Autor: “Eugénio Rosa”

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A CGD apresentou lucros, mas há motivos para preocupação

Eugénio Rosa    19.Feb.18    Outros autores

Como a CGD apresentou resultados positivos de 52 milhões € em 2017, os media e o próprio presidente da República vieram felicitar a administração presidida por Paulo Macedo pelo êxito alcançado. Mas os números não justificam tanta festa. As contas divulgadas pela CGD revelam que o resultado positivo foi conseguido fundamentalmente à custa: (1) De um corte muito significativo nos juros pagos aos depositantes; (2) Do aumento das comissões liquidas obtidas, o que determinou para muitos depositantes um corte no seu capital já que não recebem juros ou recebem quase zero pelos depósitos; (3) De um elevado montante de mais-valias obtidas com a venda de títulos, ou seja, receita aleatória; (4) De resultados líquidos positivos da actividade internacional (que a Comissão Europeia quer que se seja vendida). E a concessão de crédito e também os depósitos diminuíram em 2017, o que não pode deixar de causar legitimas preocupações.

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A reestruturação violenta do mercado de trabalho em Portugal

Eugénio Rosa    13.Feb.18    Outros autores

Embora possa ter passada despercebida a sua dimensão, o certo é que no nosso país, com a crise e com a “troika,” se registou uma reestruturação violenta e rápida do mercado de trabalho, que determinou a expulsão maciça de trabalhadores com o ensino básico, em escala muito superior ao emprego destruído. Associado a isso aumentou a proletarização e a precariedade, e os baixos salários tornaram-se cada vez mais dominantes.

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O governo agrava a dupla penalização sobre a reforma e a aposentação antecipadas

Eugénio Rosa    23.Ene.18    Outros autores

O ministro Vieira da Silva reconheceu que o aumento da idade de reforma e de aposentação e a existência do factor de sustentabilidade representavam um duplo corte nas pensões dos trabalhadores e uma enorme injustiça. Disse que a iria corrigir, mas deu o dito por não dito. O governo publicou aumentou novamente o factor de sustentabilidade e a idade de acesso normal à reforma e à aposentação em 2018 (e, em relação a esta última, também a referente a 2019), o que agravou ainda mais a grave injustiça existente.

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Enorme dívida à Segurança Social: as empresas financiam-se à custa do dinheiro dos trabalhadores e da pobreza dos pensionistas

Eugénio Rosa    09.Ene.18    Outros autores

Entre 2005 e 2016, a chamada divida bruta (total) à Segurança Social passou de 2.150 milhões € para 12.579 milhões €, ou seja, cresceu 485%. As empresas fazem os descontos nos salários dos trabalhadores mas depois não os entregam na Segurança Social. Há ainda a fraude e evasão contributiva à Segurança Social, que é enorme, e nada é feito para a combater. O não pagamento das contribuições declaradas transformou-se num importante meio de financiamento das empresas à custa da Segurança Social, e ninguém põe cobro nem fala no assunto. Em vez de tomar medidas para a cobrar, o próprio governo considera que a maior parte desta divida já está perdida. Entre 2005 e 2016, ou seja entre o governo Sócrates/Vieira da Silva e o governo Costa/Vieira da Silva, a divida considerada perdida aumentou 3.131%, ou seja, 32 vezes. E o governo nem se dá ao trabalho de justificar.

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A sustentabilidade da ADSE, o alargamento a mais beneficiários, o aumento de preços da Tabela

Eugénio Rosa    22.Dic.17    Outros autores

A lista unitária, a mais votada para o Conselho Geral de Supervisão da ADSE, presta informação. As questões em cima da mesa são da maior importância: a sustentabilidade financeira da ADSE, a sua captura pelos grandes grupos privados de saúde e a transformação da ADSE em “vaca leiteira” destes grupos que, a continuar, põe em perigo a sustentabilidade financeira da ADSE; o alargamento da ADSE a novos beneficiários, e os riscos que a decisão do Governo sobre essa matéria envolve; o aumento de preços da Tabela da ADSE.

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“Redução” da pobreza em Portugal: propaganda e manipulação de dados

Eugénio Rosa    15.Dic.17    Outros autores

O INE divulgou uma publicação com o título “Rendimentos e condições de vida 2017: O risco da pobreza reduziu-se para 18,3%.” A agência Lusa, sem analisar a totalidade do documento, repetiu o título, o que foi repetido acriticamente pelos restantes media. O 1º ministro também fez declarações no mesmo sentido, congratulando-se com tal diminuição da pobreza. Mas os dados da publicação do INE, se analisados com seriedade, mostram uma situação diferente. O título não traduz a pobreza real no país.

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9 meses de gestão da administração Paulo Macedo na CGD: fracos resultados e piores indícios

Eugénio Rosa    08.Dic.17    Outros autores

A CGD é um grande banco público controlado apenas por capital português. É o banco líder a operar no mercado português. O governo PS nomeou uma administração presidida por Paulo Macedo, o que suscitou desde logo sérias e justificadas dúvidas. A nova administração recebe salários de luxo, que justifica com a necessidade de integrar «os mais competentes». Mas os resultados até agora conseguidos são fracos, com recuos no crédito e nos depósitos. E acrescentam dúvidas técnicas às reservas políticas.

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