Fidel*

Filipe Diniz    02.Dic.16    Colaboradores

Falando no encerramento do 1º Congresso do Partido Comunista Cubano, em 1975, o reiterar da tarefa de assegurar ao povo todos os meios para que assuma e conserve o poder. A comovente homenagem de Cuba inteira a Fidel é a imagem dessa ligação directa e indissolúvel entre o povo e o grande dirigente revolucionário.

[…] Os homens que têm autoridade, os homens que têm grandes responsabilidades concedidas pelos seus compatriotas, se tivessem sentido no dever de ser duros e no dever de ser rigorosos para com eles próprios. E cremos que este é um princípio que o nosso Partido deve ter sempre, ainda que no nosso Partido, e no nosso futuro, os homens individualmente importem cada vez menos, os dirigentes individualmente importem cada vez menos.

No passado um médico de aldeia obtinha tudo o que queria. Era o delegado do partido que ali existisse. Se era preciso eleger um vereador, elegiam-no a ele. Um presidente do município, a ele. Um representante, a ele. Um senador, a ele. O único que sabia na aldeia era o médico. Mas que se teria passado nessa aldeia se toda a gente fosse médico? E assim também acontece na Revolução.

[…] Com a própria Revolução as universidades abrem-se a todos, a cultura abre-se a todos, e chega a altura em que os conhecimentos são património não de uns poucos indivíduos, mas das massas.

[…] Então não existirão essas colossais diferenças entre o conhecimento de uns poucos e o conhecimento das massas. E chegará o momento em que essas diferenças serão mínimas, entre o conhecimento dos que dirigem e o conhecimento dos dirigidos.

E na humanidade propriamente não existem génios. Existem homens brilhantes. Com certeza que já deveis ter lido que uns recebem tal ou tal prémio; mas o génio não está nos indivíduos: o génio está nas massas. Quando alguém se destacou nas matemáticas é porque centenas de milhares não puderam estudar matemática. E se alguém se destacou em economia ou em história ou em qualquer outro ramo do saber humano, é porque os outros não tiveram oportunidade de estudar. Mas quando as massas têm acesso à cultura, têm acesso ao estudo, têm acesso ao conhecimento, então as diferenças desaparecem, porque em vez de um génio há mil, há um génio colectivo. […]

Isto foi dito na intervenção de Fidel Castro no encerramento do 1º Congresso do Partido Comunista de Cuba, em Dezembro de 1975. Palavras luminosas de um homem que o mesquinho reaccionarismo de alguma da gente que pulula na comunicação social insistiu em tratar de ditador.

*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 2244, 30.11.2016

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