Autor: “Eugénio Rosa”

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Retrato de um país a caminho do abismo: baixos salários, riqueza criada insuficiente e a cair, um Estado cada vez mais endividado

Eugénio Rosa    12.Ene.21    Outros autores

Para se poder compreender os efeitos da crise actual quer a nível social (rendimentos dos trabalhadores) quer a nível económico (criação de riqueza) é importante ter um quadro claro da situação em que se encontrava o país antes da pandemia, até para se poder conhecer para onde estamos a caminhar nestas duas áreas vitais para a vida dos portugueses. Este estudo é apenas um alerta de um outro lado da crise para reflexão.

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Fecho da refinaria Galp em Matosinhos: elevados dividendos para os accionistas, destruição de emprego e capacidade produtiva

Eugénio Rosa    06.Ene.21    Outros autores

As empresas do sector da energia e em especial a GALP, assim como os respectivos accionistas têm gozado de um verdadeiro regime de exceção e de apoio do Estado. Aumentam os preços quando querem e como querem, obtendo elevados lucros, e nem o governo nem os reguladores fazem alguma coisa para defender os consumidores, que são na sua esmagadora maioria trabalhadores. O Estado concede-lhes benefícios fiscais que se traduzem em centenas de milhões € de receitas fiscais perdidas que, depois, são compensados com enormes aumentos de impostos pagos pelos trabalhadores, pensionistas, e outros portugueses. A juntar a tudo isto, quando a GALP, para manter os elevados lucros que tem, anuncia que vai encerrar a refinaria em Matosinhos e lançar no desemprego mais de 400 trabalhadores directos e pôr em perigo o posto de trabalho de mais de 1100 trabalhadores indirectos, vem logo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, dar cobertura a essa decisão.

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Aumento exponencial da dívida pública, com enorme risco de consequências sociais e económicas dramáticas

Eugénio Rosa    21.Dic.20    Outros autores

Uma enorme dívida pública é um problema que não pode ser ignorado. Consome, quer com o pagamento de juros quer com a amortização do capital, enormes recursos do Estado. Agrava a dependência do país em relação aos credores (os chamados mercados financeiros que são grandes grupos económicos estrangeiros) e à política de juros do BCE, um centro de decisão que o país não controla. E tanto a divida publica (capital) como os juros terão de ser pagos com receitas de impostos, ou seja, pelos portugueses, o que aumentará a carga fiscal.

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Baixos salários associados a enormes desigualdades salariais tornam ainda mais graves as consequências da crise económica e social

Eugénio Rosa    07.Dic.20    Outros autores

O valor divulgado pelo INE como correspondente à remuneração mensal média em Portugal (1019€) não corresponde à verdade. No 3º Trim. de 2020, 52,5% dos trabalhadores portugueses (2.102.100) levavam para casa menos de 900€ por mês e apenas 1,9% (76.000) tinham mais de 2500€/mês. Baixos salários e desigualdades é a norma no Portugal de hoje, o que torna as consequências da crise actual ainda mais graves.

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É urgente reforçar o orçamento do SNS

Eugénio Rosa    25.Nov.20    Outros autores

O subfinanciamento crónico está a destruir o SNS e a incapacitá-lo de responder às necessidades do país. Os próprios dados oficiais provam que, mesmo em plena grave crise de saúde pública, existe uma clara insuficiência de meios (em 2021, as transferências do OE são inferiores à despesa em 1.089 milhões €). Para colmatar a enorme divida acumulada o governo faz de tempos a tempos transferências extraordinárias ou permite a utilização dos capitais próprios para outros fins: mas desta forma o SNS é estrangulado no seu funcionamento diário, impedindo qualquer gestão racional, eficiente e responsável.

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Enquanto o apoio aos desempregados diminui e a pobreza e miséria alastram no país, as medidas tomadas pelo Governo devido à 2ª vaga do “Covid” causarão maior afundamento da economia e mais desemprego

Eugénio Rosa    11.Nov.20    Outros autores

O desemprego é a causa mais importante da pobreza no nosso país. Mesmo antes da pandemia, 47,5% dos desempregados estavam no limiar da pobreza. A maioria dos desempregados não recebe o subsídio de desemprego porque a lei os exclui. Os dados do INE iludem a opinião pública sobre a verdadeira dimensão do desemprego, e da miséria e pobreza que ele causa. Esconder a dimensão do problema é uma das formas de evitar tomar as medidas urgentes que ele implica.

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O governo descapitaliza a Segurança Social, não cumprindo as suas próprias leis

Eugénio Rosa    15.Oct.20    Outros autores

O governo publicou após o início da pandemia leis concedendo apoios às empresas e aos trabalhadores. Esses apoios recaiam na sua maioria sobre a Segurança Social, sendo apenas uma parte financiada pelo Orçamento do Estado. Mesmo assim, nem as suas próprias leis o governo cumpre, descapitalizando brutalmente a Segurança Social, que passou a um saldo negativo de quase 90 milhões. E a Segurança Social é o único recurso de reformados e desempregados.

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