Autor: “Eugénio Rosa”

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A crise da Administração Pública

Eugénio Rosa    06.Abr.21    Outros autores

A crise da Administração Pública era já profunda e conhecida antes da pandemia fundamentalmente devido à insuficiência de investimento público e de profissionais com as competências necessárias para responder às necessidades do país e dos portugueses, o que era ainda agravado por um conjunto de normas paralisantes e obsoletas que impediam uma gestão eficiente, eficaz e responsabilizante dos reduzidos recursos atribuídos.

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A repartição da riqueza criada no país (PIB) entre o trabalho e o capital é muito desigual e agravou-se entre 2008 e 2019

Eugénio Rosa    31.Mar.21    Outros autores

A grave crise económica e social causada pela pandemia está a agravar ainda mais as desigualdades, que já eram enormes no nosso país antes do COVID. A riqueza criada no país diminuiu, o desemprego continua a aumentar de uma forma rápida, a procura de ajuda alimentar disparou, o ritmo de vacinação continua frouxo e aos ziguezagues, e ainda não terminou esta vaga e já meios de comunicação social alarmistas anunciam uma outra vaga ou outra variante do vírus. A insegurança que se está a criar nos portugueses é muito grande. Assim, a economia não conseguirá funcionar e muito menos recuperar e o descalabro económico e social será maior.

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Esperança de vida e anos de vida com saúde diminuem em Portugal devido ao desinvestimento e à falta de meios no SNS

Eugénio Rosa    16.Mar.21    Outros autores

A pandemia tornou visível a situação grave em que se encontrava o SNS em consequência do subfinanciamento crónico, da falta de profissionais de saúde devido à ausência de carreiras, de remunerações e condições de trabalho dignas, promovendo a promiscuidade público-privada, a baixa produtividade no SNS, e a deficiente cobertura da população de cuidados de saúde. Tudo isto se agravou com a pandemia. Tudo isto serve para promover o negócio de saúde privado que explodiu em Portugal, com o aparecimento de grandes grupos de saúde (LUZ, CUF, LUSÍADAS, TROFA, HPA, etc.). A degradação em que o SNS se encontrava tornou o colapso mais rápido e os seus efeitos mais graves e obrigou a sucessivos confinamentos que destruíram a economia, causaram o aumento explosivo da dívida pública e da pobreza.

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher: a situação da mulher trabalhadora em Portugal

Eugénio Rosa    08.Mar.21    Outros autores

A importância da Mulher no emprego e, consequentemente, na criação de riqueza tem aumentado de forma contínua. Hoje representa praticamente metade da população empregada. Se analisarmos o emprego por níveis de escolaridade dos trabalhadores conclui-se que à medida que o nível aumenta maior é a participação da Mulher a nível de emprego. Estudos da OCDE mostram que quanto maior é a escolaridade do trabalhador, maior é o seu rendimento, o que está associado a maior produtividade. Mas apesar da importante contribuição das Mulheres para a criação anual da riqueza produzida no país continuam a ser discriminadas nas remunerações que lhes são pagas, pois continuam a receber muito menos do que os Homens com o mesmo nível de escolaridade e de qualificação.

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Desemprego: os dados do INE contradizem os do IEFP, e ambos excluem parte da realidade

Eugénio Rosa    02.Mar.21    Outros autores

Há trimestres em que o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego é superior ao número de desempregados que existem no país, segundo o INE. E mais estranho ainda é verificar-se uma redução do número de desempregados divulgado pelo INE quando nos Centros de Emprego a tendência é de aumento. A pergunta que se coloca é esta: Como é que o INE consegue o “milagre” de reduzir o desemprego oficial quando o número de inscritos nos Centros de Emprego, que não correspondem à totalidade dos desempregados existentes no país pois muitos não se inscrevem, aumenta? E a resposta é que exclui muitos desempregados dos números oficiais de desemprego que divulga. E esta situação torna-se ainda mais dramática porque o número de desempregados a receber o subsídio de desemprego é muito inferior não só ao desemprego real (544.800) como também aos desempregados inscritos nos próprios Centros de Emprego.

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Sem investimento não é possível criar emprego qualificado nem desenvolver a economia

Eugénio Rosa    17.Feb.21    Outros autores

Sem investimento produtivo o desenvolvimento do país só pode basear-se em sectores de baixa intensidade tecnológica, com baixos salários e baixa produtividade, de que é exemplo o turismo. A economia portuguesa será assim sempre frágil, dependente e vulnerável ao exterior, como aconteceu na crise de 2008 e na actual, em que novamente se vai regredir vários anos. É o resultado de um país e de um governo que investem menos do que aquilo que é destruído pelo uso e pela obsolescência, e em que o stock de capital por trabalhador é dos mais baixos da UE. E a mítica “bazuca” (um embuste propagandístico) deve ser vista à luz desta realidade: o governo fica sistematicamente muito longe das metas na execução dos programas financiados por fundos comunitários.

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Mesmo com a pandemia, o governo continuou a desinvestir no SNS

Eugénio Rosa    12.Feb.21    Outros autores

São dados do próprio Ministério das Finanças que o confirmam: entre a saúde e o défice, o Governo opta pelo défice. Os números, ainda por cima com o país a contas com a pandemia, são elucidativos. Diminui o número de médicos. Reduzem-se em perto de 233 milhões as transferências previstas no Orçamento Suplementar, e em 25,2 milhões os fundos que têm como origem receitas de capital. Há quebras muito volumosas na assistência médica à população. O servil e obediente alinhamento com os incompetentes burocratas de Bruxelas dá nisto.

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