Forte investimento da Rússia em África*

Carlos Lopes Pereira    26.May.18

Os governos russo e egípcio acordaram a criação de uma zona industrial russa em Port Said. Será a primeira zona industrial russa no estrangeiro. Espera-se que, em menos de uma década, a produção das unidades industriais ali criadas atinja três mil e 600 milhões de dólares. E a intensificação do investimento e da cooperação económica russa abrange vários outros países africanos.

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Israel, um Estado réprobo

Manuel Augusto Araújo    25.May.18

Israel impôs-se como o braço armado do imperialismo no Médio-Oriente, aliando-se aos estados árabes mais ditatoriais e reaccionários. É o instrumento através do qual qualquer hipótese de revolução árabe progressista é esmagada e com o qual se controla qualquer país do Médio-Oriente, seja qual for o seu regime, que tentar escapar à órbita do imperialismo norte-americano, como é bem verificável nos sucessos dos últimos anos.

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Pancada e jogos de futebol

Miguel Szymanski    24.May.18

“Num dia em que morreram mais de meia centena de civis na Faixa de Gaza, Israel celebrava os seus 70 anos de existência, os EUA incendiavam o Médio Oriente com a inauguração da sua embaixada em Jerusalém, o Irão estabelecia um prazo de 60 dias para preservar o acordo nuclear, a Catalunha (com metade dos dirigentes independentistas na prisão) elegia finalmente um novo presidente, as notícias em Portugal abriam com a notícia de um presidente de clube de futebol aborrecido com a vida”. Não é certamente por acaso que tal sucede.

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África num espelho chinês

Higinio Polo*    23.May.18

destaque:
Uma ampla panorâmica da situação africana e do difícil processo de, no conjunto dos seus países, alcançar a paz, o desenvolvimento em todas as suas vertentes, a libertação do imperialismo e do neocolonialismo. As velhas potências coloniais e os EUA mantêm e aumentam a presença militar - braço armado das grandes multinacionais –, destroem Estados fomentam a divisão, as guerras civis, o terrorismo fundamentalista, as ditaduras dos seus homens de mão. Mas há outras forças em presença: antes de mais, persiste a vontade africana de emancipação e desenvolvimento independente. E a presença de potências económicas como a China, cuja influência cresce graça a uma construtiva e pacífica política de cooperação assente no interesse mútuo.

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Um balanço político da secretaria-geral de Berlinguer

Alessandro Pascale*    22.May.18

O PCI chegou a ser o maior partido comunista europeu num país capitalista. A análise da trajectória que o levou dessa situação ao completo desaparecimento é indispensável. Não apenas para os comunistas e os trabalhadores italianos, mas para todos os que procuram, nas dificílimas condições históricas actuais, a defesa dos partidos comunistas onde ainda existem, e o seu ressurgimento como forças de vanguarda na luta revolucionária pela emancipação humana.

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Repor a objectividade em relação ao propalado “aumento de impostos”. Mas não ocultar que a injustiça fiscal se agravou.

Os Editores    20.May.18

O INE publicou dados sobre a evolução da “carga fiscal” em Portugal no período 2011/2017. Alguns órgãos de comunicação social divulgaram em grande “caixa” que “Carga fiscal cresce para 34,7% em 2017 e atinge recorde.” Trata-se de uma manipulação grosseira: enquanto o governo PSD/CDS aumentou brutalmente os impostos enquanto o PIB estagnava, a situação actual é de um aumento da riqueza criada. O que não quer dizer que esteja tudo bem: há um efectivo aumento dos impostos indirectos, os mais injustos socialmente. Agravou-se a injustiça fiscal.

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Vassalos*

Jorge Cadima    18.May.18

A violação das resoluções da ONU sobre Jerusalém pelos EUA/Trump deu luz verde ao bárbaro massacre israelita de muitas dezenas de manifestantes palestinianos. Tornou claro, juntamente com o rasgar do acordo nuclear sobre o Irão, que a classe dirigente dos EUA não tem palavra.

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Eles ou nós

Claudio Katz*    17.May.18

Era previsível que o modelo económico de Macri afundasse a Argentina numa grave crise. Os recentes acontecimentos, entretanto, mostram que essa crise está a chegar mais cedo do que o previsto. O governo Macri pretende regressar ao FMI, ou seja, pretende radicalizar brutalmente a destruição das conquistas populares dos últimos anos, privilegiar ainda mais o grande capital e os terratentes, submeter o povo à pobreza e o país à dependência e ao endividamento externo. Só uma grande mobilização popular o poderá deter. “Ou eles, ou nós.”

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Aprender com a China?

João Rodrigues    16.May.18

O controlo de sectores estratégicos nacionais pelo capital estrangeiro é um problema de fundo. A circunstância de algum desse capital ser oriundo da República Popular da China não altera aspectos essenciais, como é o caso das «rendas excessivas» da EDP e da factura que os portugueses pagam pela energia eléctrica: em 2015 o preço da electricidade em Portugal era o 6º mais elevado da UE. Entre 2004 e 2016 foi sempre superior ao da média UE27. O preço médio da energia eléctrica subiu 54% entre 2004 e 2016 na UE27 e, no mesmo período, subiu 70,1% em Portugal. As multinacionais que controlam o sector concertam a alta dos preços. Facto que não é alterado por a Three Gorges ser chinesa.

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Maio 68, a não-revolução

Manuel Augusto Araújo    15.May.18

Um interessante contributo para o entendimento da natureza e do impacto posterior dos acontecimentos de Maio de 1968 em França. Aqui sobretudo reflectindo sobre o universo cultural, filosófico e ideológico de muitas das suas figuras centrais, tão “radical” como facilmente recuperado pela sociedade que diziam pretender transformar.

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Sete coincidências nos protestos violentos em Nicarágua e Venezuela

Misión Verdad    14.May.18

Um dos aspectos que merece análise e estudo na actuação do imperialismo é a capacidade de montar acções violentas de rua em países que escapam ao seu controlo. Os métodos são repetitivos e denunciam quem recruta, orienta, promove, apoia e financia o processo. Mas a sua própria repetição exige uma ainda mais alargada e veemente denúncia.

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Pacote de bombas nucleares dos EUA

Manlio Dinucci    13.May.18

A Itália pode passar meses sem governo. Mas a inserção do país na máquina militar dos EUA/NATO não cessa de avançar. O aumento de armamento nuclear em território italiano não constitui apenas mais um perigoso elemento na agressiva escalada do imperialismo em direcção a oriente. Coloca a Itália – tal como os outros países europeus – na primeira linha dos riscos que essa escalada envolve, e das consequências devastadoras que a retaliação a uma agressão EUA/NATO inevitavelmente provocará.

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