Autor: “Eugénio Rosa”

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A reestruturação violenta do mercado de trabalho em Portugal

Eugénio Rosa    13.Feb.18    Outros autores

Embora possa ter passada despercebida a sua dimensão, o certo é que no nosso país, com a crise e com a “troika,” se registou uma reestruturação violenta e rápida do mercado de trabalho, que determinou a expulsão maciça de trabalhadores com o ensino básico, em escala muito superior ao emprego destruído. Associado a isso aumentou a proletarização e a precariedade, e os baixos salários tornaram-se cada vez mais dominantes.

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O governo agrava a dupla penalização sobre a reforma e a aposentação antecipadas

Eugénio Rosa    23.Ene.18    Outros autores

O ministro Vieira da Silva reconheceu que o aumento da idade de reforma e de aposentação e a existência do factor de sustentabilidade representavam um duplo corte nas pensões dos trabalhadores e uma enorme injustiça. Disse que a iria corrigir, mas deu o dito por não dito. O governo publicou aumentou novamente o factor de sustentabilidade e a idade de acesso normal à reforma e à aposentação em 2018 (e, em relação a esta última, também a referente a 2019), o que agravou ainda mais a grave injustiça existente.

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Enorme dívida à Segurança Social: as empresas financiam-se à custa do dinheiro dos trabalhadores e da pobreza dos pensionistas

Eugénio Rosa    09.Ene.18    Outros autores

Entre 2005 e 2016, a chamada divida bruta (total) à Segurança Social passou de 2.150 milhões € para 12.579 milhões €, ou seja, cresceu 485%. As empresas fazem os descontos nos salários dos trabalhadores mas depois não os entregam na Segurança Social. Há ainda a fraude e evasão contributiva à Segurança Social, que é enorme, e nada é feito para a combater. O não pagamento das contribuições declaradas transformou-se num importante meio de financiamento das empresas à custa da Segurança Social, e ninguém põe cobro nem fala no assunto. Em vez de tomar medidas para a cobrar, o próprio governo considera que a maior parte desta divida já está perdida. Entre 2005 e 2016, ou seja entre o governo Sócrates/Vieira da Silva e o governo Costa/Vieira da Silva, a divida considerada perdida aumentou 3.131%, ou seja, 32 vezes. E o governo nem se dá ao trabalho de justificar.

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A sustentabilidade da ADSE, o alargamento a mais beneficiários, o aumento de preços da Tabela

Eugénio Rosa    22.Dic.17    Outros autores

A lista unitária, a mais votada para o Conselho Geral de Supervisão da ADSE, presta informação. As questões em cima da mesa são da maior importância: a sustentabilidade financeira da ADSE, a sua captura pelos grandes grupos privados de saúde e a transformação da ADSE em “vaca leiteira” destes grupos que, a continuar, põe em perigo a sustentabilidade financeira da ADSE; o alargamento da ADSE a novos beneficiários, e os riscos que a decisão do Governo sobre essa matéria envolve; o aumento de preços da Tabela da ADSE.

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“Redução” da pobreza em Portugal: propaganda e manipulação de dados

Eugénio Rosa    15.Dic.17    Outros autores

O INE divulgou uma publicação com o título “Rendimentos e condições de vida 2017: O risco da pobreza reduziu-se para 18,3%.” A agência Lusa, sem analisar a totalidade do documento, repetiu o título, o que foi repetido acriticamente pelos restantes media. O 1º ministro também fez declarações no mesmo sentido, congratulando-se com tal diminuição da pobreza. Mas os dados da publicação do INE, se analisados com seriedade, mostram uma situação diferente. O título não traduz a pobreza real no país.

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9 meses de gestão da administração Paulo Macedo na CGD: fracos resultados e piores indícios

Eugénio Rosa    08.Dic.17    Outros autores

A CGD é um grande banco público controlado apenas por capital português. É o banco líder a operar no mercado português. O governo PS nomeou uma administração presidida por Paulo Macedo, o que suscitou desde logo sérias e justificadas dúvidas. A nova administração recebe salários de luxo, que justifica com a necessidade de integrar «os mais competentes». Mas os resultados até agora conseguidos são fracos, com recuos no crédito e nos depósitos. E acrescentam dúvidas técnicas às reservas políticas.

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As diferenças abissais de poder de compra entre os diversos concelhos do País

Eugénio Rosa    29.Nov.17    Outros autores

Uma das desigualdades mais graves que persistem entre os portugueses é a que que resulta de viverem em diferentes regiões do país. Segundo o INE, o poder de compra médio de um português a viver no concelho de Lisboa é 2,14 superior ao poder de compra médio nacional por habitante, e é mais de três vezes superior ao poder de compra médio de um português que viva em 121 concelhos do país. As graves desigualdades existentes são uma das consequências inevitáveis do capitalismo. Caberia ao governo procurar reduzi-las. Criada uma “Unidade de missão para a valorização do interior”, pouco ou nada se alterou.

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