Colômbia: Pela Paz com Justiça Social

Os Editores    08.Mar.08    Colaboradores

Centenas de milhar de colombianos encheram várias vezes, ao longo de 5 horas, a Praça Bolívar, no centro de Bogotá, local para onde convergiu a Marcha pela Paz na Colômbia.

Em mais de vinte cidades colombianas houve idênticas manifestações. De Caracas a Estocolmo, de Quito a Buenos Aires, de S. Paulo a Genebra, um pouco por todo o mundo, em cerca de uma centena de cidades, mulheres e homens de todos os continentes solidarizaram-se com a luta do povo colombiano.

Convocada pelo «Movimento Nacional das Vítimas dos Crimes do Estado», esta poderosa manifestação de massas foi «qualificada por altos funcionários governamentais como “apoio à guerrilha”. Foi uma verdadeira “avalanche humana” contra Uribe», contra o paramilitarismo por ele criado, e contra o terrorismo apoiado pelo Estado colombiano, constituindo, na opinião de jornais como El Tiempo, jornal de referência da oligarquia colombiana, e El País de Madrid, «a mais significativa condenação pública de uns grupos que tiveram o apoio das altas instâncias e que cometeram crimes atrozes, para os quais usaram todo o tipo de ferramentas, como moto-serras de corrente, como os seus próprios membros confessaram…»

O assassínio de Raul Reyes, membro do Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP, perpetrado no passado dia 1 de Março em território equatoriano, onde estava acordada uma reunião com representantes do presidente Sarkozy para tratar da libertação de 12 prisioneiros, entre os quais Ingrid Betancourt, foi repudiado pelos participantes, ao integrarem esse repúdio entre as palavras de ordem da manifestação.

As FARC-EP apelaram à participação na manifestação.

Os relatos da imprensa internacional que deslocou para Bogotá enviados especiais, destacaram a enorme participação de mulheres nesse protesto pacífico contra o deslocamento forçado de mais de quatro milhões de pessoas, milhares de desaparecidos e milhares de assassinados, incluindo centenas de sindicalistas e dirigentes sindicais.

Estas grandiosas manifestações constituem uma enorme condenação do fascismo uribista.

Os Editores

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