Autor: “Eugénio Rosa”

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O “Coronavírus”, o estado de Emergência, a previsível recessão económica, e a insuficiência das medidas anunciadas pelo Governo e pela Comissão Europeia

Eugénio Rosa    24.Mar.20    Outros autores

O “estado de emergência” está já a causar efeitos graves no funcionamento da economia - até porque muitas empresas foram obrigadas a fechar - acrescido do medo e pânico que se instalou nas pessoas com o contributo dos media, é importante alertar os portugueses para os riscos elevados que enfrentamos, assim como para a insuficiência das medidas que o governo tomou e também a União Europeia. É necessário não esquecer a economia, tendo em consideração a escassez de recursos e a fragilidade e extrema dependência da economia portuguesa em relação aos mercados externos agora também em crise.

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A situação da economia portuguesa e a sua capacidade para suportar as consequências da crise causada pelo Covid-19

Eugénio Rosa    18.Mar.20    Outros autores

As repercussões económicas da pandemia Covid-19 apenas começam a manifestar-se. As debilidades da economia portuguesa resultantes de décadas de políticas de direita - agravadas desde 2012 - virão todas ao de cima: o desinvestimento nas Administrações Públicas, que teve em Costa/Centeno os campeões entre 2012 e 2018; a Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) inferior ao Consumo de Capital Fixo (desinvestimento); a redução do stock líquido de Capital Fixo por trabalhador; o aumento significativo da dependência da economia portuguesa em relação ao exterior, que a deixa fortemente vulnerável ao que acontece nos outros países; o aumento da divida do Estado (Administração Central) apesar da enorme destruição imposta às Administrações Públicas, com as taxas da divida publica, mesmo da portuguesa, a começarem já subir.

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Custos da privatização da GALP: combustíveis dos mais caros da UE, lucros excessivos das petrolíferas, chorudos dividendos aos accionistas privados

Eugénio Rosa    10.Mar.20    Outros autores

Quando se critica os preços e os lucros excessivos das petrolíferas e das distribuidoras de combustíveis em Portugal ouve-se muitas vezes dizer (é uma autêntica cassete), que a culpa não é delas mas sim dos elevados impostos cobrados pelo Estado. Dados oficiais comprovam que isso é falso. Os portugueses, cujas remunerações são metade da média da UE e menos de metade da zona euro, pagam combustíveis a preço muito superior à média UE, pagam as centenas de milhões de lucro das petrolíferas e os chorudos dividendos dos accionistas privados.

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A dimensão da sobre-exploração das mulheres em Portugal em resultado da desigualdade salarial

Eugénio Rosa    03.Mar.20    Outros autores

Quando se aproxima o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, é importante destacar o seu lugar no mundo do trabalho e a exploração acrescida a que as mulheres estão sujeitas. Em vez do princípio de “a trabalho igual, salário igual” o que se verifica é que a diferença de remunerações entre homens e mulheres atingia em 2018 -36,8% em relação aos quadros superiores, e -3,2% a nível de “estagiários, praticantes e aprendizes”. O género é utilizado pelas entidades patronais para agravar a exploração, perante a passividade do Ministério do Trabalho e da Autoridade para as Condições de Trabalho

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Os lucros da CGD segundo Paulo Macedo, e a realidade

Eugénio Rosa    14.Feb.20    Outros autores

Recentemente os media fizeram grandes “caixas” com os lucros da CGD em 2019 que teriam atingido, segundo a administração de Paulo Macedo, 775,9 milhões €. Limitaram-se a divulgar o que administração disse “esquecendo-se” de inquirir/investigar como esses lucros foram obtidos. Criaram a ideia de que recuperação da CGD era uma realidade. Os dados mostram outra coisa, incluindo que os lucros foram conseguidos fundamentalmente à custa dos depositantes.

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Com este Orçamento vão manter-se o subfinanciamento do SNS e a sua enorme dívida, e as dificuldades dos portugueses no acesso à saúde

Eugénio Rosa    29.Ene.20    Outros autores

Contrariamente ao que afirmou o governo (1º ministro e ministra da Saúde) o subfinanciamento crónico do SNS pelo OE vai continuar em 2020 assim como vai continuar a enorme divida do SNS a fornecedores privados. Vai manter-se a política de destruição do SNS em benefício dos lucros do negócio privado da saúde.

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Uma coisa são as declarações de Costa sobre a importância do investimento na Educação, outra é o que o Orçamento de Estado contempla mais uma vez

Eugénio Rosa    21.Ene.20    Outros autores

Apesar da despesa com a Educação em percentagem da despesa total do Estado ser inferior em Portugal tanto à média dos países da OCDE como aos países da União Europeia, mesmo assim não se tem verificado uma inversão real e continuada de tal situação (em 2020 é inferior à de 2004, 2017,2018 e 2019). A pequena recuperação verificada em 2018 e 2019, regista em 2020 uma nova diminuição. Apesar das declarações do 1º ministro sobre a importância do investimento na educação e da acusação que fez da insuficiência desse investimento no passado ser a causa do défice estrutural do atraso do país, os dados oficiais mostram que Costa não tem uma grande “paixão” pela educação. A paixão pelas “contas certas” à maneira do “antigamente” e para brilhar em Bruxelas tem sido mais forte.

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