Artículos de: 2019

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O Partido Comunista e “O Acordo”

Daniel Jadue    21.Nov.19    Outros autores

As grandes mobilizações populares no Chile alcançaram já uma muito importante vitória política, no sentido da abertura de um processo constituinte que arrume de vez a Constituição de Pinochet. O processo, todavia, foi cozinhado no Congresso Nacional, e o Acordo formulado suscita justificadas reservas. O Partido Comunista chileno não o subscreve, o que suscita forte irritação entre os subscritores. Preocupante seria se fosse o povo a ficar incomodado com essa posição, mas ao que parece não é o caso.

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Golpe escondido com tudo de fora

José Goulão    20.Nov.19    Outros autores

Na Bolívia, houve um golpe de Estado; uma mudança de regime inspirada na velha tradição, com terrorismo nas ruas, uma venenosa campanha de mentiras e os clássicos pronunciamentos policiais e militares impedindo o funcionamento das instituições eleitas com toda a legitimidade. E, como sempre, com os EUA a encabeçar e os seus lacaios regionais a assessorar.

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A repartição em Portugal da riqueza criada (PIB) entre o “Trabalho” e o “Capital”, a evolução dos salários e o agravamento das desigualdades

Eugénio Rosa    18.Nov.19    Outros autores

O documento que publicamos é constituído por 23 “slides” utilizados num debate recente. Contêm dados actualizados sobre a evolução dos salários e dos custos da mão de obra em Portugal e na União Europeia e também sobre a repartição da riqueza criada no nosso país entre o “Trabalho” e o “Capital”. Dados do Eurostat, INE e Ministério do Trabalho. Serão úteis a todos aqueles que estão interessados em conhecer a situação real do nosso país nesta área fundamental para as condições de vida dos portugueses e também para quem esteja empenhado em defender os interesses e os direitos dos trabalhadores. Existe muita manipulação de dados neste campo, nomeadamente a nível da comunicação social, e é importante repor a verdade.

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América Latina: a lição da resistência

Manuel Loff    16.Nov.19    Outros autores

Como acaba de se demonstrar na Bolívia (e em 2002 contra Chávez), a direita sul-americana nunca perdeu o velho tique do golpe militar. Mas talvez se engane quem julgou que, com Trump e Bolsonaro, a vitória das direitas americanas era irreversível. O regresso em força dos movimentos sociais, persistentes e corajosos como em poucos lugares do mundo, no Equador e no Chile, o esvaziamento de Guaidó na Venezuela e o regresso do kirchnerismo dão razão a Álvaro García Linera, o vice-presidente boliviano que agora se exilou no México: “Lutar, vencer, cair. Levantarmo-nos, lutar, vencer, cair, levantarmo-nos. Até que se nos acabe a vida.”

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Política identitária é política de direita

António Santos    15.Nov.19    Outros autores

Os partidos recém entrados na AR são em regra unipessoais. No caso do Livre, o discurso político centra-se na identidade da sua deputada. A teoria da política identitária que o Livre subscreve fecha cada opressão numa cofragem identitária e portanto abstracta, sem vasos comunicantes, representações por procuração ou solidariedades. Será por isso que, ao mesmo tempo que Joacine é alvo de ódio racista por parte de alguns, o Livre é visto com simpatia pela parte mais esclarecida da classe dominante.

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Guerra de classe: a “esquerda” entra no jogo a perder! Porquê?

Luniterre    14.Nov.19    Outros autores

O que se passou recentemente com a iníqua resolução anticomunista no Parlamento europeu deixou de novo em evidência que não pode existir anti-comunismo ou anti-sovietismo «de esquerda». Que se trata de opções ideológicas inculcadas pela classe dominante. E que transigir com elas é, desde logo, aceitar a derrota.

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Golpe de Estado na Bolívia para aprofundar a pilhagem capitalista

Cecilia Zamudio    13.Nov.19    Outros autores

Prossegue o Golpe de Estado fascista na Bolívia. A tomada do poder pelos golpistas não é, todavia, questão completamente arrumada, uma vez que não o podem fazer sem rasgar por completo a mais remota aparência de respeito pelas instituições, e continua a verificar-se uma significativa resistência popular. Sugerimos o acompanhamento da situação, nomeadamente através dos sites http://www.resumenlatinoamericano.org/ e https://www.lahaine.org/. De registar também o inqualificável comportamento do governo português, tão célere a pronunciar-se sobre a Venezuela, tão silencioso sobre esta nova e brutal violação dos direitos e da soberania de um povo.

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