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Diálogo para a paz entre moçambicanos*

Carlos Lopes Pereira    17.Feb.17

Uma trégua abriu caminho para negociações de paz em Moçambique. Boa notícia, com todas as reservas que o facto de um dos interlocutores ser a Renamo justificam. Responsável pela guerra civil em Moçambique entre 1976 e 1992, a Renamo contesta os resultados das eleições gerais de 2014, ganhas pela Frelimo. Fez exigências que representariam uma violação da lei e uma fractura territorial, e desencadeou acções armadas no centro do país ao mesmo tempo que mantém representantes no parlamento, nos governos provinciais e em outras instituições estatais.

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Revolução*

Filipe Diniz    15.Feb.17

A URSS já não existe. Mas esse facto não impede que o centenário da Revolução de Outubro cause um profundo mal-estar aos reaccionários de todos os matizes. Têm razão. Se a Comuna de Paris foi o primeiro «assalto aos céus», a Revolução de Outubro foi o segundo, e outros se lhe seguiram e seguirão. Tardará ainda, mas há-de chegar o dia em os céus sejam definitivamente conquistados.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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Criticar Trump sem deixar de criticar Obama

«Devemos criticar, atacar fortemente, sem excluir o legado de Obama, para evitar que as críticas a Trump sejam oportunistas por parte dos democratas, esquecendo o horrível registo que deixaram, antes de Trump chegar à presidência.
Uma vez que Obama saiu com a retórica demagógica de pseudo progressista, é positivo que agora haja mais protestos, mais mobilização, mais radicalização. O ter provocado um processo de mobilizações populares é um resultado positivo da eleição de Trump.»

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Istambul, cidade mágica

Miguel Urbano Rodrigues    10.Feb.17

Feixe de contradições, a Turquia contemporânea é simultaneamente um pais moderno e uma sociedade marcada por arcaísmos chocantes. Orhan Pamuk, distinguido com o Nobel de Literatura, confia no futuro da sua gente. Tem motivos para isso.

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A “concertação social”*

Filipe Diniz    05.Feb.17

O chumbo na Assembleia da República da redução da TSU – um brinde do governo ao patronato - foi uma grande notícia para os trabalhadores. E quem barafustou mais alto contra esse chumbo foi a UGT. Não é de admirar: onde a central amarela se sente à vontade é a entender-se com governos e patrões na “concertação social”.

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Janeiro de 1937*

Filipe Diniz    29.Ene.17

No mês de Janeiro de 1937 concentraram-se decisões de vários países europeus e dos EUA que isolaram a Espanha republicana. Apenas lhe restou a longínqua URSS e a solidariedade internacionalista dos povos. A burguesia “democrática” traiu um povo em armas, cedeu perante a ameaça nazi-fascista, e capitularia pouco depois em Munique.

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