Estado Islâmico: mina de ouro para empresas armamentistas dos EUA

Esta notícia documenta dois factos bem conhecidos. Um, que a ofensiva imperialista no Médio Oriente tem objectivos estratégicos muito amplos, correspondentes aos interesses globais do capital monopolista. Outro, que para além de tais interesses a guerra e as agressões militares, sendo uma tragédia para os povos, são um negócio imprescindível para as indústrias do armamento.

Enquanto a existência do EI é uma catástrofe no Oriente Médio, ele é considerado como uma mina de ouro para as empresas de fabricação de armas dos EUA, segundo um jornal estadunidense.

O surgimento do grupo terrorista EI (Daesh, em árabe) na região do Oriente Médio conduziu ao crescimento das indústrias militares estadunidenses, assim como foi um bom negócio para empresários militares do país norte-americano, revelou no domingo o jornal estadunidense The Daily Beast.

A companhia estadunidense Lockheed Martin recebeu pedidos de milhares de mísseis tipo Hellfire, AM General também está fornecendo ao Iraque uns 160 veículos blindados Humvee, enquanto outra empresa, a General Dynamics, está vendendo milhões de dólares em munições de tanque, segundo o periódico.
Da mesma maneira, a SOS International, outra empresa familiar com sede corporativa na cidade de Nova York, desempenha um grande papel no Iraque e emprega a maioria dos estadunidenses no país árabe depois da Embaixada norte-americana em Bagdad.

Segundo o ex-secretário adjunto de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, a SOS International assinou durante 2015 contratos no valor de 400 milhões de dólares no Iraque.

De acordo com o Exército dos Estados Unidos, 6300 empresários trabalham actualmente no Iraque, para apoiar operações dos Estados Unidos nesse país.
A chamada coligação internacional liderada pelos Estados Unidos contra o EI iniciou, em 8 de agosto de 2014, ataques aéreos contra o Iraque sob o pretexto de lutar contra esse grupo terrorista e, em finais do mês de Setembro, os estendeu à Síria, sem o consentimento de Damasco. No entanto, centenas de civis morreram nos bombardeios dessa coligação.

 Tanto as autoridades iraquianas como as sírias questionam a vontade de Washington e de seus aliados em erradicar o terrorismo e asseguram que as operações da coligação não deram resultados e, em determinadas ocasiões, prejudicaram ou destruíram as infra-estruturas.

Em 10 de Junho de 2014, o grupo terrorista EI se infiltrou no Iraque através do território sírio e tomou o controlo de várias regiões, onde cometeu crimes contra a humanidade.
 
 
Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2015/08/06/estado-islamico-mina-de-oro-de-empresas-armamentisticas-de-eeuu/
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

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