Fecho da refinaria Galp em Matosinhos: elevados dividendos para os accionistas, destruição de emprego e capacidade produtiva

Eugénio Rosa    06.Ene.21    Outros autores

As empresas do sector da energia e em especial a GALP, assim como os respectivos accionistas têm gozado de um verdadeiro regime de exceção e de apoio do Estado. Aumentam os preços quando querem e como querem, obtendo elevados lucros, e nem o governo nem os reguladores fazem alguma coisa para defender os consumidores, que são na sua esmagadora maioria trabalhadores. O Estado concede-lhes benefícios fiscais que se traduzem em centenas de milhões € de receitas fiscais perdidas que, depois, são compensados com enormes aumentos de impostos pagos pelos trabalhadores, pensionistas, e outros portugueses. A juntar a tudo isto, quando a GALP, para manter os elevados lucros que tem, anuncia que vai encerrar a refinaria em Matosinhos e lançar no desemprego mais de 400 trabalhadores directos e pôr em perigo o posto de trabalho de mais de 1100 trabalhadores indirectos, vem logo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, dar cobertura a essa decisão.

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