Autor: “Claudio Katz*”

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A Nicarágua dói

Claudio Katz*    31.Jul.18    Outros autores

Os acontecimentos na Nicarágua têm suscitado posições contraditórias entre personalidades firmemente solidárias com o sandinismo. Ainda que a informação que chega seja, como seria de esperar, controversa, os protestos populares, ao contrário do que se tem passado na Venezuela, incluem reivindicações justas. A repressão desencadeada pelo governo tem assumido uma violência desproporcionada. O facto de Washington ter gente sua no terreno - ao lado da reacção nicaraguense, com destaque para a Igreja católica - e estar à espreita da oportunidade para instalar um governo mais servil não pode justificar esta actuação. A violência contra o povo facilita objectivamente a acção do imperialismo.

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Em queda a pique até ao fundo

Claudio Katz*    26.Jun.18    Outros autores

Na Argentina começa a revelar-se em toda a sua dimensão o acordo com o FMI. Em vez das patacoadas que o governo Macri e a sua imprensa tentaram vender sobre «o novo perfil benigno do Fundo», é a brutalidade do empobrecimento, da recessão, da dependência. Mas a própria barbaridade de tal acordo cria novas dificuldades no campo governamental, e a resposta de massas tem sido notável.

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Eles ou nós

Claudio Katz*    17.May.18    Outros autores

Era previsível que o modelo económico de Macri afundasse a Argentina numa grave crise. Os recentes acontecimentos, entretanto, mostram que essa crise está a chegar mais cedo do que o previsto. O governo Macri pretende regressar ao FMI, ou seja, pretende radicalizar brutalmente a destruição das conquistas populares dos últimos anos, privilegiar ainda mais o grande capital e os terratentes, submeter o povo à pobreza e o país à dependência e ao endividamento externo. Só uma grande mobilização popular o poderá deter. “Ou eles, ou nós.”

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A esquerda perante a Venezuela

Claudio Katz*    16.Jun.17    Outros autores

A ofensiva contra a Venezuela bolivariana jogou uma cartada “de esquerda”, que teve a adesão de gente respeitável, e de outros que não merecem respeito. Este notável texto desmonta em profundidade o sentido de tais posições no quadro do golpe reaccionário em curso. «Se os principais inimigos são a direita e o imperialismo, vergá-los é sempre uma prioridade. Este princípio elementar deve ser reafirmado nos momentos críticos, quando o óbvio se torna difuso. Quaisquer que fossem as críticas a Salvador Allende a batalha central era contra Pinochet. E a mesma conduta devia adoptar-se frente aos gorilas argentinos de 1955 ou os sabotadores de Arbenz, Torrijos e os diferentes governos anti-imperialistas da região. Esta postura implica que, hoje, na Venezuela, se defina uma posição comum contra a escalada da direita.
Nos cenários de golpe também é indispensável distinguir os responsáveis pela crise. Não é o mesmo ser o causador de um desastre ou ser impotente para o resolver.»

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A relevância contemporânea de Marx

Claudio Katz*    13.Jun.17    Outros autores

Este texto que o diário.info hoje publica exige a mais ampla divulgação. Texto profundamente pedagógico, é em si uma notável expressão do valor e da actualidade do marxismo. Marx e Engels identificaram os aspectos essenciais do capitalismo do seu tempo e, ao mesmo tempo, construíram o método de análise que permite compreender as suas tendências de evolução – que em muitos aspectos anteciparam -, os seus limites, as suas cíclicas e inevitáveis crises. «A grande crise que rebentou em 2008 recolocou O Capital num lugar preponderante da literatura económica.»

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A atribulada estreia de Trump

Claudio Katz*    13.Mar.17    Outros autores

Claudio KatzTrump abre uma viragem de alcance global. O epicentro da crise situa-se, pela primeira vez, na principal potência do planeta. Da mesma forma que ninguém imaginou a derrota da União Soviética ou a conversão da China em potência económica, também não houve previsão da monumental mutação em curso.

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Verdades e mentiras sobre a Cimeira das Américas **

Claudio Katz*    23.Abr.15    Outros autores

Claudio KatzO ponto crítico da América Latina, actualmente, não se situa na resistência aos Estados Unidos. O maior problema radica na estabilização de modelos capitalistas adversos às aspirações das maiorias populares. A significativa soberania política alcançada pela América Latina nos últimos anos não é sustentável com orientações económicas regressivas. Só um caminho de ruptura total com o neoliberalismo, o protagonismo popular, a radicalização política e o confronto com a classe capitalista pode pavimentar o caminho até à Segunda Independência.

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