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As ligações de Trump com o passado e a ressurreição da esquerda

James Petras    24.Feb.17

Um dos aspectos mais significativos do momento actual é a evidência da agudização de fracturas internas nas principais potências imperialistas, nomeadamente nos EUA e na UE. Num quadro em que emergem novos perigos, emergem e tomam a iniciativa também forças sãs, populares e democráticas. A classe dominante gerou um mundo desumano e insuportável, cujos principais dirigentes são figuras repelentes. A luta de classes intensifica-se.

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A voz incómoda*

Correia da Fonseca    23.Feb.17

Num programa da televisão pública, a apresentadora interrompe o secretário-geral da CGTP, que denunciava com números e factos as consequências da legislação laboral imposta pelas troikas, e que o actual governo não quer rever. É assim o pluralismo do sistema: os representantes da classe dominante têm todo o tempo e todos os espaços que quiserem. Para os trabalhadores, o pouquíssimo tempo disponível ainda é reduzido. A razão é fácil de entender: o público de um grande meio e comunicação de massa é constituído maioritariamente por explorados, não por exploradores. Mas é o discurso dos exploradores o que lhe é impingido.

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Le Fil Rouge - Uma saga revolucionária

Miguel Urbano Rodrigues    20.Feb.17

Num panorama editorial, nacional e internacional, onde predominam esmagadoramente obras cujos personagens não têm aparentemente compromisso de classe, este livro publicado em 2016 é singular. Os personagens são comunistas, e a sua acção insere-se em alguns dos mais duros combates de classe da primeira metade do século XX.

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Diálogo para a paz entre moçambicanos*

Carlos Lopes Pereira    17.Feb.17

Uma trégua abriu caminho para negociações de paz em Moçambique. Boa notícia, com todas as reservas que o facto de um dos interlocutores ser a Renamo justificam. Responsável pela guerra civil em Moçambique entre 1976 e 1992, a Renamo contesta os resultados das eleições gerais de 2014, ganhas pela Frelimo. Fez exigências que representariam uma violação da lei e uma fractura territorial, e desencadeou acções armadas no centro do país ao mesmo tempo que mantém representantes no parlamento, nos governos provinciais e em outras instituições estatais.

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Revolução*

Filipe Diniz    15.Feb.17

A URSS já não existe. Mas esse facto não impede que o centenário da Revolução de Outubro cause um profundo mal-estar aos reaccionários de todos os matizes. Têm razão. Se a Comuna de Paris foi o primeiro «assalto aos céus», a Revolução de Outubro foi o segundo, e outros se lhe seguiram e seguirão. Tardará ainda, mas há-de chegar o dia em os céus sejam definitivamente conquistados.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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Criticar Trump sem deixar de criticar Obama

«Devemos criticar, atacar fortemente, sem excluir o legado de Obama, para evitar que as críticas a Trump sejam oportunistas por parte dos democratas, esquecendo o horrível registo que deixaram, antes de Trump chegar à presidência.
Uma vez que Obama saiu com a retórica demagógica de pseudo progressista, é positivo que agora haja mais protestos, mais mobilização, mais radicalização. O ter provocado um processo de mobilizações populares é um resultado positivo da eleição de Trump.»

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