Autor: “Eugénio Rosa”

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Disparou o número de contratos a prazo, agravando a instabilidade laboral e aumentando a exploração

Eugénio Rosa    26.Mar.18    Outros autores

O aumento do emprego no nosso país está associado ao aumento de trabalhadores com contratos a prazo, o que agrava a instabilidade laboral e constitui um instrumento do patronato para reduzir os salários e aumentar a exploração dos trabalhadores. O contrato a prazo é um dos factores que leva a que, segundo o INE, 10,9% dos trabalhadores com emprego vivam abaixo do limiar da pobreza. E o governo, nas suas cosméticas propostas sobre os contratos a prazo, reconhece a instabilidade mas omite os salários de miséria.

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Apesar de terem maior escolaridade e qualificação, as mulheres continuam a ser salarialmente discriminadas

Eugénio Rosa    11.Mar.18    Outros autores

Nunca é demais relembrar as múltiplas discriminações a que continuam a ser sujeitas as mulheres em Portugal, nomeadamente no trabalho, uma área fundamental para a sua realização e para uma vida humana mais digna. São muitas as boas intenções e declarações que são feitas no Dia da Mulher pelos órgãos do poder político, desde os autarcas até ao Presidente da República, mas não são acompanhadas de medidas realmente efectivas para alterar as desigualdades que persistem. E medidas de caracter simbólico não alteram nada.

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Os desempregados do nosso país de quem ninguém fala

Eugénio Rosa    04.Mar.18    Outros autores

É positiva a redução do desemprego em Portugal, ainda que esteja a ser conseguida também à custa da criação de empregos com salários muito baixos e da emigração que continua. No entanto, os números oficiais de desemprego das estatísticas publicadas pelo INE, que os órgãos de comunicação social habitualmente referem, não traduzem a verdadeira dimensão do desemprego em Portugal, e estão muito longe de revelar a situação real que continuam a viver centenas de milhares de portugueses que não encontram trabalho apesar das declarações em contrário dos patrões.

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A CGD apresentou lucros, mas há motivos para preocupação

Eugénio Rosa    19.Feb.18    Outros autores

Como a CGD apresentou resultados positivos de 52 milhões € em 2017, os media e o próprio presidente da República vieram felicitar a administração presidida por Paulo Macedo pelo êxito alcançado. Mas os números não justificam tanta festa. As contas divulgadas pela CGD revelam que o resultado positivo foi conseguido fundamentalmente à custa: (1) De um corte muito significativo nos juros pagos aos depositantes; (2) Do aumento das comissões liquidas obtidas, o que determinou para muitos depositantes um corte no seu capital já que não recebem juros ou recebem quase zero pelos depósitos; (3) De um elevado montante de mais-valias obtidas com a venda de títulos, ou seja, receita aleatória; (4) De resultados líquidos positivos da actividade internacional (que a Comissão Europeia quer que se seja vendida). E a concessão de crédito e também os depósitos diminuíram em 2017, o que não pode deixar de causar legitimas preocupações.

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A reestruturação violenta do mercado de trabalho em Portugal

Eugénio Rosa    13.Feb.18    Outros autores

Embora possa ter passada despercebida a sua dimensão, o certo é que no nosso país, com a crise e com a “troika,” se registou uma reestruturação violenta e rápida do mercado de trabalho, que determinou a expulsão maciça de trabalhadores com o ensino básico, em escala muito superior ao emprego destruído. Associado a isso aumentou a proletarização e a precariedade, e os baixos salários tornaram-se cada vez mais dominantes.

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O governo agrava a dupla penalização sobre a reforma e a aposentação antecipadas

Eugénio Rosa    23.Ene.18    Outros autores

O ministro Vieira da Silva reconheceu que o aumento da idade de reforma e de aposentação e a existência do factor de sustentabilidade representavam um duplo corte nas pensões dos trabalhadores e uma enorme injustiça. Disse que a iria corrigir, mas deu o dito por não dito. O governo publicou aumentou novamente o factor de sustentabilidade e a idade de acesso normal à reforma e à aposentação em 2018 (e, em relação a esta última, também a referente a 2019), o que agravou ainda mais a grave injustiça existente.

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Enorme dívida à Segurança Social: as empresas financiam-se à custa do dinheiro dos trabalhadores e da pobreza dos pensionistas

Eugénio Rosa    09.Ene.18    Outros autores

Entre 2005 e 2016, a chamada divida bruta (total) à Segurança Social passou de 2.150 milhões € para 12.579 milhões €, ou seja, cresceu 485%. As empresas fazem os descontos nos salários dos trabalhadores mas depois não os entregam na Segurança Social. Há ainda a fraude e evasão contributiva à Segurança Social, que é enorme, e nada é feito para a combater. O não pagamento das contribuições declaradas transformou-se num importante meio de financiamento das empresas à custa da Segurança Social, e ninguém põe cobro nem fala no assunto. Em vez de tomar medidas para a cobrar, o próprio governo considera que a maior parte desta divida já está perdida. Entre 2005 e 2016, ou seja entre o governo Sócrates/Vieira da Silva e o governo Costa/Vieira da Silva, a divida considerada perdida aumentou 3.131%, ou seja, 32 vezes. E o governo nem se dá ao trabalho de justificar.

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