Autor: “Gustavo Carneiro”

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A cartilha

Gustavo Carneiro    02.Jun.21    Outros autores

O papel dos media dominantes identifica-se não apenas no que noticiam e no que ocultam, mas também no como noticiam, na linguagem que utilizam em cada caso. Uma “cartilha” uniforme e zelosamente cumprida, que voltou a ficar bem à vista na forma como foi referido e adjectivado o mais recente massacre de palestinianos pelo poder sionista.

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O óbvio

Gustavo Carneiro    05.Abr.21    Outros autores

É de registar o caricato enlevo com que a generalidade dos media, dos comentadores, certos responsáveis políticos tratam Joe Biden. Muitos deles eram igualmente devotos de Trump, embora a sua grotesca imagem colocasse dificuldades. Que este homem tenha - no seu ainda curto tempo de presidência e sobretudo no plano internacional – enveredado e em alguns aspectos agravado a criminosa e agressiva política que vem detrás não é para eles relevante ou é aplaudido. Mais do que quem está na presidência, o que determina as suas posições é o rasteiro servilismo perante o imperialismo EUA.

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A vergonha*

Gustavo Carneiro    08.Ene.21    Outros autores

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que visa combater a glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuam para estimular formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias relacionadas. Os EUA e a Ucrânia votaram contra. E, para vergonha de um governo cuja política externa é cada vez mais reaccionária e anti-constitucional, Portugal absteve-se.

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A sugestão*

Gustavo Carneiro    30.Oct.20    Outros autores

Qualquer comunista entrevistado em qualquer órgão de comunicação social já sabe que, mais do que a opinião sobre qualquer dos gritantes problemas nacionais, lhe vai ser “exigido” que se pronuncie sobre os “regimes” chinês, ou cubano, ou russo, ou venezuelano, e porque é que os “apoia”. E não são só esses jornalistas inquisitoriais que insistem nessa preconceituosa e desonesta abordagem. Há um largo leque de gente que ataca o PCP nesses mesmos termos, e vai da extrema-direita a Ana Gomes e ao BE.

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O Costume…*

Gustavo Carneiro    03.Oct.20    Outros autores

As recentes declarações do embaixador dos EUA dando ordens sobre o que Portugal pode ou não fazer de negócios com a China obrigaram o próprio MNE Santos Silva a dizer umas palavras “de demarcação”. Palavras que, lidas com atenção, demarcam muito menos do que parece e, sobretudo, indicam mais uma vez que as decisões de política externa portuguesa estão longe de ser tomadas “pelas autoridades portuguesas competentes”. O embaixador pode ser pouco diplomático, mas deverá conhecer bem interlocutores do género de Santos Silva, e ter como garantido que chegada a hora serão fielmente alinhados e submissos.

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Os ausentes*

Gustavo Carneiro    18.Sep.20    Outros autores

Na redoma em que o BE vive será em Setembro que “regressam as lutas”. Não deu conta das muitas acções de luta que se verificaram ao longo destes meses. Mas, pior ainda, naqueles que foram dos meses mais duros de que há memória em termos de ataque aos direitos laborais e sociais, o BE optou por dar para o peditório dos que queriam ver confinada a luta, aprovando o estado de emergência (que limitou e suspendeu os direitos à greve e à resistência) e criticando abertamente a CGTP-IN pelas comemorações do 1.º de Maio.

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O velho e o novo*

Gustavo Carneiro    01.Jul.20    Outros autores

«A crise consiste precisamente no facto de que o velho está a morrer e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece». A afirmação de Antonio Gramsci, proferida nas primeiras décadas do século XX, ganha hoje flagrante actualidade, à medida que se aprofunda a crise do capitalismo e, com ela, (res)surgem muitos destes sintomas.

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