Autor: “Eugénio Rosa”

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Como são calculados os números do desemprego em Portugal e o que eles dizem

Eugénio Rosa    06.Abr.18    Outros autores

Todos os meses os órgãos de comunicação social divulgam dados sobre o desemprego no nosso país, não explicando os conceitos utilizados, e muitas vezes confundindo dados com origens diferentes e abrangendo universos também diferentes. Desempregados desaparecem sem explicação dos ficheiros dos Centros de Emprego, e a taxa de desemprego desce apesar do emprego diminuir. Por tudo isto, é importante uma reflexão sobre os números do desemprego em Portugal até para ficar claro o que eles de facto traduzem, e que credibilidade devem merecer, e se o desemprego tem efectivamente diminuído.

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Disparou o número de contratos a prazo, agravando a instabilidade laboral e aumentando a exploração

Eugénio Rosa    26.Mar.18    Outros autores

O aumento do emprego no nosso país está associado ao aumento de trabalhadores com contratos a prazo, o que agrava a instabilidade laboral e constitui um instrumento do patronato para reduzir os salários e aumentar a exploração dos trabalhadores. O contrato a prazo é um dos factores que leva a que, segundo o INE, 10,9% dos trabalhadores com emprego vivam abaixo do limiar da pobreza. E o governo, nas suas cosméticas propostas sobre os contratos a prazo, reconhece a instabilidade mas omite os salários de miséria.

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Apesar de terem maior escolaridade e qualificação, as mulheres continuam a ser salarialmente discriminadas

Eugénio Rosa    11.Mar.18    Outros autores

Nunca é demais relembrar as múltiplas discriminações a que continuam a ser sujeitas as mulheres em Portugal, nomeadamente no trabalho, uma área fundamental para a sua realização e para uma vida humana mais digna. São muitas as boas intenções e declarações que são feitas no Dia da Mulher pelos órgãos do poder político, desde os autarcas até ao Presidente da República, mas não são acompanhadas de medidas realmente efectivas para alterar as desigualdades que persistem. E medidas de caracter simbólico não alteram nada.

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Os desempregados do nosso país de quem ninguém fala

Eugénio Rosa    04.Mar.18    Outros autores

É positiva a redução do desemprego em Portugal, ainda que esteja a ser conseguida também à custa da criação de empregos com salários muito baixos e da emigração que continua. No entanto, os números oficiais de desemprego das estatísticas publicadas pelo INE, que os órgãos de comunicação social habitualmente referem, não traduzem a verdadeira dimensão do desemprego em Portugal, e estão muito longe de revelar a situação real que continuam a viver centenas de milhares de portugueses que não encontram trabalho apesar das declarações em contrário dos patrões.

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A CGD apresentou lucros, mas há motivos para preocupação

Eugénio Rosa    19.Feb.18    Outros autores

Como a CGD apresentou resultados positivos de 52 milhões € em 2017, os media e o próprio presidente da República vieram felicitar a administração presidida por Paulo Macedo pelo êxito alcançado. Mas os números não justificam tanta festa. As contas divulgadas pela CGD revelam que o resultado positivo foi conseguido fundamentalmente à custa: (1) De um corte muito significativo nos juros pagos aos depositantes; (2) Do aumento das comissões liquidas obtidas, o que determinou para muitos depositantes um corte no seu capital já que não recebem juros ou recebem quase zero pelos depósitos; (3) De um elevado montante de mais-valias obtidas com a venda de títulos, ou seja, receita aleatória; (4) De resultados líquidos positivos da actividade internacional (que a Comissão Europeia quer que se seja vendida). E a concessão de crédito e também os depósitos diminuíram em 2017, o que não pode deixar de causar legitimas preocupações.

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A reestruturação violenta do mercado de trabalho em Portugal

Eugénio Rosa    13.Feb.18    Outros autores

Embora possa ter passada despercebida a sua dimensão, o certo é que no nosso país, com a crise e com a “troika,” se registou uma reestruturação violenta e rápida do mercado de trabalho, que determinou a expulsão maciça de trabalhadores com o ensino básico, em escala muito superior ao emprego destruído. Associado a isso aumentou a proletarização e a precariedade, e os baixos salários tornaram-se cada vez mais dominantes.

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O governo agrava a dupla penalização sobre a reforma e a aposentação antecipadas

Eugénio Rosa    23.Ene.18    Outros autores

O ministro Vieira da Silva reconheceu que o aumento da idade de reforma e de aposentação e a existência do factor de sustentabilidade representavam um duplo corte nas pensões dos trabalhadores e uma enorme injustiça. Disse que a iria corrigir, mas deu o dito por não dito. O governo publicou aumentou novamente o factor de sustentabilidade e a idade de acesso normal à reforma e à aposentação em 2018 (e, em relação a esta última, também a referente a 2019), o que agravou ainda mais a grave injustiça existente.

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