Autor: “Eugénio Rosa”

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Em 2016 os portugueses pagaram pelo gás um preço 46,3% superior ao preço médio da UE

Eugénio Rosa    20.Nov.17    Outros autores

Neste terceiro estudo sobre os preços da energia e dos combustíveis mostra-se que o que acontece com a electricidade e a gasolina e o gasóleo acontece também com o gás. Só que com uma dimensão ainda maior, no gás consumido pelas famílias, na diferença de preço entre Portugal e a União Europeia. Mais uma vez enorme lucro para as empresas à custa do magro bolso dos consumidores. E, também neste caso, governo, Autoridade da Concorrência e ERSE nada fazem.

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Petrolíferas sem controlo em Portugal arrecadam lucros extraordinários impondo preços superiores aos da UE

Eugénio Rosa    17.Nov.17    Outros autores

O escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal ainda é maior do que o da electricidade. O preço de venda é sempre superior ao preço médio da União Europeia. As petrolíferas e os seus defensores na comunicação social espalham a mentira de este valor pago a mais pelos consumidores portugueses se deve a que os impostos em Portugal sobre os combustíveis são superiores aos impostos nos outros países. Mas a verdade é que o que os portugueses pagam se deve não a impostos a mais mas sim a lucros a mais. E daí resulta que nos primeiros 9 meses de 2017 os lucros da GALP foram superiores em 300% (4 vezes mais) aos obtidos em idêntico período de 2016. E ninguém – nem o governo nem a Autoridade da Concorrência - tem a coragem de pôr cobro a este escândalo.

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Em 9 meses de 2017 a EDP já tem maiores lucros do que em todo o ano de 2016

Eugénio Rosa    13.Nov.17    Outros autores

Os lucros obtidos pela EDP até Setembro de 2017 atingiram já 1.385,9 milhões € quando, em idêntico período de 2016, tinham sido 794,3 milhões €. Um aumento de 74,5% em 2017. Ninguém (governo, ERSE e Autoridade da Concorrência) tem coragem para pôr cobro a estes lucros escandalosos obtidos com preços impostos aos consumidores portugueses sistematicamente superiores aos preços médios da União Europeia. Aumento de lucros que é conseguido à custa do domínio do poder político pelo poder económico, ou seja, do governo pela EDP. E a maior fatia dos lucros vai para o estrangeiro, da China aos EUA, da Espanha ao Abu Dhabi, ou para empresas que os accionistas portugueses criam no estrangeiro para fugir aos impostos.

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O governo avança com propostas e medidas que arriscam o futuro da ADSE

Eugénio Rosa    02.Nov.17    Outros autores

Nas recentes eleições para a ADSE a candidatura apoiada pelo movimento sindical unitário teve 45,1% dos votos. A apoiada pela UGT teve 17%. Entretanto, graças ao voto dos representantes do Estado, foi o cabeça desta lista - João Proença - quem foi eleito presidente do Conselho Geral e de Supervisão. À escolha de um personagem em que a esmagadora maioria não votou o governo vem juntando medidas que justificam um alerta aos trabalhadores: a sustentabilidade da ADSE pode estar em causa.

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O governo descongela as carreiras na Função Pública mas foge a pagar os aumentos daí decorrentes

Eugénio Rosa    18.Oct.17    Outros autores

Na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2018 fica-se a saber que terá lugar um descongelamento das carreiras da Função Pública e como serão pagos os acréscimos remuneratórios a que os trabalhadores têm direito. O descongelamento é positivo, ainda que envolva apenas metade dos trabalhadores. Mas o facto de os aumentos resultantes não entrarem em vigor na sua totalidade a partir de 1 de Janeiro de 2018 é negativo. A não ser alterada a proposta do governo, os trabalhadores receberão em 2018 menos do que deveriam, e em 2019 a situação será ainda pior. O governo dá com uma mão mas reduz o efeito com a outra.

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É preciso repensar de forma diferente a estratégia orçamental

Eugénio Rosa    09.Oct.17    Outros autores

Foi recentemente divulgado um estudo com a designação “Policy Paper 10- Estratégias orçamentais 2017-2021: as opções de política” de Ricardo Cabral, Luís Morais, Paulo Trigo e Joana Vicente, em que é defendida aquilo que os seus autores designam por uma variante de estratégia de consolidação orçamental alternativa à do governo. A “solução” proposta diferencia-se da do governo apenas por ser menos restritiva em algumas décimas (ou melhor centésimas). Mas esse estudo é importante não pelas ideias que defende mas por poder constituir um ponto de partida e um estímulo para que se debata de uma forma aprofundada e alargada, ou seja, de uma forma como nunca foi feita, a estratégia orçamental que está a ser seguida e para onde nos está a conduzir.

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A obsessão do défice continua, impedindo a melhoria dos rendimentos de trabalhadores e pensionistas e o crescimento sustentado

Eugénio Rosa    04.Oct.17    Outros autores

O actual governo parece não conseguir encontrar o equilíbrio correcto entre controlo/redução do défice e a necessidade de melhorar os rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas e impulsionar o crescimento económico. Pressionado por Bruxelas e deslumbrado pelo comentário irónico do ministro das Finanças alemão de que “Centeno é o Ronaldo das finanças”, mostra uma crescente incompreensão para com trabalhadores e pensionistas. A análise da execução orçamental de Janeiro./Agosto de 2017 confirma esse facto, apesar das repetidas declarações do 1º ministro em contrário.

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