Autor: “Jorge Cadima”

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Pela calada

Jorge Cadima    19.Jul.21    Outros autores

A “saída” dos EUA do Afeganistão teve um momento simbólico no abandono da Base de Bagram. Foi pela calada da noite, sem dar cavaco, deixando para trás equipamentos no valor de milhões. Em 20 anos ocupação EUA/NATO uma coisa floresceu: o cultivo do ópio. Os taliban, instrumento da conspiração imperialista contra qualquer progresso do país, que os EUA iriam “combater”, dominam hoje a maioria do território. A saída formal das tropas terrestres EUA simboliza o fracasso da estratégia de envolvimento militar directo, com custos económicos e políticos incomportáveis. Mas não representará certamente o fim da subversão imperialista no Afeganistão e na região.

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Sullivando

Jorge Cadima    28.Jun.21    Outros autores

No plano internacional, já não se pode dizer apenas que a presidência Biden dá continuidade às péssimas políticas dos seus antecessores. Na verdade, começa a ser ainda mais ameaçadora e irresponsável, e a confirmar-se como gente que mente e engana de cada vez que abre a boca. Depois do encontro com Putin, falaram em “desanuviamento”. Dias depois, avançam com novas “sanções” contra a Rússia, na base das habituais aldrabices belicistas. No essencial, a razão que os move é a miragem de preservar uma hegemonia mundial que a actual realidade económica e política deixou para trás. Todavia, o mesmo não sucede no plano militar, e essa permanece a grande questão.

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Escombros

Jorge Cadima    22.May.21    Outros autores

A heroica resistência do povo palestiniano e o grande movimento de solidariedade internacional gerado conduziram a um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Mas mesmo a palavra cessar-fogo é inadequada quando são tão dramaticamente desiguais as forças e os meios em presença. O que estava em curso era mais uma ofensiva genocida do sionismo, e o facto de ser interrompida nada garante. Já dura há 73 anos. E tão criminosas como esta ofensiva são a cumplicidade e a hipocrisia dos EUA e da UE (incluindo Portugal). É significativo que a cada vez mais arrogante extrema-direita portuguesa e europeia se tenha colocado inteiramente ao lado do Estado terrorista de Israel.

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Teias

Jorge Cadima    19.Abr.21    Outros autores

O jornal online do BE publica um texto atacando os que condenam a intervenção imperialista na Síria. Trata-os de “imbecis” porque o que ali há, acham eles, é uma genuína revolta popular. Quem queira entender melhor a natureza do BE deve dar atenção às suas posições sobre questões internacionais. Bastará, aliás, acompanhar muitas das votações dos seus eurodeputados, por vezes tão próximas ou coincidentes com posições que nada têm “de esquerda”.

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Perigosamente podre*

Jorge Cadima    12.Mar.21    Outros autores

O capitalismo enquanto sistema atingiu os seus limites. Em vez de criar, destrói. Entrou em autofagia, na tentativa de obter lucros que escasseiam na actividade produtiva. O apagão no Texas, em meados de Fevereiro, é disso elucidativo, a tragédia de uns é o lucro de outros: «o Bank of America lucrou centenas de milhões de dólares em receitas de negócios quando o sistema eléctrico do Texas foi abaixo […] ilustrando as vantagens para Wall Street do caos que deixou partes do Estado sem luz e aquecimento». A Bloomberg (5.3.21) estima que a Goldman Sachs e o Morgan Stanley irão também lucrar mais de 200 milhões de dólares cada.

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O vaci-negócio*

Jorge Cadima    05.Feb.21    Outros autores

A balbúrdia das vacinas COVID aumenta de dia para dia, com destaque para a UE. Nela, tudo o que não é incompetência é corrupção, próprias de um capitalismo que, na sua fase actual, tem pouca necessidade de ocultar a sua verdadeira face. As grandes empresas farmacêuticas privadas ganham em todos os tabuleiros: receberam milhões de dinheiros públicos para desenvolver as vacinas, cobram ainda mais milhões para as vender a quem pagar mais. A morte de milhões de seres humanos nem sequer entra nas contas.

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EUA: decadência e eleições

Jorge Cadima    21.Ene.21    Outros autores

A tomada de posse de Biden é acompanhada de uma larga tentativa de semear ilusões. Os EUA precisam de recompor a imagem deixada pela administração Trump. O problema que têm é que essa imagem, antes de ser a de uma administração, era a de uma potência tentando reagir ao espectro da sua própria decadência. Que comporta cada vez mais perigos, que a presidência de Biden poderá ainda ampliar.

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