Comércio e tensões entre os EUA e a China

Vijay Prashad    05.Ene.21    Outros autores

O conflituoso final (interna e externamente) da presidência de Trump poderá deixar a alguns a interrogação sobre o que irá fazer o seu sucessor. Mas a questão dificilmente se coloca: as políticas de Trump em relação à China, por exemplo, prosseguem muito daquilo que Obama já fizera. A diferença residirá na consistente alteração da correlação de forças entre os dois países, no plano económico e no plano do desenvolvimento tecnológico. É essa a razão porque a gritaria belicista dos EUA atinge contornos demenciais. A superioridade que lhe resta é a militar.

Não passa um dia sem uma declaração forte contra a China por parte do governo de Donald Trump. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, tem sido particularmente tempestuoso. Em 19 de Junho, discursou na Cimeira da Democracia de Copenhague, uma plataforma criada pela Aliança das Democracias (criada em 2017 por Ander Fogh Rasmussen, ex-chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte, ou NATO). A China, disse Pompeo, tornou-se um “actor desonesto” e os europeus devem juntar-se aos Estados Unidos numa grande aliança contra ela. “Eu vi a tirania em primeira mão”, disse Pompeo. “E já lidei com todos os tipos de regimes não-livres no meu anterior papel como Director da CIA [Agência Central de Inteligência] e agora no meu papel actual como Secretário de Estado dos Estados Unidos da América. A escolha não é entre os Estados Unidos e a China, mas entre a liberdade e a tirania. ”

Esta é a velha linguagem da Guerra Fria, os clichês de liberdade e autoritarismo, que o Departamento de Estado havia implantado contra a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Por detrás do uso da palavra “liberdade” estão factos desconfortáveis, como que os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo e que foram o principal instigador de guerras sangrentas em todo o planeta. Esses factos são deixados de lado. Pompeo pode até chamar a CIA para estabelecer a “liberdade” essencial do Ocidente contra a China. Nenhuma sobrancelha se levantou na cimeira de Copenhague.

Em momento anterior, a China teria ignorado essas declarações. Mas agora não. Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, classificou as declarações de Pompeo sobre a China e o COVID-19 de “infundadas”; acusou Pompeo de mentir ao público. Xu Bu, embaixador da China no Chile, tem sido franco nas suas críticas a Pompeo e à retórica anti-China que os EUA tentam espalhar na América Latina. No jornal chileno La Tercera, Xu Bu chamou “mentiroso” a Pompeo. O facto de Wang Wenbin e Xu Bu terem acusado Pompeo de mentir sugere uma nova atitude de Pequim; são palavras fortes no mundo da diplomacia. Diplomatas chineses têm argumentado, do Chile ao Irão que o seu país está activamente empenhado no benefício mútuo para a China e para cada país; isso, dizem, é o oposto da posição norte-americana, que facilita acordos em benefício das corporações multinacionais e não dos diversos países do mundo.

As coisas incrementaram rapidamente. No final de Julho, os EUA disseram ao Ministério das Relações Exteriores da China que o seu consulado em Houston deveria ser fechado dentro de alguns dias. Nenhuma alegação específica foi feita contra este consulado, mas o teor geral é que isso faz parte de um ataque do governo dos EUA à espionagem chinesa contra empresas americanas. O ministério chinês afirmou que se tratava de uma “provocação política lançada unilateralmente pelos EUA, que viola gravemente o direito internacional, as normas básicas que regem as relações internacionais e o acordo consular bilateral entre a China e os Estados Unidos”.

Essas discussões diplomáticas aconteceram depois de Pompeo ter feito uma dura declaração dizendo que os EUA contestariam a China em todo o território do Mar do Sul da China. Essa já tem sido há décadas a política dos EUA, mas a mera redeclaração dela de forma tão brusca e a instalação de dois porta-aviões norte-americanos - o USS Nimitz e o USS Ronald Reagan - na região aumentaram significativamente o que está em jogo. A China respondeu enviando forças para duas ilhas do arquipélago de Paracel para realizar exercícios de fogo real. O governo chinês disse que está a responder à intervenção dos EUA, que “é o verdadeiro impulsionador da militarização no Mar do Sul da China”.

Envolvida nesta guerra de palavras está uma série de questões que os EUA levantam pontualmente para intimidar a China: alegações de espionagem industrial, alegações de manipulação de moeda, alegações em torno da pandemia do coronavírus, alegações de abuso dos direitos humanos em Hong Kong e Sinkiang. Cada questão não é levada a sério por si só, mas o conjunto de questões é utilizado para pintar um retrato da China como perigosa ou não confiável e - conforme a retórica ganha força - que o governo chinês deve ser mudado. Não há dúvida de que por trás da política dos Estados Unidos desde 1949 está o desejo de derrubar o governo comunista em Pequim; sem dúvida ainda que a reaproximação em 1972, quando o presidente Richard Nixon foi à China, foi apenas uma cunha na Guerra Fria e não uma verdadeira reconciliação com o governo chinês; sem dúvida também que o actual aumento da tensão não é apenas sobre manipulação de moeda ou Hong Kong, mas sobre o desejo de prejudicar a ascensão da China no mundo e mudar a situação política interna da China.

Ponto de ignição

Em 1 de Abril, o almirante Philip Davidson - chefe do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos - disse ao Congresso que gostaria de obter US $ 20 milhares de milhões para criar um robusto cordão militar que vai da Califórnia ao Japão e desce a orla asiática do Pacífico. A sua proposta, intitulada Recuperar a Vantagem, apontava para a “nova ameaça que enfrentamos da Grande Competição de Potência. … Sem uma dissuasão convencional válida e convincente, China e Rússia serão encorajadas a tomar medidas na região para ultrapassar os interesses dos EUA”. Em Janeiro de 2019, o secretário de defesa em exercício, Patrick Shanahan, disse a oficiais militares dos EUA que o problema era “China, China, China”. Este tem sido o foco principal de todos os nomeados por Trump para o Departamento de Defesa, seja Shanahan ou o actual chefe Mark Esper. Esper não consegue abrir a boca sem culpar a China. Disse ao jornal italiano La Stampa que a China estava a usar a emergência do coronavírus para impulsionar a sua vantagem por meio de forças “malignas” como a Huawei e enviando ajuda para a Itália. No que diz respeito a Trump e Esper, a China e, em menor grau, a Rússia serão contidos pelos EUA por meio de força armada.

Diferencial de mísseis favorável à China

O senador Tom Cotton (republicano do Arkansas) defendeu a opinião de que o programa de modernização militar da China criou um diferencial de mísseis a seu favor. Em Março de 2018, Cotton perguntou ao almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico dos EUA (agora Embaixador dos EUA na Coreia do Sul), sobre os mísseis da China. “Estamos hoje em desvantagem em relação à China no sentido de que a China tem mísseis balísticos baseados em terra que ameaçam as nossas bases no Pacífico ocidental e os nossos navios”, disse Harris ao Congresso. Para remediar isso, Harris sugeriu a saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), o que Trump fez no início de 2019 (Trump culpou o não cumprimento da Rússia, mas estava claro que o verdadeiro alvo era esse receio de uma vantagem chinesa em mísseis). Em Agosto de 2019, os EUA testaram um míssil de alcance intermédio, sinalizando que as suas intenções tinham precedido em muito a sua retirada do INF.

Em Março de 2019, Cotton foi à Heritage Foundation dizer que os EUA devem iniciar a produção de mísseis balísticos de médio alcance, que deverão ser implantados em bases no território norte-americano de Guam e nos territórios dos seus aliados; esses mísseis deveriam ameaçar directamente a China. “Pequim armazenou milhares de mísseis que podem atingir os nossos aliados, as nossas bases, os nossos navios e os nossos cidadãos em todo o Pacífico”, disse Cotton numa hipérbole característica. O exagero é fundamental para pessoas como Cotton. Para eles, fomentar o medo é a forma de produzir políticas, e os factos são inconvenientes.

Em Novembro de 2018, antes de os EUA deixarem o INF, o almirante Davidson falou a um think tank em Washington sobre “China’s Power”. Em 2015, Davidson disse que o seu antecessor Harry Harris tinha referido a brincar que as ilhas ao largo da costa da República Popular da China eram uma “Grande Muralha de Areia”. Agora, disse ele, estas tornaram-se uma “Grande Muralha de SAMs”, referindo-se aos mísseis terra-ar. Davidson, do lado militar, e Cotton, do lado civil, começaram a dizer repetidamente que a China tinha uma vantagem militar pelo “diferencial de mísseis”, conceito que não exigia investigação cuidadosa.

Os Estados Unidos possuem a maior força militar do mundo. Em Abril, o Stockholm International Peace Research Institute revelou que o orçamento militar dos Estados Unidos aumentou 5,3% em relação ao ano anterior, totalizando US $ 732 milhares de milhões; o aumento num ano representou, por si só, todo o orçamento militar da Alemanha. A China, entretanto, gastou US $ 261 milhares de milhões nas suas forças armadas, aumentando o seu orçamento em 5,1 por cento. Os Estados Unidos têm 6.185 ogivas nucleares, enquanto a China tem 290. Apenas cinco países têm mísseis que podem atingir qualquer parte da Terra: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França. Seja em termos de armas intercontinentais ou poder aéreo, a China simplesmente não possui uma vantagem militar sobre os EUA.

Todos os inventários de armas conhecidos mostram que os Estados Unidos têm uma capacidade muito maior de causar estragos num confronto militar contra qualquer país, incluindo a China, mas os Estados Unidos entendem que embora possam destruir um país, já não podem subjugar todos os países. De forma assustadora, os aliados dos EUA estão agora a adiantar a sua própria política de iniciativa: o Japão indicou que desenvolverá uma posição de “primeiro ataque”. A Índia, entretanto, tem-se juntado agressivamente aos exercícios navais conduzidos pelos EUA no Oceano Índico.

O relatório de Abril do almirante Davidson clama por “forças combinadas rotativas com base avançada” como a “forma mais confiável de demonstrar o compromisso e a determinação dos Estados Unidos para com os potenciais adversários”. O que o Comando Indo-Pacífico quer dizer é que, em vez de ter uma base fixa vulnerável a ataques, os EUA vão voar com os seus bombardeiros para bases no solo de seus aliados na rede Indo-Pacífico (Austrália, Índia e Japão) como bem como de outros na região (Coreia do Sul, por exemplo); os bombardeiros, sugere, estarão lá melhor protegidos. A China permanecerá ameaçada, mas os mísseis chineses - segundo a teoria - acharão mais difícil ameaçar os activos móveis dos EUA. O relatório de Davidson tem uma impressionante qualidade de ficção científica. Há um desejo de criação de “redes de ataque de precisão com alta capacidade de sobrevivência” que percorram a costa do Pacífico, incluindo mísseis de vários tipos e radares em Palau, Havaí e no espaço. Pede grandes quantias de dinheiro para desenvolver um exército que é já muito poderoso. Além disso, os Estados Unidos estão comprometidos com o desenvolvimento de armas anti-espaciais, armas autónomas, veículos planadores, mísseis hipersónicos e armas cibernéticas ofensivas - tudo com o objectivo de desestabilizar as técnicas de defesa contra mísseis e dominar qualquer adversário. Tais desenvolvimentos pressagiam uma nova corrida armamentista que será muito cara e desestabilizará ainda mais a ordem mundial.

A guerra comercial de Trump oscilou entre rudes declarações sobre cortar a China da cadeia de abastecimento global e sancionar os membros do Partido Comunista Chinês por serem promotores da produção chinesa e do papel da China como fornecedora de bens e de crédito ao mundo. A realidade é difícil de engolir, e a própria guerra comercial parece baseada em doses enormes de irrealidade. As tarifas sobre produtos chineses pressupõem que esses produtos ainda não tenham insumos dos EUA (o que existe) e que os produtos não estejam a ser produzidos em nome de multinacionais norte-americanas (o que são); A guerra comercial de Trump prejudicou as exportações chinesas, certamente, mas também prejudicou consideravelmente a economia global. A latitude para uma política de terra queimada contra o comércio da China simplesmente não está disponível.
A Austrália, um aliado leal dos EUA, por exemplo, foi parcialmente protegida da recessão do coronavírus pelo seu comércio com a China. Keith Pitt, Ministro de Recursos da Austrália, disse no final de Julho: “Os recursos têm sido uma luz brilhante na história económica da Austrália. O sector tem conseguido manter praticamente todas as pessoas empregadas e envolvidas, ou seja, mais de 240 mil empregos directos. Se olharem para o minério de ferro especificamente, 62 por cento das importações de minério de ferro da China vieram da Austrália em 2019-20.” Qualquer escalada de guerras comerciais entre a China e a Austrália afectará fatalmente a economia desta. A Índia decidiu banir as aplicações chinesas, que representam uma grande percentagem das aplicações, mas verificou ser impossível substituí-las por aplicações feitas em outros lugares, razão pela qual os clones dessas aplicações voltaram agora aos telefones indianos. Qualquer tentativa de retirar a China da cadeia de fornecimentos global em geral - uma política declarada dos EUA - simplesmente não será possível a curto ou médio prazo. A dependência em relação à China para a sua produção industrial - não apenas a extração de matérias-primas, mas também a produção de commodities de alta tecnologia - é quase total para todos os países do mundo; será caro, no meio da recessão do coronavírus, operar uma viragem a uma escala tão enorme.

Hong Kong e Sinkiang

Nem a questão de Hong Kong nem a questão de Sinkiang são importantes para eles. Imaginar que os governos ocidentais, que não tiveram problemas com a destruição do Iraque e da Líbia e do arquipélago de “locais obscuros” para tortura (incluindo a base dos Estados Unidos em Guantánamo), agora tenham uma preocupação especial com os muçulmanos é atormentar a imaginação; acusações sobre violações dos direitos humanos no Sinkiang estão a ser feitas para fins políticos e comerciais, não com base estritamente nos direitos humanos. Certamente, as novas leis sobre a segurança de Hong Kong, menores em comparação com a falta de qualquer liberdade política na Arábia Saudita, dificilmente podem ser a questão real que detém o governo britânico; enquanto procura sancionar a China, aumenta os negócios de armas com a Arábia Saudita. Essas questões - Hong Kong e Sinkiang - são parte de um ataque mais amplo ao papel da China no mundo, de enfraquecer a China na imaginação pública, uma vez que a China não pode ser facilmente enfraquecida economicamente.

Tecnologia 5G

Uma coisa é a China ser a fábrica do mundo, disponibilizar os seus trabalhadores a corporações multinacionais. Outra é a China tornar-se um importante produtor de tecnologia do mundo. É essa a razão pela qual o governo dos EUA - pressionado pelo Silicon Valley - foi atrás da empresa de tecnologia Huawei. A próxima geração de tecnologia sem fio de alta velocidade, 5G, está actualmente a ser dominada pela Huawei, com a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia muito atrás. Nenhuma empresa norte-americana se compara a essas três na produção de tecnologia 5G.

Em Abril de 2019, o Conselho de Inovação de Defesa do governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que observou: “O líder do 5G deve ganhar centenas de milhares de milhões de dólares em receitas na próxima década, com ampla criação de empregos em todo o sector da tecnologia sem fio. O 5G tem também o potencial de revolucionar outras indústrias, já que tecnologias como veículos autónomos obterão enormes benefícios com a transferência de dados mais rápida e maior. O 5G também aprimorará a Internet das Coisas, aumentando a quantidade e a velocidade do fluxo de dados entre vários dispositivos e pode até mesmo substituir o backbone de fibra óptica usado em tantas residências. O país que possui 5G possuirá muitas dessas inovações e definirá os padrões ao resto do mundo. Pelas razões que se seguem, esse país provavelmente não será os Estados Unidos.” As empresas são incapazes de fabricar a partir dos EUA o equipamento actualmente fabricado pela Huawei e outros, e apenas 11,6 por cento da população dos EUA é coberta pelo 5G. Não há indicação de que a AT&T e a Verizon serão capazes de fabricar com rapidez suficiente o tipo de transmissor necessário para o novo sistema tecnológico.

A erosão das empresas norte-americanas na indústria de telecomunicações pode ser atribuída directamente à desregulamentação da indústria pela Lei de Telecomunicações de 1996. Muitas empresas lutaram para ganhar participação de mercado, com diferentes padrões de telefonia móvel e planos de operadoras com diferentes configurações que dificultavam aos consumidores mudar de empresa. Este mercado fragmentado significa que nenhuma empresa fez os investimentos necessários para a próxima geração. Isso significa que as empresas norte-americanas estão em grave desvantagem quando se trata da próxima geração de tecnologia.

O rápido avanço da Huawei e das empresas europeias ameaça tanto as empresas de tecnologia dos EUA como a economia dos EUA em geral. Nas últimas décadas, as empresas de tecnologia dos Estados Unidos tornaram-se os principais investidores na economia dos Estados Unidos e são os motores do seu crescimento. Se essas empresas vacilarem diante de empresas como a Huawei, a economia dos Estados Unidos começará a explodir em fumo. A guerra de Trump contra a Huawei não é tão irracional quanto parece. O seu governo - como outros antes dele - usou o máximo de pressão política possível para restringir o crescimento da tecnologia na China. As acusações de roubo de propriedade intelectual e de laços estreitos entre as empresas e os militares chineses têm como objectivo dissuadir os clientes dos produtos chineses. Essas acusações certamente prejudicaram a marca da Huawei, mas é improvável que destruam a capacidade da Huawei de se expandir pelo mundo.

O ataque à Huawei, com o Reino Unido agora a concordar com os EUA em que não usará os seus produtos, é o ponto central da ansiedade em relação à China. O candidato do México ao cargo de chefe da Organização Mundial do Comércio, Jesus Seade, disse que gostaria de usar seu cargo para aliviar a tensão entre os EUA e a China. Gostaria de criar um robusto “mecanismo de resolução de disputas [que] poderia ajudar a resolver as tensões comerciais EUA-China”. Mas o ponto não é esse. A tensão não resulta de falta de mecanismos para resolver a disputa, já que China e Estados Unidos conversaram repetidamente sobre diferenças. O problema é que os EUA reconhecem que o rápido crescimento tecnológico da China é uma ameaça geracional à principal vantagem que os EUA tiveram nas últimas décadas, ou seja, a sua superioridade tecnológica. É para evitar a ascensão tecnológica da China que os Estados Unidos usaram todos os mecanismos - da pressão diplomática à pressão militar; mas nenhum deles parece estar a funcionar. A China, por enquanto, está decidida. Não está disposta a recuar e desmantelar os seus ganhos tecnológicos. Nenhuma resolução é possível a menos que haja um reconhecimento da realidade: que a China é igual, se não mais avançada em termos de produção tecnológica do que o Ocidente, e isso não é algo que precise de ser revertido pela guerra.

Fonte: https://frontline.thehindu.com/cover-story/trade-and-tensions/article32189949.ece
ma carta do Editor

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