Autor: “ Carlos Lopes Pereira ”

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Levantamento popular e ingerência no Sudão*

Carlos Lopes Pereira    06.May.19    Colaboradores

O levantamento popular no Sudão forçou este mês o afastamento e a prisão do presidente Omar al-Bashir. Mas tratou-se de um golpe palaciano levado a cabo por oficiais comprometidos com o regime, que procuraram através de um Conselho Militar de Transição (CMT) preservar com outros rostos o poder ditatorial. A situação é tensa, com a recusa do CMT em entregar ou sequer partilhar o poder com os civis e com as massas populares a exigir o avanço de transformações democráticas. E é tanto mais grave quanto se sabe que os Estados Unidos e os seus aliados na região estão a apoiar os generais da junta militar, com as já habituais manobras de pressão e ingerência.

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Argélia enfrenta grandes desafios

Os protestos das últimas semanas na Argélia justificam ser acompanhados com atenção. Dirigentes da FLN identificam neles uma manipulação oriunda do exterior do país. Mas não podem realizar-se movimentações de massas sem razões concretas e até legítimas. Se o balanço das “primaveras árabes” é o que se sabe, isso não resulta tanto dos objectivos que declaravam mas da incapacidade de organizar a sua defesa e concretização. Resta saber se forças como a FLN, que dirigiu a luta pela independência, têm condições para assumir essa responsabilidade.

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Congo: eleições e mais ingerências*

Os EUA e a UE veem África com os olhos do colonialismo. As declarações da Comissária Federica Mogherini são um grosseiro exemplo de menosprezo e de tentativa de ingerência nas próximas eleições no Congo. Enquanto não derrotarem o colonialismo na sua forma actual, não haverá futuro para os povos africanos.

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Mali: eleições num país ocupado*

Carlos Lopes Pereira    25.Ago.18    Colaboradores

Um contingente militar estónio veio juntar-se às outras tropas estrangeiras que na realidade ocupam militarmente o Mali. Tropas da antiga potência colonial, a França, tropas de missão da ONU oriundas de vários países, tropas de outros países africanos financiadas e armadas pelos EUA, UE e respectivos aliados como a Arábia Saudita. Esta enorme presença militar não impede que a segurança interior do país se agrave, o que não surpreende, uma vez que desse modo se justifica a manutenção e o incremento da ocupação estrangeira.

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Como o FBI e a CIA vigiaram Mandela*

Carlos Lopes Pereira    09.Ago.18    Colaboradores

Documentos finalmente – e dificilmente – tornados públicos mostram que o FBI «investigou agressivamente o movimento anti-apartheid sul-africano» como uma conspiração comunista «ameaçando a segurança norte-americana». A CIA deu informações ao regime do apartheid que ajudaram à prisão de Mandela e, juntamente com o FBI, continuou a vigiá-lo mesmo depois da sua libertação.

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Forças especiais dos EUA em África*

Carlos Lopes Pereira    01.Ago.18    Colaboradores

A presença militar dos EUA em África, com bases operacionais de grande dimensão e efectivos de forças de elite, não visa simplesmente o “treino e enquadramento” de forças militares locais. É, cada vez mais, de intervenção directa em acções de combate, como tropa de ocupação que é.

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África comemora 100 anos de Mandela*

Em 2018, o Dia Internacional de Mandela assinala os 100 anos do seu nascimento, um momento para «reflectir sobre a sua vida e o seu legado e para responder ao seu apelo de fazer do mundo um lugar melhor», diz a UA. E a organização pan-africana aponta perspectivas mínimas: a luta contra a corrupção e uma zona africana de livre comércio.

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