Artículos de: Junio, 2012

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Que fazer perante um sistema que agoniza?


É mais que provável que já tenha sido decidido deixar o Estado espanhol em queda livre. Isso suporá uma intervenção que obrigará a um empréstimo multimilionário do FMI e do BCE, a troco de uma nova e brutal redução da despesa pública, tal como aconteceu na Grécia, com as centenas de milhares de despedimentos de empregados públicos, o corte nas pensões, dos subsídios de desemprego e a venta massiva de recursos públicos. Nas grandes crises quem manda são os credores.

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O almoço

Correia da Fonseca    21.Jun.12    Colaboradores

Numa daquelas iniciativas que realiza sem se saber muito bem com que fim, Cavaco Silva almoçou com “portugueses de sucesso”. Quisera o senhor Presidente conferir um cunho mais representativo à sua refeição, teria ido almoçar com um grupo de portugueses sem sucesso, sendo mais que certo que a dificuldade residiria então na escolha pois, fora de qualquer dúvida, portugueses sem sucesso são tantos que deles bem se pode dizer, utilizando uma expressão popular, que andam por aí aos pontapés. E uma das razões do insucesso de tantos portugueses é capaz de estar no “sucesso” de vários dos presentes no almoço de Cavaco.

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Nunca se esqueçam: a questão não é o casamento homossexual, mas Bradley Manning

John Pilger    20.Jun.12    Outros autores

A súbita “conversão” de Barack Obama à causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo casamento disfarça mal os motivos fundamentais de um presidente tão reaccionário e violento quanto George W. Bush.

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Nota dos Editores

Em França pouco vai mudar

Os Editores    18.Jun.12    Editores
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As Representações da Ditadura em Memórias Autobiográficas Publicadas*

Cristina Nogueira    18.Jun.12    Outros autores

Hoje, a memória da ditadura fascista aparece cada vez mais pintada com tons idílicos e as recordações da pobreza, da fome, da censura, do analfabetismo, das prisões e da tortura aparecem de uma forma cada vez mais frágil. Salazar surge aqui e ali como um ditador paternal e até bondoso que soube “endireitar” o país e recuperar o caos das finanças públicas. Os discursos que hoje ouvimos, emanados do poder, apelando à contenção, à austeridade, aos sacrifícios, louvando a docilidade e aparente resignação dos portugueses soam por vezes aos timbres bafientos da ditadura.

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Impulsos*

Anabela Fino    17.Jun.12    Outros autores

Anabela FinoBasicamente o que o Governo se propõe fazer com o ‘Estímulo 21′ é injectar capitais nas empresas de forma a que seja o erário público a pagar os salários dos trabalhadores, ao mesmo tempo que oferece de bandeja às empresas mão-de-obra altamente qualificada a baixo preço – com vínculos precários ou em regime de estágio –, o que terá inevitavelmente como consequência mais despedimentos – dos trabalhadores mais velhos – e mais precariedade e salários de miséria dos mais jovens.

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