Enorme dívida à Segurança Social: as empresas financiam-se à custa do dinheiro dos trabalhadores e da pobreza dos pensionistas

Eugénio Rosa    09.Ene.18    Outros autores

Entre 2005 e 2016, a chamada divida bruta (total) à Segurança Social passou de 2.150 milhões € para 12.579 milhões €, ou seja, cresceu 485%. As empresas fazem os descontos nos salários dos trabalhadores mas depois não os entregam na Segurança Social. Há ainda a fraude e evasão contributiva à Segurança Social, que é enorme, e nada é feito para a combater. O não pagamento das contribuições declaradas transformou-se num importante meio de financiamento das empresas à custa da Segurança Social, e ninguém põe cobro nem fala no assunto. Em vez de tomar medidas para a cobrar, o próprio governo considera que a maior parte desta divida já está perdida. Entre 2005 e 2016, ou seja entre o governo Sócrates/Vieira da Silva e o governo Costa/Vieira da Silva, a divida considerada perdida aumentou 3.131%, ou seja, 32 vezes. E o governo nem se dá ao trabalho de justificar.

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