Autor: “Eugénio Rosa”

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Portugal é um dos países da UE que menos investe

Eugénio Rosa    19.Mar.19    Outros autores

Dados do Eurostat confirmam o atraso significativo na execução dos Programas Operacionais do Portugal 2020. Este atraso tem consequências dramáticas para o país, já que a utilização dos Fundos Comunitários alavanca investimento privado e, em alguns programas operacionais, também o investimento público. Todos os dados oficiais mostram que, infelizmente, existe uma enorme diferença entre a propaganda governamental sobre o investimento em Portugal e a realidade.

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Importantes questões sociais por resolver: subutilização do trabalho, salários, pensões, cobertura do subsídio de desemprego

Eugénio Rosa    06.Mar.19    Outros autores

Reduziu-se significativamente o número de portugueses (22,1% da população ativa), que estavam na situação de “subutilização do trabalho.” Mas os mais de 700 mil ainda enquadráveis nessa situação são um número elevado. Uma percentagem muito elevada de trabalhadores (22% do total) recebe salários líquidos inferiores ao valor actual do SMN. Entre 2015 e 2017 subiu a percentagem de desempregados a viverem abaixo do limiar da pobreza. Apesar de terem tido aumentos, a grande maioria das pensões é de cerca de 2/3 do SMN. Há muito a fazer.

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Com o governo PS apenas foi compensado um terço da quebra de rendimentos que PSD/CDS infligiram à Função Pública

Eugénio Rosa    19.Feb.19    Outros autores

Dados oficiais indicam que, comparando a remuneração média líquida dos trabalhadores da Função Pública em 2018 a preços de 2010 com a remuneração líquida de 2010, a de 2018 é inferior à de 2010 em 18,8%. Isto resulta do efeito conjugado de aumentos inferiores à inflação registada neste período (+10,7%), da subida da taxa de desconto para ADSE, e do enorme aumento do IRS que ainda não foi totalmente revertido. O facto de ter sido desalojado um governo PSD/CDS tem infelizmente como contrapartida um governo do PS.

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O euro de Mário Centeno como “veículo de prosperidade”

Eugénio Rosa    11.Ene.19    Outros autores

Disse Mário Centeno que o euro deve ser “um veículo de prosperidade para os cidadãos europeus”. Como prémio por esse apoio fervoroso, a revista “The Banker”, do Financial Times, revista ligada à alta finança inglesa (City of London) considerou “o ministro das Finanças português Mário Centeno como o melhor ministro das Finanças do ano (2018) na Europa. Acontece que o que é bom para os grandes grupos financeiros pode não ser bom nem para Portugal nem para os portugueses. Por isso, interessa analisar com objetividade se o euro tem sido na verdade um “veículo de prosperidade” para os portugueses. Confrontar a propaganda com os dados da realidade.

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O subfinanciamento do SNS vai continuar em 2019

Eugénio Rosa    12.Dic.18    Outros autores

Ao contrário do que o governo diz, as dificuldades financeiras do SNS vão aumentar ainda mais em 2019. As enormes dificuldades que os portugueses tiveram em 2018 no acesso a serviços públicos de saúde vão agravar-se ainda mais em 2019.
As transferências do OE para o Serviço Nacional de Saúde serão manifestamente insuficientes para cobrir as despesas do SNS: em 2019 o aumento real das transferências do Orçamento para o SNS é de apenas 262 milhões € e não os 612 milhões € que o governo diz. E a divida do SNS aos privados deve ser superior a 1.500 milhões no fim de 2018.

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A progressão nas carreiras ainda não teve efeitos nas remunerações-base dos trabalhadores das Administrações Públicas

Eugénio Rosa    03.Dic.18    Outros autores

Devido à eliminação dos cortes, a Remuneração Base Média Mensal dos Trabalhadores da Função Pública aumentou entre Outubro de 2015 e Outubro de 2017, embora variando muito de categoria para categoria profissional. Mas os efeitos das progressões nas carreiras até Julho de 2018 foram mínimos, pois a Remuneração Base Média Mensal de todos os trabalhadores da Função Pública aumentou apenas +0,9€/mês.

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O milagre da multiplicação dos lucros da CGD, e como foram obtidos

Eugénio Rosa    12.Nov.18    Outros autores

A CGD veio lançar foguetes com os lucros obtidos. Mas o facto de terem sido obtidos com redução do crédito concedido, diminuição da Margem Financeira e do Produto bancário, multiplicação de comissões cobradas aos depositantes, diminuição para quase zero das taxas de juro pagas pelos depósitos, corte enorme nos custos através da redução de centenas de trabalhadores, do congelamento de salários e fecho dezenas de agências mostra que quem terá razões para festejar é a banca privada. Com uma CGD reduzida e cada vez com menos vontade de desempenhar o papel que lhe caberia.

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