados no sigilo de paraísos fiscais e centros financeiros offshore, que património público seja privatizado para ser saldado apressadamente e a preço depreciado para dele se apropriar.

Odiario