Autor: “Eugénio Rosa”

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É preciso repensar de forma diferente a estratégia orçamental

Eugénio Rosa    09.Oct.17    Outros autores

Foi recentemente divulgado um estudo com a designação “Policy Paper 10- Estratégias orçamentais 2017-2021: as opções de política” de Ricardo Cabral, Luís Morais, Paulo Trigo e Joana Vicente, em que é defendida aquilo que os seus autores designam por uma variante de estratégia de consolidação orçamental alternativa à do governo. A “solução” proposta diferencia-se da do governo apenas por ser menos restritiva em algumas décimas (ou melhor centésimas). Mas esse estudo é importante não pelas ideias que defende mas por poder constituir um ponto de partida e um estímulo para que se debata de uma forma aprofundada e alargada, ou seja, de uma forma como nunca foi feita, a estratégia orçamental que está a ser seguida e para onde nos está a conduzir.

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A obsessão do défice continua, impedindo a melhoria dos rendimentos de trabalhadores e pensionistas e o crescimento sustentado

Eugénio Rosa    04.Oct.17    Outros autores

O actual governo parece não conseguir encontrar o equilíbrio correcto entre controlo/redução do défice e a necessidade de melhorar os rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas e impulsionar o crescimento económico. Pressionado por Bruxelas e deslumbrado pelo comentário irónico do ministro das Finanças alemão de que “Centeno é o Ronaldo das finanças”, mostra uma crescente incompreensão para com trabalhadores e pensionistas. A análise da execução orçamental de Janeiro./Agosto de 2017 confirma esse facto, apesar das repetidas declarações do 1º ministro em contrário.

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O comércio internacional de Portugal

Eugénio Rosa*    27.Ago.17    Outros autores

Qual é a parcela das exportações que é valor acrescentado nacional e qual é a parcela que corresponde à simples incorporação de importações que só dá emprego e lucro a empresas de países estrangeiros?
É o que Eugénio Rosa nos ajuda a perceber com este texto.

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Reforma e aposentação antecipada sem penalizações: o governo dá o dito por não dito

Eugénio Rosa    12.Ago.17    Outros autores

O governo PS fez inúmeras promessas e declarações publicas de que iria alterar o regime de reforma e aposentação antecipada por ser injusto e fortemente penalizador para os trabalhadores - duplamente penalizados pela aplicação do factor de sustentabilidade e pelo corte de 6% na pensão por cada ano que falte ao trabalhador para ter 66 anos e 3 meses. Entretanto, apesar de todas as promessas feitas, o governo “dá o dito por não dito”. Apresentou na concertação social um projecto de decreto-lei sobre a reforma e aposentação antecipada que mantém os regimes de reforma e aposentação antecipada que estão em vigor e que foram aprovados pelo governo PSD/CDS e pela “troika”.

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A situação e o futuro da CGD e dos seus trabalhadores

Eugénio Rosa    16.Jul.17    Outros autores

Contrariamente ao que a administração da CGD e os seus mentores pretendem fazer crer, há alternativas aos enormes aumentos de cortes de custos, ao despedimento de elevado número de trabalhadores, ao fecho de inúmeros balcões, e à venda de activos importantes para a CGD. Neste estudo, mais longo do que o habitual, analisam-se com detalhe os problemas mais importantes que a CGD enfrenta e aquilo que é necessário fazer e não está ser feito.

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A despesa de saúde das famílias aumentou, o negócio privado da saúde disparou

Eugénio Rosa    04.Jul.17    Outros autores

A despesa com saúde em Portugal diminuiu mas a despesa pública com saúde reduziu-se ainda mais, o que determinou que a despesa suportada directamente pelas famílias tenha subido. A redução da despesa total com a saúde em Portugal atingiu os 13% em termos reais, e essa redução teve custos acrescidos para os portugueses de rendimentos mais baixos. Entre 2000-2015 a despesa privada com saúde aumentou 71,2%, mas a despesa com hospitais privados subiu 213,2%. A saúde é um bem cada vez mais caro para os portugueses, e quem não tem dinheiro tem cada vez menos acesso a ele. Mas negócio privado com saúde está em alta.

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A quebra da produtividade, a elevada distribuição de lucros e as transferências para o exterior que não pagam impostos

Eugénio Rosa    29.Jun.17    Outros autores

No 1º Trimestre de 2017 o VAB nacional a preços de base aumentou 2,1% em relação ao 1º Trimestre de 2016, mas a produtividade por empregado diminuiu neste mesmo período 1,1%. A produtividade do trabalho tem diminuído de uma forma contínua desde 2013. É um indicador de que a modernização do aparelho produtivo nacional não se está a fazer de forma rápida e sustentada, pois o aumento da produtividade do trabalho depende em boa parte das condições em que o trabalhador desenvolve a sua actividade, nomeadamente do investimento realizado pelas empresas na modernização e inovação. Muitas empresas, em lugar de investir os seus lucros, optaram por os distribuir aos seus accionistas indo depois endividar-se, como acontece com a EDP, que é um caso paradigmático. Muitos destes lucros são depois transferidos para o estrangeiro, uma parte deles para paraísos fiscais, não pagando impostos sobre dividendos em Portugal.

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