Autor: “Eugénio Rosa”

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9 meses de gestão da administração Paulo Macedo na CGD: fracos resultados e piores indícios

Eugénio Rosa    08.Dic.17    Outros autores

A CGD é um grande banco público controlado apenas por capital português. É o banco líder a operar no mercado português. O governo PS nomeou uma administração presidida por Paulo Macedo, o que suscitou desde logo sérias e justificadas dúvidas. A nova administração recebe salários de luxo, que justifica com a necessidade de integrar «os mais competentes». Mas os resultados até agora conseguidos são fracos, com recuos no crédito e nos depósitos. E acrescentam dúvidas técnicas às reservas políticas.

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As diferenças abissais de poder de compra entre os diversos concelhos do País

Eugénio Rosa    29.Nov.17    Outros autores

Uma das desigualdades mais graves que persistem entre os portugueses é a que que resulta de viverem em diferentes regiões do país. Segundo o INE, o poder de compra médio de um português a viver no concelho de Lisboa é 2,14 superior ao poder de compra médio nacional por habitante, e é mais de três vezes superior ao poder de compra médio de um português que viva em 121 concelhos do país. As graves desigualdades existentes são uma das consequências inevitáveis do capitalismo. Caberia ao governo procurar reduzi-las. Criada uma “Unidade de missão para a valorização do interior”, pouco ou nada se alterou.

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Em 2016 os portugueses pagaram pelo gás um preço 46,3% superior ao preço médio da UE

Eugénio Rosa    20.Nov.17    Outros autores

Neste terceiro estudo sobre os preços da energia e dos combustíveis mostra-se que o que acontece com a electricidade e a gasolina e o gasóleo acontece também com o gás. Só que com uma dimensão ainda maior, no gás consumido pelas famílias, na diferença de preço entre Portugal e a União Europeia. Mais uma vez enorme lucro para as empresas à custa do magro bolso dos consumidores. E, também neste caso, governo, Autoridade da Concorrência e ERSE nada fazem.

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Petrolíferas sem controlo em Portugal arrecadam lucros extraordinários impondo preços superiores aos da UE

Eugénio Rosa    17.Nov.17    Outros autores

O escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal ainda é maior do que o da electricidade. O preço de venda é sempre superior ao preço médio da União Europeia. As petrolíferas e os seus defensores na comunicação social espalham a mentira de este valor pago a mais pelos consumidores portugueses se deve a que os impostos em Portugal sobre os combustíveis são superiores aos impostos nos outros países. Mas a verdade é que o que os portugueses pagam se deve não a impostos a mais mas sim a lucros a mais. E daí resulta que nos primeiros 9 meses de 2017 os lucros da GALP foram superiores em 300% (4 vezes mais) aos obtidos em idêntico período de 2016. E ninguém – nem o governo nem a Autoridade da Concorrência - tem a coragem de pôr cobro a este escândalo.

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Em 9 meses de 2017 a EDP já tem maiores lucros do que em todo o ano de 2016

Eugénio Rosa    13.Nov.17    Outros autores

Os lucros obtidos pela EDP até Setembro de 2017 atingiram já 1.385,9 milhões € quando, em idêntico período de 2016, tinham sido 794,3 milhões €. Um aumento de 74,5% em 2017. Ninguém (governo, ERSE e Autoridade da Concorrência) tem coragem para pôr cobro a estes lucros escandalosos obtidos com preços impostos aos consumidores portugueses sistematicamente superiores aos preços médios da União Europeia. Aumento de lucros que é conseguido à custa do domínio do poder político pelo poder económico, ou seja, do governo pela EDP. E a maior fatia dos lucros vai para o estrangeiro, da China aos EUA, da Espanha ao Abu Dhabi, ou para empresas que os accionistas portugueses criam no estrangeiro para fugir aos impostos.

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O governo avança com propostas e medidas que arriscam o futuro da ADSE

Eugénio Rosa    02.Nov.17    Outros autores

Nas recentes eleições para a ADSE a candidatura apoiada pelo movimento sindical unitário teve 45,1% dos votos. A apoiada pela UGT teve 17%. Entretanto, graças ao voto dos representantes do Estado, foi o cabeça desta lista - João Proença - quem foi eleito presidente do Conselho Geral e de Supervisão. À escolha de um personagem em que a esmagadora maioria não votou o governo vem juntando medidas que justificam um alerta aos trabalhadores: a sustentabilidade da ADSE pode estar em causa.

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O governo descongela as carreiras na Função Pública mas foge a pagar os aumentos daí decorrentes

Eugénio Rosa    18.Oct.17    Outros autores

Na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2018 fica-se a saber que terá lugar um descongelamento das carreiras da Função Pública e como serão pagos os acréscimos remuneratórios a que os trabalhadores têm direito. O descongelamento é positivo, ainda que envolva apenas metade dos trabalhadores. Mas o facto de os aumentos resultantes não entrarem em vigor na sua totalidade a partir de 1 de Janeiro de 2018 é negativo. A não ser alterada a proposta do governo, os trabalhadores receberão em 2018 menos do que deveriam, e em 2019 a situação será ainda pior. O governo dá com uma mão mas reduz o efeito com a outra.

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