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A maré crescente do militarismo no século XXI – de Clinton a Bush, Obama e Trump

James Petras    25.Mar.17

Os grandes media internacionais destacam o aumento de gastos militares defendido por Trump. A verdade é que esse aumento tem sido constante. Dos US$302 mil milhões de Clinton em 2000 aos US$621 mil milhões de George W. Bush em 2008, até aos US$623 mil milhões de Obama em 2017. O recém-empossado presidente Trump está a pedir que aumente para US$650 mil milhões em 2018. A questão é que o imperialismo estado-unidense assenta o seu projecto de dominação num gigantesco poderio militar, e duas facções internas degladiam-se sobre a questão táctica do uso desse poder.

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Os náufragos*

Correia da Fonseca    24.Mar.17

No universo fragmentário da informação televisiva que temos, uma das realidades menos descrita diz respeito ao enorme universo dos que tinham um emprego e o perderam, dos que o procuram há muito ou pouco tempo e nunca o encontraram. E, entretanto, são muitas centenas de milhares, e a sua tragédia não é só uma soma de tragédias individuais, de fragmentos que ocultam a dimensão do conjunto.

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Meio século depois - O Livro, Alexei Tolstoi e a Revolução

Miguel Urbano Rodrigues    14.Mar.17

Pode suceder que a leitura de um livro desencadeie uma opção que marcará todo o resto da vida. E pode suceder que a releitura desse mesmo livro, muitos anos passados, surja como decepcionante. O livro é o mesmo. Mas o trajecto histórico percorrido modificou profundamente o leitor.

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Teixeira Gomes e o envelhecimento

Miguel Urbano Rodrigues    02.Mar.17

Meditando nas palavras de Teixeira Gomes sobre o seu próprio envelhecimento ao ler a Biografia do escritor e do homem, de José Alberto Quaresma, «sinto – me um privilegiado porque caminho para os 92 anos e fui muito menos golpeado no processo de envelhecimento do que Teixeira Gomes.»

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A voz incómoda*

Correia da Fonseca    23.Feb.17

Num programa da televisão pública, a apresentadora interrompe o secretário-geral da CGTP, que denunciava com números e factos as consequências da legislação laboral imposta pelas troikas, e que o actual governo não quer rever. É assim o pluralismo do sistema: os representantes da classe dominante têm todo o tempo e todos os espaços que quiserem. Para os trabalhadores, o pouquíssimo tempo disponível ainda é reduzido. A razão é fácil de entender: o público de um grande meio e comunicação de massa é constituído maioritariamente por explorados, não por exploradores. Mas é o discurso dos exploradores o que lhe é impingido.

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Le Fil Rouge - Uma saga revolucionária

Miguel Urbano Rodrigues    20.Feb.17

Num panorama editorial, nacional e internacional, onde predominam esmagadoramente obras cujos personagens não têm aparentemente compromisso de classe, este livro publicado em 2016 é singular. Os personagens são comunistas, e a sua acção insere-se em alguns dos mais duros combates de classe da primeira metade do século XX.

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Diálogo para a paz entre moçambicanos*

Carlos Lopes Pereira    17.Feb.17

Uma trégua abriu caminho para negociações de paz em Moçambique. Boa notícia, com todas as reservas que o facto de um dos interlocutores ser a Renamo justificam. Responsável pela guerra civil em Moçambique entre 1976 e 1992, a Renamo contesta os resultados das eleições gerais de 2014, ganhas pela Frelimo. Fez exigências que representariam uma violação da lei e uma fractura territorial, e desencadeou acções armadas no centro do país ao mesmo tempo que mantém representantes no parlamento, nos governos provinciais e em outras instituições estatais.

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