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O modelo de “desenvolvimento” de Portugal continua a basear-se em baixos salários e em produtos de média-baixa e baixa tecnologia

Eugénio Rosa :: 16.04.21

Um dos aspectos que a grave crise de saúde pública, social e económica que o país enfrenta tornou visível foi a extrema fragilidade, dependência e vulnerabilidade da economia portuguesa. Os efeitos da crise são devastadores, o que torna a recuperação muito mais difícil e demorada. E isto porque o modelo de “desenvolvimento” que continua a imperar em Portugal assenta fundamentalmente em baixos salários e na sobre-exploração dos trabalhadores, e em produtos de média-baixa e baixa intensidade tecnológica e de conhecimento.

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