Autor: “Eugénio Rosa ”

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O documento Costa Silva: uma manta de retalhos contraditória e sem coerência que ignora o país real

Eugénio Rosa    28.Jul.20    Outros autores

A “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030” que o governo encomendou a Costa Silva é um extenso documento, repetitivo, com os chavões da moda, em que é manifesta a preocupação de referir tudo para contentar todos mas em que, não existindo qualquer priorização, se fica sem saber o que verdadeiramente o autor defende. Ignora o país real, que para Costa Silva não é o país em que os portugueses vivem mas um país em que ao Estado competiria unicamente servir, financiar e capitalizar as empresas privadas, nomeadamente as em sérias dificuldades.

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Uma devastadora crise económica e social que o comportamento do governo agravará

Eugénio Rosa    09.Jul.20    Outros autores

O governo reduziu o investimento público do Estado no Orçamento Suplementar, e 9.828 milhões € de Fundos Comunitários ficaram por utilizar. A insuficiência do investimento público está a ter consequências graves no investimento total no país, e vai ter efeitos dramáticos no aumento do desemprego e no alastrar da miséria.

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Aumento dos impostos e agravamento da injustiça fiscal durante o governo PS

Eugénio Rosa    02.Jul.20    Outros autores

Entre 2015, último ano de governo PSD/CDS, e 2020 (Orçamento suplementar) os impostos directos - que são impostos tecnicamente mais justos - aumentaram apenas 161 milhões € (+1,6%), enquanto os impostos indirectos - que são impostos tecnicamente mais injustos - aumentaram no mesmo período 2.927 milhões € (+14,1%), ou seja, 18 vezes mais que o aumento registado em euros nos Impostos diretos. Em termos técnicos é-se obrigado a concluir que a injustiça fiscal aumentou em Portugal com o governo PS. E isto depois de ter aumentado enormemente com o governo PSD/CDS.

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O orçamento suplementar para 2020 nem promove o crescimento económico e o emprego nem reforça o Serviço Nacional de Saúde

Eugénio Rosa    22.Jun.20    Outros autores

Diz o governo que este Orçamento suplementar é um orçamento de fortalecimento do SNS e de recuperação da economia, e que não é um orçamento de austeridade. A realidade desmente essa afirmação. A redução de receitas é à conta da quebra do IRC. Para os trabalhadores a austeridade fiscal continua apesar de uma quebra brutal nos rendimentos do trabalho. O acréscimo no investimento público é insignificante, e uma parcela dele será cativado (João Leão é especialista nisso). A despesa prevista para um SNS extremamente enfraquecido não permite a recuperação do enorme número de cirurgias, consultas, exames que se deixaram de se fazer porque os meios (profissionais e equipamentos) que dispunha o SNS já eram insuficientes, tendo sido mobilizados para enfrentar a crise de saúde pública causada pelo COVID 19, e parte deles ainda se encontram mobilizados para esse fim.

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Qual é a dimensão do desemprego real no nosso país?

Eugénio Rosa    08.Jun.20    Outros autores

Os dados sobre o desemprego publicados pelo INE e pelo IEFP são todos diferentes. O IEFP divulga dados sobre o desemprego registado, que abrange apenas os desempregados que se inscrevem nos Centros de Emprego (ficam de fora muitos) e mesmo nestes dados existem situações estranhas (dezenas de milhares de desempregados são eliminados todos os meses sem qualquer explicação). O INE apenas publica dados sobre os desempregados que procuraram trabalho no período em que foi realizado o inquérito, e elimina todos os desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito. Por esta razão o número de desempregados reais em Portugal é muito superior aos dados oficiais do desemprego, quer sejam os do IEFP quer do INE. Não se conhecer a dimensão verdadeira do desemprego no nosso país é uma situação verdadeiramente dramática.

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O desemprego real é muito superior ao desemprego oficial e ao desemprego registado

Eugénio Rosa    28.May.20    Outros autores

Entre 15/3/2020 e 20/5/2020, o total acumulado de pedidos de emprego aumentou em 814,8%, ou seja, nove vezes mais. E isto apenas em 2 meses. É um indicador da destruição maciça de emprego que se está a verificar, lançando milhares e milhares de trabalhadores no desemprego, deixando-os sem trabalho que é a sua única fonte de rendimentos para viver (eles e suas famílias). E nesse número não estão incluídos 1.325.635 trabalhadores inscritos para “lay-off”, mais de meio milhão dos quais o governo não prevê apoiar. António Costa já afirmou que “vamos ter dois anos muito duros”. Se, como já se verifica agora, o peso das dificuldades é para cair em cima dos que já pouco ou nada têm, espera-se que a lição da “austeridade” tenha ficado aprendida, e que a resposta dos trabalhadores e do povo esteja à altura.

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O Programa de Estabilidade-2020 apresentado pelo governo apenas prevê pagar o “lay-off” a pouco mais de metade dos trabalhadores abrangidos

Eugénio Rosa    21.May.20    Outros autores

Centeno prevê gastar com o “lay-off” apenas 373,3 milhões € por mês. Essa despesa só dá para pagar “lay-off” a 792.354 trabalhadores por mês. Mas segundo o Ministério do Trabalho, em 30 de Abril as empresas já tinham inscrito 1.315.187 de trabalhadores para “lay-off”. Portanto, na previsão do Ministério das Finanças não existe verba para pagar o “lay-off” dos restantes 522.833 trabalhadores. A pergunta é esta: quem garante a estes mais de meio milhão de trabalhadores a totalidade ou parte dos seus rendimentos?

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