Autor: “Eugénio Rosa”

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Patronato, governo e UGT aprovam um acordo para “reduzir a precariedade”. Mas o acordo não irá reduzi-la, e provavelmente vai aumentá-la.

Eugénio Rosa    16.Jun.18    Outros autores

A UGT, as confederações patronais e o governo assinaram na concertação social um acordo que, entre vários objectivos, inclui o de “combater a precariedade laboral”, a que pomposamente chamaram “Combater a precariedade e reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. O PSD e o CDS manifestaram logo a sua disponibilidade para aprovar na Assembleia da Republica esse acordo, ao qual a CGTP se opôs. A precariedade em Portugal é muito superior à média europeia. E o que este acordo vai fazer é mantê-la ou aumentá-la.

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As contas da CGD mostram uma recuperação reduzida e mais aparente do que real

Eugénio Rosa    13.Jun.18    Outros autores

A CGD é ainda a maior instituição financeira a operar em Portugal, essencial para o desenvolvimento do país, é a única que ainda é pública, em que o único accionista é o Estado, e cujas sucessivas recapitalizações, muitas delas para cobrir enormes prejuízos resultantes de actos de má gestão têm sido feitas com receitas de impostos pagos por todos os portugueses. É portanto de toda a justiça e necessário que a CGD preste contas não só ao accionista Estado, mas também aos portugueses, porque são estes que pagam os actos de má gestão. A actual gestão, desde o despedimento de trabalhadores ao encerramento de agências, da cedência a exigências da UE à redução efectiva do negócio bancário, mantém a CGD numa via que prejudica as suas responsabilidades de banco público.

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País, Administração Pública, Empresas e Particulares continuam enormemente endividados

Eugénio Rosa    28.Abr.18    Outros autores

O governo PS tem procurado fazer passar a ideia de que a redução da divida pública é uma tarefa fácil e que, em poucos anos, vai conseguir o “milagre” de a diminuir significativamente. Mas só entre 2007 e 2015, os apoios do Estado à banca agravaram a divida pública em 20,6 mil milhões €, e após aquele ano esses apoios não terminaram. No Orçamento de Estado para 2018 estão previstos mais 792 milhões € para o Fundo de Resolução, dos quais 450 milhões € para o Novo Banco que continua a acumular prejuízos enormes. Tudo isto é pago pelos contribuintes. Não há dinheiro para a edução e para o Serviço Nacional de Saúde, para o investimento público e para pagar pensões dignas. Não há dinheiro para eliminar o factor de sustentabilidade e para actualizar os salários dos trabalhadores da Função Pública congelados desde 2009. Mas há sempre dinheiro fácil para a banca para “tapar” actos de má gestão de que não se pedem responsabilidades.

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Programa Estabilidade 2018-2022 do governo PS: diminuição do défice à custa das despesas com pessoal, das prestações sociais e de uma taxa de investimento público inferior à média da União Europeia

Eugénio Rosa    19.Abr.18    Outros autores

Em 5 anos o governo PS pretende cortar 12.050,9 milhões € em rúbricas que são fundamentais para prestação de serviços públicos de qualidade, para o aumento digno das pensões de reforma e aposentação e para o combate à pobreza no país. Mas há 792 milhões € para financiar o Fundo de Resolução para apoiar a banca, mais do dobro do previsto em 2018 destinado às progressões nas careiras da Função Pública. Esta é a verdade que as palavras de Mário Centeno procuram esconder. Uma política de cortes nas despesas dos serviços públicos e nas despesas com prestações sociais atingirá principalmente os portugueses de baixos rendimentos, agravando as suas condições de vida e as graves desigualdades já existentes no país. Fica assim clara a razão por que Centeno pretende manter congelados os salários da Função Pública e Vieira da Silva se recusa a eliminar o factor de sustentabilidade.

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O investimento total em Portugal continua a ser insuficiente. Mas mesmo assim, até Dezembro de 2017 ficaram por utilizar 8.173 milhões € de fundos comunitários

Eugénio Rosa    15.Abr.18    Outros autores

Em 2001, antes da entrada de Portugal para a Zona Euro, o investimento Total no país foi superior ao “Consumo de Capital Fixo” em 16.056 milhões €. Em 2011 o saldo positivo já se reduzira para 1.023 milhões €. A partir de 2012, com a entrada em funções do governo do PSD/CDS e com a “troika”, os saldos passaram a ser negativos, pois o investimento total no país (publico + privado) começou a ser insuficiente até para compensar o desgaste verificado nos equipamentos pelo seu uso, ou seja, o “Consumo de Capital Fixo”. E já com o actual governo a situação não se inverteu, uma vez que em 2016 o “Consumo de capital fixo” foi superior ao investimento em 3.047 milhões € e em 2017 em 887 milhões €.

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Como são calculados os números do desemprego em Portugal e o que eles dizem

Eugénio Rosa    06.Abr.18    Outros autores

Todos os meses os órgãos de comunicação social divulgam dados sobre o desemprego no nosso país, não explicando os conceitos utilizados, e muitas vezes confundindo dados com origens diferentes e abrangendo universos também diferentes. Desempregados desaparecem sem explicação dos ficheiros dos Centros de Emprego, e a taxa de desemprego desce apesar do emprego diminuir. Por tudo isto, é importante uma reflexão sobre os números do desemprego em Portugal até para ficar claro o que eles de facto traduzem, e que credibilidade devem merecer, e se o desemprego tem efectivamente diminuído.

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Disparou o número de contratos a prazo, agravando a instabilidade laboral e aumentando a exploração

Eugénio Rosa    26.Mar.18    Outros autores

O aumento do emprego no nosso país está associado ao aumento de trabalhadores com contratos a prazo, o que agrava a instabilidade laboral e constitui um instrumento do patronato para reduzir os salários e aumentar a exploração dos trabalhadores. O contrato a prazo é um dos factores que leva a que, segundo o INE, 10,9% dos trabalhadores com emprego vivam abaixo do limiar da pobreza. E o governo, nas suas cosméticas propostas sobre os contratos a prazo, reconhece a instabilidade mas omite os salários de miséria.

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