Autor: “Jorge Beinstein”

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À espera de Trump: a crise sistémica global e alguns golpes

Jorge Beinstein    29.Dic.16    Outros autores

Enquanto a desglobalização segue o seu curso, as elites dominantes do planeta procuram desesperadamente preservar as suas posições, acentuam as suas disputas internas, começam a produzir salvadores pragmáticos de todo o tipo. Foi assim que irrompeu uma personagem grotesca como Donald Trump. Ou os neofascismos europeus emergentes e os já instalados na América Latina. Trata-se de tentativas ilusórias de recomposição de sistemas decadentes que aprofundam ao mesmo tempo o saque, a dinâmica parasitária já vista ao longo da história humana acompanhando e acelerando os declínios imperiais.

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Sinais de implosão na economia global
O capitalismo global à deriva

Jorge Beinstein*    14.Jul.16    Outros autores

«Agora os sinais de alarme multiplicam-se desde ajustes financeiros graves até pertubações geopolíticas carregadas de guerra e desestabilizações, desde crises institucionais até declinações económicas.
Nos anos 1990 os comentadores ocidentais maravilhavam-se diante do espetáculo da implosão da URSS. É provável que dentro de muito pouco tempo comecem a horrorizar-se diante de desastres muito maiores centrados no Ocidente».

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Ilusões progressistas devoradas pela crise
América Latina na hora do lumpen-capitalismo

Jorge Beinstein*    07.Abr.16    Outros autores

Neste texto Jorge Beinstein diz-nos que o avanço da direita na América Latina e o que parece ser um movimento de recuperação do domínio imperialista dos EUA sobre ‘o Pátio das Traseiras’.
A verdade é que, apesar dos claros e evidentes recuos dos partidos, movimentos e governos que dirigiram os processos de mudança em alguns países da América Latina, «A memória popular não pode ser apagada, pode chegar a afundar-se numa espécie de clandestinidade cultural, numa aparente sonolência digerida misteriosamente, pensada pelos de baixo, subestimada pelos de cima, para reaparecer como um novo presente, quando as circunstâncias o exigirem, renovada, implacável».

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Argentina balança entre a crise de governabilidade e a ditadura mafiosa

Jorge Beinstein    07.Ene.16    Outros autores

«Encontramo-nos nos primeiros passos de uma aventura de trajectória incerta. Não se trata de um produto do acaso mas do resultado de um prolongado processo de maturação (degeneração) das elites dominantes da Argentina convertidas em matilhas predadoras coincidentes com o fenómeno global de financeirização e decadência.»

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O machado de guerra, o anzol da paz e os crápulas transparentes.
Venezuela e Colômbia, dois processos relacionados na estratégia regional do Império.

Jorge Beinstein    15.May.15    Outros autores

A América Latina e o Caribe constituem um espaço decisivo projecto imperialista de super-exploração. A sua recolonização integral é a peça chave de uma ofensiva planetária cuja implantação na região abarca uma ampla gama de operações convergentes. Uma mega estratégia flexível que inclui as desestabilizações de média intensidade no Brasil e Argentina, a intervenção directa encoberta na Colômbia, os golpes de estado em Honduras ou Paraguai, a tentativa de desestabilização de alta intensidade apontando para a intervenção militar na Venezuela, o ensaio de “abraço-de-urso” buscando desarticular Cuba, a instalação de bases militares avançadas no Peru.

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A América Latina na dinâmica da guerra global

Jorge Beinstein    22.Mar.15    Outros autores

A estratégia imperialista aparece articulada em torno de três grandes eixos; o transatlântico e o transpacífico que apontam, num gigantesco jogo de tenazes, contra a convergência russo-chinesa, centro motor da integração euro-asiática. E a seguir o eixo latino-americano, destinado à reversão dos processos progressistas aí em curso e à recolonização da região. E essa estratégia é uma estratégia de guerra.

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Mudanças decisivas no sistema global – Entre ilusões e guerras desesperadas contra o tempo

Jorge Beinstein*    08.Nov.14    Outros autores

O autor faz uma previsão algo apocalíptica: a crise geral do capitalismo é global, e a decadência económica das potências capitalistas centrais tem portanto uma repercussão global. As potências emergentes, para não caírem, precisam que o Ocidente demore, desacelere sua queda. E para que isso aconteça o Ocidente precisa de saquear a periferia, fazer cair os emergentes. De qualquer forma, se o Ocidente chegar a ter êxito e submergir no caos o resto do mundo seguramente esse caos provocará a quebra das suas próprias sociedades.

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