Autor: “Eugénio Rosa”

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O desemprego atinge os trabalhadores de forma desigual

Eugénio Rosa    02.Feb.21    Outros autores

A grave crise que o país enfrenta não está a ser igual para todos. Da mesma forma que a pandemia atinge sobretudo populações e grupos sociais mais carecidos e vulneráveis, também a enorme crise económica e social que causa está a atingir de uma forma desigual os trabalhadores, agravando ainda mais a pobreza daqueles que recebiam baixos salários e tinham menor escolaridade e qualificação.

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A situação do SNS já era difícil antes da pandemia

Eugénio Rosa    26.Ene.21    Outros autores

A enorme gravidade das consequências do COVID-19 não resulta apenas das características desta pandemia, nem é culpa exclusiva do actual governo. É consequência da degradação a que o SNS foi sujeito por sucessivos governos PS, PSD e CDS, que o deixaram extremamente fragilizado. A razão de Portugal estar nos primeiros lugares de infectados e de mortes por 1.000.000 de habitantes resulta também de uma falta de meios que o SNS enfrentava já antes da pandemia (todos ainda se lembram de camas com doentes espalhadas por corredores dos hospitais por não haver lugares apropriados para os colocar). Os dados oficiais e a comparação com outros países da UE, igualmente capitalistas, são esclarecedores.

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Retrato de um país a caminho do abismo: baixos salários, riqueza criada insuficiente e a cair, um Estado cada vez mais endividado

Eugénio Rosa    12.Ene.21    Outros autores

Para se poder compreender os efeitos da crise actual quer a nível social (rendimentos dos trabalhadores) quer a nível económico (criação de riqueza) é importante ter um quadro claro da situação em que se encontrava o país antes da pandemia, até para se poder conhecer para onde estamos a caminhar nestas duas áreas vitais para a vida dos portugueses. Este estudo é apenas um alerta de um outro lado da crise para reflexão.

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Fecho da refinaria Galp em Matosinhos: elevados dividendos para os accionistas, destruição de emprego e capacidade produtiva

Eugénio Rosa    06.Ene.21    Outros autores

As empresas do sector da energia e em especial a GALP, assim como os respectivos accionistas têm gozado de um verdadeiro regime de exceção e de apoio do Estado. Aumentam os preços quando querem e como querem, obtendo elevados lucros, e nem o governo nem os reguladores fazem alguma coisa para defender os consumidores, que são na sua esmagadora maioria trabalhadores. O Estado concede-lhes benefícios fiscais que se traduzem em centenas de milhões € de receitas fiscais perdidas que, depois, são compensados com enormes aumentos de impostos pagos pelos trabalhadores, pensionistas, e outros portugueses. A juntar a tudo isto, quando a GALP, para manter os elevados lucros que tem, anuncia que vai encerrar a refinaria em Matosinhos e lançar no desemprego mais de 400 trabalhadores directos e pôr em perigo o posto de trabalho de mais de 1100 trabalhadores indirectos, vem logo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, dar cobertura a essa decisão.

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Aumento exponencial da dívida pública, com enorme risco de consequências sociais e económicas dramáticas

Eugénio Rosa    21.Dic.20    Outros autores

Uma enorme dívida pública é um problema que não pode ser ignorado. Consome, quer com o pagamento de juros quer com a amortização do capital, enormes recursos do Estado. Agrava a dependência do país em relação aos credores (os chamados mercados financeiros que são grandes grupos económicos estrangeiros) e à política de juros do BCE, um centro de decisão que o país não controla. E tanto a divida publica (capital) como os juros terão de ser pagos com receitas de impostos, ou seja, pelos portugueses, o que aumentará a carga fiscal.

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Baixos salários associados a enormes desigualdades salariais tornam ainda mais graves as consequências da crise económica e social

Eugénio Rosa    07.Dic.20    Outros autores

O valor divulgado pelo INE como correspondente à remuneração mensal média em Portugal (1019€) não corresponde à verdade. No 3º Trim. de 2020, 52,5% dos trabalhadores portugueses (2.102.100) levavam para casa menos de 900€ por mês e apenas 1,9% (76.000) tinham mais de 2500€/mês. Baixos salários e desigualdades é a norma no Portugal de hoje, o que torna as consequências da crise actual ainda mais graves.

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É urgente reforçar o orçamento do SNS

Eugénio Rosa    25.Nov.20    Outros autores

O subfinanciamento crónico está a destruir o SNS e a incapacitá-lo de responder às necessidades do país. Os próprios dados oficiais provam que, mesmo em plena grave crise de saúde pública, existe uma clara insuficiência de meios (em 2021, as transferências do OE são inferiores à despesa em 1.089 milhões €). Para colmatar a enorme divida acumulada o governo faz de tempos a tempos transferências extraordinárias ou permite a utilização dos capitais próprios para outros fins: mas desta forma o SNS é estrangulado no seu funcionamento diário, impedindo qualquer gestão racional, eficiente e responsável.

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