Golpe escondido com tudo de fora

José Goulão    20.Nov.19

Na Bolívia, houve um golpe de Estado; uma mudança de regime inspirada na velha tradição, com terrorismo nas ruas, uma venenosa campanha de mentiras e os clássicos pronunciamentos policiais e militares impedindo o funcionamento das instituições eleitas com toda a legitimidade. E, como sempre, com os EUA a encabeçar e os seus lacaios regionais a assessorar.

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A repartição em Portugal da riqueza criada (PIB) entre o “Trabalho” e o “Capital”, a evolução dos salários e o agravamento das desigualdades

Eugénio Rosa    18.Nov.19

O documento que publicamos é constituído por 23 “slides” utilizados num debate recente. Contêm dados actualizados sobre a evolução dos salários e dos custos da mão de obra em Portugal e na União Europeia e também sobre a repartição da riqueza criada no nosso país entre o “Trabalho” e o “Capital”. Dados do Eurostat, INE e Ministério do Trabalho. Serão úteis a todos aqueles que estão interessados em conhecer a situação real do nosso país nesta área fundamental para as condições de vida dos portugueses e também para quem esteja empenhado em defender os interesses e os direitos dos trabalhadores. Existe muita manipulação de dados neste campo, nomeadamente a nível da comunicação social, e é importante repor a verdade.

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América Latina: a lição da resistência

Manuel Loff    16.Nov.19

Como acaba de se demonstrar na Bolívia (e em 2002 contra Chávez), a direita sul-americana nunca perdeu o velho tique do golpe militar. Mas talvez se engane quem julgou que, com Trump e Bolsonaro, a vitória das direitas americanas era irreversível. O regresso em força dos movimentos sociais, persistentes e corajosos como em poucos lugares do mundo, no Equador e no Chile, o esvaziamento de Guaidó na Venezuela e o regresso do kirchnerismo dão razão a Álvaro García Linera, o vice-presidente boliviano que agora se exilou no México: “Lutar, vencer, cair. Levantarmo-nos, lutar, vencer, cair, levantarmo-nos. Até que se nos acabe a vida.”

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Política identitária é política de direita

António Santos    15.Nov.19

Os partidos recém entrados na AR são em regra unipessoais. No caso do Livre, o discurso político centra-se na identidade da sua deputada. A teoria da política identitária que o Livre subscreve fecha cada opressão numa cofragem identitária e portanto abstracta, sem vasos comunicantes, representações por procuração ou solidariedades. Será por isso que, ao mesmo tempo que Joacine é alvo de ódio racista por parte de alguns, o Livre é visto com simpatia pela parte mais esclarecida da classe dominante.

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Guerra de classe: a “esquerda” entra no jogo a perder! Porquê?

Luniterre    14.Nov.19

O que se passou recentemente com a iníqua resolução anticomunista no Parlamento europeu deixou de novo em evidência que não pode existir anti-comunismo ou anti-sovietismo «de esquerda». Que se trata de opções ideológicas inculcadas pela classe dominante. E que transigir com elas é, desde logo, aceitar a derrota.

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Golpe de Estado na Bolívia para aprofundar a pilhagem capitalista

Cecilia Zamudio    13.Nov.19

Prossegue o Golpe de Estado fascista na Bolívia. A tomada do poder pelos golpistas não é, todavia, questão completamente arrumada, uma vez que não o podem fazer sem rasgar por completo a mais remota aparência de respeito pelas instituições, e continua a verificar-se uma significativa resistência popular. Sugerimos o acompanhamento da situação, nomeadamente através dos sites http://www.resumenlatinoamericano.org/ e https://www.lahaine.org/. De registar também o inqualificável comportamento do governo português, tão célere a pronunciar-se sobre a Venezuela, tão silencioso sobre esta nova e brutal violação dos direitos e da soberania de um povo.

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John Pilger: O processo de extradição de Julian Assange é ‘uma charada’

Greg Wilpert    09.Nov.19

Em entrevista a The Real News Network, John Pilger comenta a forma como vem sendo conduzido no Reino Unido o processo de extradição para os EUA de Julian Assange, e a forma vergonhosa como grandes media – que se aproveitaram de forma muito lucrativa do seu trabalho jornalístico – agora ignoram este processo inteiramente arbitrário e o atacam.

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The Caliph, um filme da CIA entre ficção e realidade

Manlio Dinucci    08.Nov.19

Trump, tal como Obama e Hillary Clinton antes dele, assiste no Situation Room da Casa Branca à eliminação de ex-aliados tornados incómodos. Foi assim com Bin Laden como agora com al Baghdadi. O acontecimento pouco difere da programação habitual de um canal de entretenimento EUA, com os seus heróis e os seus vilões. Neste caso, os principais vilões são os que estão na assistência.

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O Nobel e o fel

Jorge Seabra    06.Nov.19

A atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Peter Handke fez reactivar o rancor dos que lhe dedicam um ódio especial. De todos os que deram cobertura à agressão imperialista contra a Iugoslávia, de todos os que fizeram suas as falsidades com que essa sucessão de crimes foi justificada. Um grande escritor que é também um homem corajoso e vertical.

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Chile: 13ª jornada de levantamento popular: Piñera range

Andrés Figueroa Cornejo    05.Nov.19

O levantamento em massa do povo chileno deve ser acompanhado com todo o interesse e toda a solidariedade. Enfrenta um poder cujas forças repressivas são em muitos casos oriundas do Chile de Pinochet, e cuja violência causou já dezenas de mortos e centenas de feridos. As manobras dilatórias de Sebastián Piñera não só não obtiveram qualquer resultado como acrescentaram uma nova palavra de ordem: “Fora com Piñera!”

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O despertar dos povos

José Goulão    04.Nov.19

«Multiplicam-se os focos de contestação popular em zonas diversificadas do mundo. Mas será um erro avaliá-los segundo uma bitola única, além de ser profundamente desaconselhável deixar-nos conduzir pelos conteúdos e sistematizações que brotam da comunicação social dominante.»

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Agonia e morte do neoliberalismo na América Latina

Atílio A. Boron    02.Nov.19

As extraordinárias movimentações de massas verificadas no Equador e agora no Chile inserem-se numa generalizada rejeição popular pela barbárie neoliberal, expressão extrema da barbárie capitalista. Barbárie que impregna todas as dimensões da vida social, económica e política de forma de tal modo intolerável que povos inteiros se levantam contra ela. Como este texto acertadamente conclui, o colapso de neoliberalismo não significará o fim do capitalismo. Mas o heroico levantamento popular chileno, no país-modelo da “Escola de Chicago”, mostra como a História está muito longe de ter chegado ao fim.

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