Autor: “Eugénio Rosa”

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As mentiras do “Expresso”, desta vez sobre a ADSE

Eugénio Rosa    28.Sep.18    Outros autores

No “EXPRESSO” desta semana (22/9/2018), pode ler-se em titulo de 1ª página que “Hospitais privados recusam-se a operar doentes da ADSE”. E depois, no interior, escreve que “está suspenso o acesso facilitado aos hospitais privados por parte de 1,2 milhões de beneficiários da ADSE”, acrescentando que “a reviravolta nas convenções com a ADSE é a resposta da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada às recentes alterações unilaterais ao acordo.” No conjunto, o essencial da notícia são falsidades deliberadas.

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Portugal no caminho da estagnação

Eugénio Rosa    19.Sep.18    Outros autores

O panorama é mau: o emprego aumenta mas a produtividade por empregado diminui; o investimento (FBCF) é inferior ao consumo de capital fixo e parte do pouco investimento público previsto não é executado para melhor “cumprir as metas do défice” com que Centeno brilha em Bruxelas à custa do atraso do país; accionistas predadores sacam os lucros e transferem-nos para o estrangeiro sem pagar impostos sobre dividendos; e a desigualdade na repartição do rendimento agrava-se.

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A proposta do Governo para “alterar” a reforma e a aposentação antecipadas

Eugénio Rosa    30.Ago.18    Outros autores

A proposta do Governo visa apenas iludir. A única coisa que quer mudar é apenas aumentar a idade em que o trabalhador tem de se ter inscrito na Segurança Social ou na CGA. Tudo o resto relativo à reforma e à aposentação antecipadas mantém-se inalterável. É clara a violação do compromisso assumido pelo actual governo de eliminar a dupla penalização que sofrem os trabalhadores quando pedem a reforma ou a aposentação antecipadas, impostas pelo governo PSD/CDS, com que tinha prometido acabar.

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Ninguém tem a coragem de enfrentar a promiscuidade público-privado, o pior problema do SNS

Eugénio Rosa    16.Jul.18    Outros autores

A Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde, nomeada pelo governo, apresentou recentemente uma proposta de nova lei de bases da saúde. Vários partidos já apresentaram também na AR propostas que, segundo os seus promotores, visam melhorar e mesmo resolver os problemas que enfrenta actualmente o SNS.

O SNS é, sem qualquer dúvida, uma das mais importantes conquistas da Revolução de Abril. Defendê-lo e consolidá-lo é um dever de todos os portugueses. No entanto, quem leia com atenção as propostas apresentadas conclui rapidamente que o problema mais grave que enfrenta actualmente o SNS, que põe em causa a sua sustentabilidade e existência - a promiscuidade público-privada - é ignorada ou então é encarada de uma forma envergonhada ou indirecta.

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Em Portugal a sobreexploração dos trabalhadores aumentou em 2018

Eugénio Rosa    21.Jun.18    Outros autores

Enquanto a UGT, patrões e governo se uniram na concertação social para impedir qualquer alteração importante do Código de Trabalho que defendesse os trabalhadores, a evolução do custo hora da mão-de-obra nos países da União Europeia entre 2017 e 2018, divulgado pelo Eurostat, chama a atenção para uma realidade grave que é sistematicamente omitida pelo governo e pelas associações patronais. Portugal foi o único país da União Europeia onde o custo hora da mão obra diminuiu no 1º Trimestre de 2018 (-1,5%) quando comparado com o custo hora do 1º Trimestre de 2017. Esta redução do custo trabalho/hora foi conseguida à custa do aumento da exploração dos trabalhadores, pagando salários de miséria. Apesar disso, os patrões, a UGT e o governo, assinaram na concertação social um acordo que visa aumentar a exploração e a precariedade.

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Patronato, governo e UGT aprovam um acordo para “reduzir a precariedade”. Mas o acordo não irá reduzi-la, e provavelmente vai aumentá-la.

Eugénio Rosa    16.Jun.18    Outros autores

A UGT, as confederações patronais e o governo assinaram na concertação social um acordo que, entre vários objectivos, inclui o de “combater a precariedade laboral”, a que pomposamente chamaram “Combater a precariedade e reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. O PSD e o CDS manifestaram logo a sua disponibilidade para aprovar na Assembleia da Republica esse acordo, ao qual a CGTP se opôs. A precariedade em Portugal é muito superior à média europeia. E o que este acordo vai fazer é mantê-la ou aumentá-la.

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As contas da CGD mostram uma recuperação reduzida e mais aparente do que real

Eugénio Rosa    13.Jun.18    Outros autores

A CGD é ainda a maior instituição financeira a operar em Portugal, essencial para o desenvolvimento do país, é a única que ainda é pública, em que o único accionista é o Estado, e cujas sucessivas recapitalizações, muitas delas para cobrir enormes prejuízos resultantes de actos de má gestão têm sido feitas com receitas de impostos pagos por todos os portugueses. É portanto de toda a justiça e necessário que a CGD preste contas não só ao accionista Estado, mas também aos portugueses, porque são estes que pagam os actos de má gestão. A actual gestão, desde o despedimento de trabalhadores ao encerramento de agências, da cedência a exigências da UE à redução efectiva do negócio bancário, mantém a CGD numa via que prejudica as suas responsabilidades de banco público.

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