Autor: “Eugénio Rosa”

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País, Administração Pública, Empresas e Particulares continuam enormemente endividados

Eugénio Rosa    28.Abr.18    Outros autores

O governo PS tem procurado fazer passar a ideia de que a redução da divida pública é uma tarefa fácil e que, em poucos anos, vai conseguir o “milagre” de a diminuir significativamente. Mas só entre 2007 e 2015, os apoios do Estado à banca agravaram a divida pública em 20,6 mil milhões €, e após aquele ano esses apoios não terminaram. No Orçamento de Estado para 2018 estão previstos mais 792 milhões € para o Fundo de Resolução, dos quais 450 milhões € para o Novo Banco que continua a acumular prejuízos enormes. Tudo isto é pago pelos contribuintes. Não há dinheiro para a edução e para o Serviço Nacional de Saúde, para o investimento público e para pagar pensões dignas. Não há dinheiro para eliminar o factor de sustentabilidade e para actualizar os salários dos trabalhadores da Função Pública congelados desde 2009. Mas há sempre dinheiro fácil para a banca para “tapar” actos de má gestão de que não se pedem responsabilidades.

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Programa Estabilidade 2018-2022 do governo PS: diminuição do défice à custa das despesas com pessoal, das prestações sociais e de uma taxa de investimento público inferior à média da União Europeia

Eugénio Rosa    19.Abr.18    Outros autores

Em 5 anos o governo PS pretende cortar 12.050,9 milhões € em rúbricas que são fundamentais para prestação de serviços públicos de qualidade, para o aumento digno das pensões de reforma e aposentação e para o combate à pobreza no país. Mas há 792 milhões € para financiar o Fundo de Resolução para apoiar a banca, mais do dobro do previsto em 2018 destinado às progressões nas careiras da Função Pública. Esta é a verdade que as palavras de Mário Centeno procuram esconder. Uma política de cortes nas despesas dos serviços públicos e nas despesas com prestações sociais atingirá principalmente os portugueses de baixos rendimentos, agravando as suas condições de vida e as graves desigualdades já existentes no país. Fica assim clara a razão por que Centeno pretende manter congelados os salários da Função Pública e Vieira da Silva se recusa a eliminar o factor de sustentabilidade.

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O investimento total em Portugal continua a ser insuficiente. Mas mesmo assim, até Dezembro de 2017 ficaram por utilizar 8.173 milhões € de fundos comunitários

Eugénio Rosa    15.Abr.18    Outros autores

Em 2001, antes da entrada de Portugal para a Zona Euro, o investimento Total no país foi superior ao “Consumo de Capital Fixo” em 16.056 milhões €. Em 2011 o saldo positivo já se reduzira para 1.023 milhões €. A partir de 2012, com a entrada em funções do governo do PSD/CDS e com a “troika”, os saldos passaram a ser negativos, pois o investimento total no país (publico + privado) começou a ser insuficiente até para compensar o desgaste verificado nos equipamentos pelo seu uso, ou seja, o “Consumo de Capital Fixo”. E já com o actual governo a situação não se inverteu, uma vez que em 2016 o “Consumo de capital fixo” foi superior ao investimento em 3.047 milhões € e em 2017 em 887 milhões €.

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Como são calculados os números do desemprego em Portugal e o que eles dizem

Eugénio Rosa    06.Abr.18    Outros autores

Todos os meses os órgãos de comunicação social divulgam dados sobre o desemprego no nosso país, não explicando os conceitos utilizados, e muitas vezes confundindo dados com origens diferentes e abrangendo universos também diferentes. Desempregados desaparecem sem explicação dos ficheiros dos Centros de Emprego, e a taxa de desemprego desce apesar do emprego diminuir. Por tudo isto, é importante uma reflexão sobre os números do desemprego em Portugal até para ficar claro o que eles de facto traduzem, e que credibilidade devem merecer, e se o desemprego tem efectivamente diminuído.

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Disparou o número de contratos a prazo, agravando a instabilidade laboral e aumentando a exploração

Eugénio Rosa    26.Mar.18    Outros autores

O aumento do emprego no nosso país está associado ao aumento de trabalhadores com contratos a prazo, o que agrava a instabilidade laboral e constitui um instrumento do patronato para reduzir os salários e aumentar a exploração dos trabalhadores. O contrato a prazo é um dos factores que leva a que, segundo o INE, 10,9% dos trabalhadores com emprego vivam abaixo do limiar da pobreza. E o governo, nas suas cosméticas propostas sobre os contratos a prazo, reconhece a instabilidade mas omite os salários de miséria.

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Apesar de terem maior escolaridade e qualificação, as mulheres continuam a ser salarialmente discriminadas

Eugénio Rosa    11.Mar.18    Outros autores

Nunca é demais relembrar as múltiplas discriminações a que continuam a ser sujeitas as mulheres em Portugal, nomeadamente no trabalho, uma área fundamental para a sua realização e para uma vida humana mais digna. São muitas as boas intenções e declarações que são feitas no Dia da Mulher pelos órgãos do poder político, desde os autarcas até ao Presidente da República, mas não são acompanhadas de medidas realmente efectivas para alterar as desigualdades que persistem. E medidas de caracter simbólico não alteram nada.

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Os desempregados do nosso país de quem ninguém fala

Eugénio Rosa    04.Mar.18    Outros autores

É positiva a redução do desemprego em Portugal, ainda que esteja a ser conseguida também à custa da criação de empregos com salários muito baixos e da emigração que continua. No entanto, os números oficiais de desemprego das estatísticas publicadas pelo INE, que os órgãos de comunicação social habitualmente referem, não traduzem a verdadeira dimensão do desemprego em Portugal, e estão muito longe de revelar a situação real que continuam a viver centenas de milhares de portugueses que não encontram trabalho apesar das declarações em contrário dos patrões.

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