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“Quando os crimes se acumulam, tornam-se invisíveis”: a cumplicidade ocidental com a guerra suja da Arábia Saudita no Iémen

John Wight *    22.Jun.18

É obrigatório ter a gravíssima situação no Iémen frequentemente aqui presente. Os crimes cometidos pela coligação agressora liderada pelos sauditas não cessam de se ampliar. Com a cumplicidade e o apoio directo dos EUA e da Grã-Bretanha, e o vergonhoso silenciamento por parte dos grandes media.

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Em Portugal a sobreexploração dos trabalhadores aumentou em 2018

Eugénio Rosa    21.Jun.18

Enquanto a UGT, patrões e governo se uniram na concertação social para impedir qualquer alteração importante do Código de Trabalho que defendesse os trabalhadores, a evolução do custo hora da mão-de-obra nos países da União Europeia entre 2017 e 2018, divulgado pelo Eurostat, chama a atenção para uma realidade grave que é sistematicamente omitida pelo governo e pelas associações patronais. Portugal foi o único país da União Europeia onde o custo hora da mão obra diminuiu no 1º Trimestre de 2018 (-1,5%) quando comparado com o custo hora do 1º Trimestre de 2017. Esta redução do custo trabalho/hora foi conseguida à custa do aumento da exploração dos trabalhadores, pagando salários de miséria. Apesar disso, os patrões, a UGT e o governo, assinaram na concertação social um acordo que visa aumentar a exploração e a precariedade.

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Itália: e agora?

Pierre Levy    20.Jun.18

O que o novo governo italiano irá fazer permanece em muitos aspectos uma incógnita. Saiu de uma votação “anti-austeritária” e “anti-sistema”, mas nada garante que corresponda a esse sentido do voto. A burocracia europeia multiplica pressões - o que é normal nesta UE - e insultos - o que pode dar mau resultado. Uma coisa é clara: o progressivo afastamento e descrédito da UE perante os povos. Outra está para se saber: como reagirá a maioria do povo italiano se vir traído o sentido do seu voto.

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Prognóstico*

Anabela Fino    19.Jun.18

Anabela Fino«Da pena de morte às intervenções armadas unilaterais em todo o mundo, das políticas anti-sociais à corrida ao armamento, do desrespeito das decisões da ONU (como no caso do apoio incondicional a Israel na sua tentativa de inviabilizar um Estado da Palestina ou do embargo a Cuba) à admissão de recurso a armas nucleares, os EUA podem fazer tudo que a sua condição de «democracia» nunca é beliscada nem os seus presidentes acusados de ditadores.»

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UPS a um passo da greve*

António Santos    17.Jun.18

A Union Parcel Service (UPS) é a maior empresa de entrega de encomendas dos EUA. Tem lucros fabulosos, que os patrões querem ainda acrescentar obrigando quase 400 mil trabalhadores a trabalhar a tempo inteiro por metade do salário. Está à vista uma greve. Se se verificar, terá dimensões históricas e afectará toda a economia dos EUA.

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Patronato, governo e UGT aprovam um acordo para “reduzir a precariedade”. Mas o acordo não irá reduzi-la, e provavelmente vai aumentá-la.

Eugénio Rosa    16.Jun.18

A UGT, as confederações patronais e o governo assinaram na concertação social um acordo que, entre vários objectivos, inclui o de “combater a precariedade laboral”, a que pomposamente chamaram “Combater a precariedade e reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. O PSD e o CDS manifestaram logo a sua disponibilidade para aprovar na Assembleia da Republica esse acordo, ao qual a CGTP se opôs. A precariedade em Portugal é muito superior à média europeia. E o que este acordo vai fazer é mantê-la ou aumentá-la.

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