Autor: “Eugénio Rosa ”

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Evolução negativa do poder de compra dos trabalhadores do sector privado, diminuição da produtividade, agravamento das desigualdades na distribuição da riqueza produzida

Eugénio Rosa    11.Sep.19    Outros autores

O governo de António Costa reconheceu (à beira das eleições) que os salários em Portugal são baixos. Em 2015, quando o actual governo tomou posse, a remuneração bruta regular média correspondia a 58,1% do valor do salário mínimo nacional, em 2019 corresponde já a 63,3%. Por este andar, em breve a remuneração bruta regular média dos trabalhadores em Portugal será apenas o salário mínimo nacional. Com a obsessão do “défice zero” e a insuficiência do investimento público e privado, a produtividade diminuiu. Para agravar a situação dos trabalhadores, a distribuição da riqueza criada no país tem-se agravado continuamente em benefício do capital. Se o PS minoritário consegue estes resultados, o que não faria se tivesse maioria absoluta.

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O que está Paulo Macedo a fazer na CGD?

Eugénio Rosa    12.Ago.19    Outros autores

Paulo Macedo tem um largo currículo no “bloco central”, passando dos impostos para a Saúde e da Saúde para a CGD, por escolha tanto do PSD como do PS. A sua administração na CGD gaba-se de apresentar lucros. Lucros conseguidos reduzindo praticamente a zero os juros pagos aos depositantes, aumentando as comissões cobradas, obtendo receitas temporárias com mais-valias, fechando agências e reduzindo o número de trabalhadores, e revertendo imparidades constituídas a mais no passado. O problema da CGD continua a ser ter a política de direita no comando.

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O aumento dos impostos em Portugal entre 2011 e 2019, o agravamento das desigualdades, as propostas eleitorais dos partidos

Eugénio Rosa    30.Jul.19    Outros autores

A injustiça do sistema fiscal português agravou-se ainda mais como o governo PSD/CDS entre 2011 e 2015. E com o actual governo não se verificou a reversão para 2011 da situação na carga fiscal. Os impostos indirectos (mais injustos) têm um peso muito maior do dos impostos directos (tidos como mais justos). No IRS verifica-se que os grupos menos atingidos com aumentos foram os rendimentos mais elevados, enquanto os dois escalões mais baixos sofreram amior agravamento, segundo revelam dados do próprio Ministério das Finanças. É face a esta realidade que as propostas eleitorais devem ser lidas.

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O saldo orçamental positivo de Centeno: um “milagre” à custa do prosseguimento da degradação dos serviços públicos

Eugénio Rosa    22.Jul.19    Outros autores

Os dados referentes à execução orçamental de Maio de 2019 deram lugar ao habitual festival da comunicação social afecta ao governo, comentadores nos media defensores do governo, e do próprio ministro Centeno: “o ministro milagreiro do défice.” Como não há contraditório nos media aquela afirmação passou como verdade e muita gente acreditou nela. Mas os próprios dados do Ministério das Finanças mostram outra coisa. Este saldo positivo é obtido à custa do aumento da divida ao sector privado (nomeadamente no SNS) e da redução de prestações sociais, de que é exemplo flagrante a baixa cobertura do subsídio de desemprego.

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Entre 2015 e 2017 agravaram-se as desigualdades em Portugal: no rendimento médio, na miséria dos desempregados, no funcionamento do SNS

Eugénio Rosa    04.Jul.19    Outros autores

Os dados divulgados pela Autoridade Tributária revelam que, em 2015, o rendimento médio dos agregados com rendimentos mais elevado era em 2015 174,3 vezes superior ao rendimento médio bruto dos agregados do escalão. Em 2017 aumentou para 178,6 vezes. É evidente o agravamento da distribuição dos rendimentos. Outros dados são igualmente significativos de um aumento das desigualdades e das dificuldades por que passam as camadas mais pobres no nosso país.

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A verdade e a mentira sobre os efeitos das progressões na Função Pública

Eugénio Rosa    20.May.19    Outros autores

O governo PS - sobretudo pela voz de Costa e Centeno - quis criar um alarme público com o espantalho de custos de centenas de milhões que resultariam da reposição do tempo de serviço dos professores. Uns números eram manipulados, outros eram simplesmente falsos. O que os dados oficiais do próprio Ministério das Finanças mostram é que os efeitos das progressões nas carreiras nas remunerações dos trabalhadores da Função Pública têm sido irrisórios e até mesmo negativos.

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Entre 2015 e 2018 os salários reais diminuem em Portugal

Eugénio Rosa    09.May.19    Outros autores

Contrariamente à ideia que o actual governo e os órgãos de comunicação social têm procurado fazer passar junto da opinião pública, o poder de compra quer das remunerações base quer do ganho médio dos trabalhadores do sector privado diminuiu entre 2015 e 2018. São os dados do Ministério do Trabalho que o confirmam.

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