Artículos de: Junio, 2018

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UPS a um passo da greve*

António Santos    17.Jun.18    Outros autores

A Union Parcel Service (UPS) é a maior empresa de entrega de encomendas dos EUA. Tem lucros fabulosos, que os patrões querem ainda acrescentar obrigando quase 400 mil trabalhadores a trabalhar a tempo inteiro por metade do salário. Está à vista uma greve. Se se verificar, terá dimensões históricas e afectará toda a economia dos EUA.

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Patronato, governo e UGT aprovam um acordo para “reduzir a precariedade”. Mas o acordo não irá reduzi-la, e provavelmente vai aumentá-la.

Eugénio Rosa    16.Jun.18    Outros autores

A UGT, as confederações patronais e o governo assinaram na concertação social um acordo que, entre vários objectivos, inclui o de “combater a precariedade laboral”, a que pomposamente chamaram “Combater a precariedade e reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. O PSD e o CDS manifestaram logo a sua disponibilidade para aprovar na Assembleia da Republica esse acordo, ao qual a CGTP se opôs. A precariedade em Portugal é muito superior à média europeia. E o que este acordo vai fazer é mantê-la ou aumentá-la.

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Greves em todas as frentes

Rémy Herrera    15.Jun.18    Outros autores

Mobilizam-se em França sectores acerca dos quais não há memória de realizarem uma luta colectiva. O fenómeno tem duas explicações aparentes: por um lado, o ânimo que suscita a combatividade de sectores (ferroviários, função pública) que, apesar de pressões de toda a ordem, persistem na defesa das suas reivindicações; por outro, o facto da ofensiva do governo Macron avançar em todas as direcções e provocar um mal-estar social cada vez mais alargado.

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Iémen – o ataque contra Hodeidah é o prelúdio de um genocídio

Moon of Alabama    14.Jun.18    Outros autores

Após três anos de agressão Saudita e dos Emiratos árabes unidos, com o patrocínio e apoio dos EUA, o povo do Iémen vive a pior crise humanitária do mundo actual. Milhões de iemenitas, provavelmente dois terços da sua população, poderão morrer à fome. Mas esta tragédia não é primeira página nos media, que preferem continuar a lançar ameaças e mentiras sobre o Irão. Não há canto do mundo em que o imperialismo não cometa ou não seja cúmplice de um crime contra a humanidade.

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As contas da CGD mostram uma recuperação reduzida e mais aparente do que real

Eugénio Rosa    13.Jun.18    Outros autores

A CGD é ainda a maior instituição financeira a operar em Portugal, essencial para o desenvolvimento do país, é a única que ainda é pública, em que o único accionista é o Estado, e cujas sucessivas recapitalizações, muitas delas para cobrir enormes prejuízos resultantes de actos de má gestão têm sido feitas com receitas de impostos pagos por todos os portugueses. É portanto de toda a justiça e necessário que a CGD preste contas não só ao accionista Estado, mas também aos portugueses, porque são estes que pagam os actos de má gestão. A actual gestão, desde o despedimento de trabalhadores ao encerramento de agências, da cedência a exigências da UE à redução efectiva do negócio bancário, mantém a CGD numa via que prejudica as suas responsabilidades de banco público.

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Temos o novo governo! Do Prof. Savona à ministra Trenta, dos “imigrantes” aos ataques de Oettinger, Juncker e Soros

Vincenzo Brandi    12.Jun.18    Outros autores

A realidade italiana – como a qualquer outro país - nem pode ser reduzida a estereótipos nem a análises esquemáticas. Tão significativo como o conhecimento das forças políticas que o constituem (e das razões do seu sucesso eleitoral) é identificar as vozes que se levantam contra ele, da burocracia da UE a George Soros. Maior do que o risco de um poder autoritário, racista e fascista, é o risco de seguir o caminho dos governos anteriores, de submissão ao euro, aos EUA e à NATO.

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Zimbabué prepara eleições em Julho*

Carlos Lopes Pereira    11.Jun.18    Colaboradores

Pouco mais de meio ano após os militares terem afastado Robert Mugabe, haverá eleições gerais no Zimbabué: presidência da República, deputados ao parlamento e conselheiros municipais. A “comunidade internacional” e a antiga potência colonial – a Grã-Bretanha – hostilizaram durante anos o regime, promoveram “sanções”, intervieram no país através do BM e do FMI, com a receita que é conhecida. É previsível que o novo poder obtenha claro apoio eleitoral. Ver-se-á que políticas seguirá, e em que ambiente social as porá em prática.

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