EUA: decadência e eleições

Jorge Cadima    21.Ene.21    Outros autores

A tomada de posse de Biden é acompanhada de uma larga tentativa de semear ilusões. Os EUA precisam de recompor a imagem deixada pela administração Trump. O problema que têm é que essa imagem, antes de ser a de uma administração, era a de uma potência tentando reagir ao espectro da sua própria decadência. Que comporta cada vez mais perigos, que a presidência de Biden poderá ainda ampliar.

O declínio dos EUA caminha a passos largos para a decadência, que se manifesta sob múltiplas formas. Entre elas, a intensidade da guerra que opõe sectores diversos das classes dominantes e o desastre sanitário e social da epidemia Covid-19. Apesar da anunciada vitória do quase octogenário Joseph Robinette Biden Jr. nas eleições presidenciais de 2020, o Presidente do país fala em fraude. O descrédito dos EUA torna-se indisfarçável.

A quota-parte dos EUA no PIB mundial não pára de diminuir. Os EUA estão a ser economicamente ultrapassados pela República Popular da China, um processo que a pandemia acelerou ainda mais. A transferência de produção para países de mão-de-obra barata levou à desindustrialização de vastas zonas dos EUA e ao empobrecimento acentuado de largas camadas da população. Hoje o descontentamento social é enorme e atingem-se níveis de desigualdade e concentração da riqueza que não eram vistos desde há muitas décadas, agora agravados com a Covid. As benesses e a evasão fiscal do grande capital, bem como a gigantesca máquina de guerra imperialista (militar e dos serviços secretos) afundam as contas públicas, provocando um endividamento insustentável.

São enormes os perigos resultantes da recusa da classe dominante da superpotência imperialista – de todas as facções – em aceitar o seu declínio.

Mudança qualitativa na economia mundial

Em 2000, uma década após a destruição da URSS, os dados do FMI indicavam que o PIB (nominal) dos EUA representava quase um terço (31,8%) do PIB mundial e mais do dobro da segunda maior economia nacional, o Japão (15,2%). A economia da China representava então apenas 3,4% da economia do planeta. Escassas duas décadas mais tarde, as estimativas do FMI para 2020 indicam que o PIB nominal dos EUA é inferior a um quarto do PIB mundial (24,8%) e o da China cresceu para 17,7%. O Japão, em estagnação desde o final do milénio, fica-se pelos 5,9%. Se em vez do PIB nominal, baseado em taxas de câmbio, se utilizar a medida do PIB PPP (Paridade de Poder de Compra) que procura ter em conta o valor real da produção, a China é já a maior economia mundial, com 18,6% do PIB mundial, face a apenas 16,0% dos EUA e 14,9% da União Europeia no seu conjunto. A tendência acentua-se, já que a única grande economia mundial que está a crescer neste contexto de pandemia é a chinesa.

As alterações quantitativas estão a transformar-se em alterações qualitativas. Na nova correlação de forças económicas mundial, a dinâmica de crescimento está a passar rapidamente do contexto euro-americano para o continente asiático, com destaque para a China. Uma realidade ilustrada pela assinatura em Novembro do RCEP, o maior acordo de livre comércio de sempre, entre países que representam um terço da economia – e da população – mundial: países da ASEAN mais a China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Ausentes os EUA e países da UE.

O crescimento da China abrange cada vez mais sectores tecnológicos de ponta (telecomunicações e 5G, inteligência artificial, computação quântica, exploração do espaço, robotização, automatização dos portos), em grande medida assente na capacidade científica e tecnológica nacional. Daí a autêntica guerra movida pelos EUA, e cada vez mais também pelos seus satélites europeus, contra empresas chinesas como a Huawei e contra a chamada Nova Rota da Seda. Para o grande capital norte-americano ou das grandes potências imperialistas europeias, ‘liberdade de mercado’ e ‘abertura de fronteiras’ são conceitos que só são bons quando são eles os beneficiários.

A opção de Trump em afirmar a supremacia dos EUA através do conflito permanente com adversários e aliados assenta numa realidade objectiva: a situação dos EUA é insustentável. A dívida nacional é impagável. O declínio económico mina a capacidade de afirmar a sua hegemonia mundial. Trump quis pôr os outros a pagar a máquina imperialista de policiamento global, mas mantendo uma unilateral supremacia dos EUA. Acirrou rivalidades. Os objectivos da facção rival não são diferentes na sua essência. O que os divide são sobretudo as formas de alcançar o objectivo comum da supremacia dos EUA.

Um caldeirão social

A ofensiva no plano internacional tem como reverso da medalha o brutal ataque aos níveis de vida dos trabalhadores e do povo dos EUA, em particular desde os anos 80. Já em 2016 a situação de vastas camadas de trabalhadores era dramática . A vontade de mudança ajudou à eleição de Obama em 2008. As expectativas goradas e a candidatura dum personagem tão intensamente identificado com as guerras imperialistas e a corrupção como Hillary Clinton levou a que, em 2016, parte desse enorme descontentamento fosse canalizado para a eleição de Trump, um candidato que se apresentava como exterior ao sistema e que prometia pôr fim às infindáveis guerras dos EUA nos quatro cantos do mundo e à corrupção reinante no ‘pântano’ de Washington. As promessas cedo se revelaram aquilo que não podiam deixar de ser: mentiras dum candidato que, apresentando-se como ‘anti-sistema’, era na realidade expressão desse mesmo sistema e da sua decadência. Trump logo revelou a sua política de promoção gangsterista das empresas e negócios dos EUA no plano mundial. Rasgou múltiplos acordos e tratados subscritos pelos EUA. A natureza de classe da sua política foi evidente também no plano interno, com os seus cortes de impostos favorecendo os ricos. Aumentou substancialmente os orçamentos militares e, não tendo começado novas guerras convencionais, aprofundou as agressões e subversões sob múltiplas formas contra a China, o povo palestiniano, o Irão, Venezuela, Bolívia e Cuba, entre outros. As benesses ao grande capital e aos ricos traduziram-se numa nova euforia bolsista e especulativa, sem qualquer ligação com a realidade económica. Políticas que contribuíram para aumentar ainda mais a incomportável dívida nacional dos EUA. No ano 2000 essa dívida era de apenas 55% do PIB. Já representava 109% antes da epidemia Covid e ultrapassa hoje os 27 biliões (milhões de milhões) de dólares, aproximando-se dos 130% do PIB .

O apadrinhamento por Trump de forças de extrema-direita e da violência policial sem freios foi notória. O assassinato de George Floyd, em Maio, catalisou um dos maiores protestos da história recente dos EUA, que sendo em primeiro lugar contra o racismo e a brutalidade policial de que são vítimas as camadas mais pobres da população, foi igualmente expressão do profundo mal-estar social no país.

A epidemia Covid-19 tornou gritante o desprezo da super-potência norte-americana pelo seu povo. Uma espécie de Furacão Katrina à escala nacional. Os EUA são de longe o país com mais casos e mais mortes (cerca de 275 mil no início de Dezembro) de Covid-19. Uma realidade que é inseparável da ausência dum Serviço Nacional de Saúde e de garantias sociais básicas na legislação nacional, como baixas médicas pagas. Inseparável também dos níveis dramáticos de pobreza e desigualdade social, que aumentaram escandalosamente com a pandemia . Ao longo dos nove primeiros meses de pandemia, mais de 67 milhões (!) de trabalhadores nos EUA fizeram novos pedidos de subsídio de desemprego , valor sem precedentes na história do país (nem mesmo nos anos 30). Segundo a Bloomberg, «estima-se que o número de Americanos a enfrentar a fome vai aumentar em 45% no corrente ano, atingindo 50 milhões» . São milhares os americanos que formam bichas para receber alimentos em distribuições caritativas. Milhões enfrentam a ameaça de serem despejados das suas casas no final do ano, caso não seja renovada a moratória aos despejos . Entretanto, o banco suíço UBS estima que os maiores multimilionários aumentaram em 27,5% as suas já obscenas fortunas .

As eleições nos EUA

A epidemia Covid quase certamente custou a reeleição a Trump. Tendo por base os resultados oficiais, a vitória de Biden é clara na votação global: mais de 80 milhões de votos contra menos de 75 milhões para Trump. Os resultados ao nível das duas Câmaras do Parlamento são menos favoráveis aos Democratas, que perdem assentos na Câmara de Representantes. O controlo do Senado está ainda dependente de duas eleições a realizar em Janeiro. Ao nível de órgãos estaduais, os Democratas sofrem derrotas importantes.

Mas à data da escrita deste artigo o desfecho das eleições presidenciais de 3 de Novembro 2020 continua a ser alvo de processos judiciais e insistentes acusações de fraude por parte de Trump que, de acordo com a empresa de sondagens Rasmussen, são consideradas credíveis por 47% dos eleitores norte-americanos incluindo 30% dos eleitores Democratas . Tudo aponta para o prosseguimento de profundas clivagens políticas. Já em 2016 os Democratas inventaram uma suposta ‘interferência russa’ que teria conduzido à vitória de Trump. Se há algo inquestionável é que os EUA, que gostam de dar lições sobre democracia, têm um sistema político em profundo, mas merecido, descrédito.

O sistema eleitoral norte-americano é oligárquico: apenas permite a eleição de candidatos com patrocinadores multimilionários. Cria barreiras intransponíveis a candidaturas independentes em relação ao Capital, muito para além do condicionamento resultante do controlo pelo grande capital da comunicação social e da publicidade. Milhões, em geral das camadas populares, são privados do direito de voto através de mecanismos diversos (como a extinção de locais de voto, existência de dívidas ao Estado ou condenações penais) . O voto popular não elege o Presidente, mas representantes num colégio eleitoral que mais tarde elege o Chefe de Estado. O sistema eleitoral é presa fácil de falsificação, muito para além do condicionamento resultante do controlo pelo grande capital da comunicação social e da publicidade. Não há uma Comissão Eleitoral Nacional; há legislações diferentes em cada Estado e regras diferentes em condados dum mesmo Estado; existem máquinas de voto cujo funcionamento é segredo comercial e sem boletins em papel que comprovem o sentido de voto dos eleitores. Em 2020 quase dois terços dos votantes votaram antes do dia das eleições (cem milhões!), dos quais mais de 60% por correspondência . Se a epidemia ajuda a explicar a duplicação destes números face a 2016, não deixa de ser verdade que numa eleição decidida em muitos Estados por pouco votos, a existência dum tal número de votos por correspondência abre portas a acusações de fraudes.

O futuro dirá quais as políticas do novo Presidente dos EUA. Independentemente de diferenças de estilo e de alguns conteúdos, não há razões para grandes expectativas. Biden é, tal como Presidentes anteriores, um produto do sistema e contou com o apoio dos poderes instituídos, nos EUA e além-Atlântico, entre os quais conhecidos neocons defensores de todas as guerras, como William Kristol e alegadamente também do ex-Presidente Bush e a viúva de John McCain . O Economist proclamou em editorial que «Tem de ser Biden» , tal como o Financial Times, pela voz de Martin Wolf . Biden foi activo promotor da guerra contra o Iraque em 2003 (a das inexistentes ‘armas de destruição em massa’) . Enquanto Vice-Presidente de Obama, é responsável pelas guerras da Líbia, Síria, Iémen e pelo golpe na Ucrânia, entre outros. Durante a campanha, declarou que a ilegal transferência da Embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém «não deveria ter acontecido […] mas agora que aconteceu não regressaria a Telavive» . A escolha de Kamala Harris para Vice-Presidente e as indigitações para lugares no novo Governo apontam para o prosseguimento da política de afirmação da hegemonia mundial dos EUA. A diversidade dos membros do novo Governo em matéria de sexo, idade ou cor da pele esconde uma total uniformidade em matéria de servir os interesses imperialistas. Tão imoralmente sintetizados por Neera Tanden, que Biden nomeou para chefiar o Office of Management and Budget, uma espécie de Ministério das Finanças cujo objectivo principal é elaborar os Orçamentos de Estado. Em 2011, logo após a destruição da Líbia pela guerra da NATO, a senhora Tanden respondeu à cínica pergunta se «a Líbia nos deve compensações» com uma resposta reveladora: «Temos um défice gigante. Eles têm muito petróleo. A maioria dos Americanos não se quer envolver no resto do mundo por causa desse défice. Se nos queremos continuar a envolver, não me parece que gestos como pôr países ricos em petróleo a compensar-nos parcialmente sejam nada de louco» . Podia ser um tweet de Trump. Esta é a real face da ‘ala liberal’ do regime norte-americano.

O poder não está nas mãos dum Presidente, mas no aparato (económico, político e mediático) ao serviço do grande capital. Facto evidenciado por Jim Jeffrey, enviado de Trump para a Síria e agora conselheiro de Biden. Revelando-se na vida real uma espécie de Sir Humphrey da famosa série televisiva britânica Yes, Minister, Jeffrey gaba-se de ter mentido a Trump para evitar que este retirasse as tropas dos EUA na Síria: «Estávamos sempre a jogar a gato e ao rato para não tornar claro aos nossos dirigentes quantos soldados tínhamos na Síria», estando o Presidente convencido que eram apenas 200 «quando eram muitos mais» .

Perigos

O declínio dos EUA e UE e a ascensão da China estão a causar pânico nas capitais das velhas potências imperialistas. Não aceitam uma alteração da correlação de forças mundial que lhes retire a supremacia hegemónica a que se habituaram. Dando sequência a uma tendência que vem do tempo de Obama, as várias doutrinas militares dos EUA passaram nos anos de Trump a considerar que a «rivalidade entre grandes potências» é a «maior ameaça» para os EUA. Ou seja, que a ascensão económica da China e a recusa da Rússia em se submeter aos ditames do eixo atlântico têm de ser travadas por todos os meios, incluindo a força. Se durante a Presidência Obama o alvo preferencial era a Rússia, Trump apontou baterias contra a emergência chinesa.

Há 20 anos, o General Loureiro dos Santos antevia que se algum Estado ou grupo de Estados «reúnam capacidade para se opor ou desafiar os Estados Unidos [estes] precisarão de actuar. Isso não será para já, mas dentro de 15, 20 anos é praticamente inevitável» . Sublinhe-se que o General não falava de os EUA serem vítimas duma agressão, apenas de não aceitarem quem se lhes «oponha» ou «desafie». Tenebrosamente, desvalorizava o perigo duma catástrofe «nessa guerra que antevejo para daqui a 20 anos»: «possivelmente as outras armas de destruição maciça vão passar a ter um papel muito mais importante, nomeadamente a arma biológica. A arma atómica continuará a ser uma arma muito importante […] mas para as grandes potências deixará de ser um obstáculo». Uma expressão («obstáculo») que contém em si mesma a informação de quem é o agressor.

De forma bem mais lúcida, mas não menos preocupante, o Major General Carlos Branco fez recentemente um alerta semelhante. Considera que Trump «pretende concentrar recursos para o confronto contra o principal inimigo, evitando dispersá-los em combates secundários. A guerra já começou, não sabemos é como vai evoluir nem como terminará. A possibilidade de um confronto nuclear limitado na região [Ásia-Pacífico] existe e tem apoiantes, sobretudo se tivermos em conta a revisão da postura nuclear americana efectuada em 2018, em que essa possibilidade foi levantada. No lado americano, há quem defenda a possibilidade de se conter uma guerra nuclear no patamar táctico, sem ter necessariamente de se evoluir para o patamar estratégico. É um cálculo muito arriscado» .

Um artigo na revista Foreign Affairs sobre o «regresso da guerra entre grandes potências» dá voz a esses delírios: «Nas últimas décadas porém, os avanços tecnológicos enfraqueceram o [deterrente nuclear]. A combinação de ogivas miniaturizadas e de baixo rendimento e sistemas de condução altamente precisos tornaram pensável o que era outrora impensável: uma guerra nuclear ‘limitada’» .

Mesmo o sinistro ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Henry Kissinger está preocupado com o agravamento dos ataques dos EUA à China: «os nossos dirigentes precisam de discutir os limites para além dos quais não farão ameaças […]. Podem dizer-me que isso é totalmente impossível, mas se o for, resvalaremos para uma situação semelhante à da I Guerra Mundial» .

Há um aspecto onde a eleição de Biden pode significar maiores perigos: uma eventual recomposição das fracturas entre as classes dominantes das velhas potências imperialistas dos dois lados do Atlântico pode criar a ilusão de que seja possível travar o declínio comum através da confrontação com a Rússia e China. Há preocupantes sinais duma adesão entusiástica da Alemanha às políticas de guerra e remilitarização acelerada, uma política que tem nas mentiras sobre o ‘caso Navalny’ a sua praxe de iniciação. Uma política com apoios desde a CDU de Merkel aos Verdes alemães. Inevitavelmente, essa reorientação tem reflexos na UE e na NATO . Por detrás da conversa sobre uma «nova agenda UE-EUA para a mudança global» e uma «nova parceria atlântica» esconde-se a vontade de perpetuar uma hegemonia mundial euro-americana que já não corresponde à realidade económica. Afinal, o problema com o «América primeiro» de Trump estava só nas migalhas reservadas à UE. Não falam de paz, de cooperação entre todos os países, soberanos e iguais em direitos. Não têm nada para oferecer aos povos.

As lições da História não podem ser esquecidas. Os EUA são a maior potência militar da História e possuem o maior arsenal não convencional do planeta. O seu historial de crimes de guerra – com Republicanos ou Democratas – é infindável. São a única potência que alguma vez usou armas nucleares (no Japão, contra alvos civis). Também usou armas biológicas (como na Coreia ) químicas (no Vietname e outros teatros). O imperialismo na Europa foi responsável pelos impérios coloniais e duas guerras mundiais. O perigo duma aventura que procure pela via da força suster e inverter o rumo da História é enorme. Seja com Trump, seja com Biden.

A luta contra a política agressiva do imperialismo e pela paz é um imperativo da hora actual.

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Notas
World Economic Outlook (WEO) Database, Maio 2001 e Outubro 2020.↲
Veja-se o artigo «Sobre as eleições presidenciais nos EUA», in O Militante n.º 346, Janeiro 2017.↲
www.forbes.com, 2.8.20.↲
Para mais pormenores, veja-se o artigo «Covid-19: dois países nos EUA», in O Militante n.º 366, Maio 2020.↲
New York Post, 12.11.20. Mesmo sabendo-se que muitos terão arranjado novos empregos, ou são responsáveis por mais do que um novo pedido ao longo dos nove meses, trata-se dum número tremendo.↲
Bloomberg, Workers keeping America fed are going hungry in the Heartland, 2.9.20.↲
https://www.vox.com, 27.12.20.↲
The Guardian, 7.10.20.↲
www.rasmussenreports.com, 19.11.20.↲
The Guardian, 7.11.19.↲
www.nbcnews.com/politics/2020-elections/president-results↲
Washington Post, 11.7.20.↲
New York Times, 6.6.20.↲
Economist, 29.10.20.↲
Financial Times, 27.10.20.↲
The Guardian, 18.2.20.↲
Aljazeera, 29.4.20.↲
RT, 30.11.20.↲
Outgoing Syria envoy admits hiding US troop numbers,www.defenseone.com, 12.11.20.

Diário de Notícias, 13.3.00.↲
Idem, 12.9.20.↲
Cristopher Layne, Coming Storms. The return of Great-Power War. Foreign Affairs Nov/Dez 2020.↲
RT, 8.10.20.↲
Veja-se a «Nova agenda UE-EUA para uma mudança global», documento do Alto Representante para a Política Externa e de Segurança da UE, de 2.12.20.↲
Foreign Affairs, 1.12.20, «A NATO procura uma razão de ser para a era Biden».↲
De realçar o recente trabalho de investigação de Jeffrey Kaye sobre o uso de armas bacteriológicas na guerra da Coreia pelos EUA (artigo de 26.9.20 em jeff-kaye.medium.com), incluindo a republicação (20.2.18) do relatório da Comissão Científica Internacional sobre o tema, presidida pelo conceituado cientista britânico Joseph Needham, que em 1952 confirmou os indícios de utilização de armas biológicas.↲

Fonte: http://www.omilitante.pcp.pt/pt/370/Internacional/1770/EUA–decad%C3%AAncia-e-elei%C3%A7%C3%B5es.htm?tpl=142

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