Autor: “Manuel Augusto Araújo”

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Manuel Gusmão, «contra todas as evidências»

Manuel Gusmão recebeu ontem no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a Medalha de Mérito Cultural. Odiario.info saúda o Intelectual comunista que, em 2008, escreveu no Caderno Vermelho: «Um dos princípios do humanismo comunista é a ideia de que o desenvolvimento de cada um e o desenvolvimento de todos se potenciam mutuamente. Falar de cultura, reivindicar cultura, lutar pela cultura, sim; mas é preciso ao mesmo tempo meter as mãos na massa: fazer cultura.»

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Israel, um Estado réprobo

Israel impôs-se como o braço armado do imperialismo no Médio-Oriente, aliando-se aos estados árabes mais ditatoriais e reaccionários. É o instrumento através do qual qualquer hipótese de revolução árabe progressista é esmagada e com o qual se controla qualquer país do Médio-Oriente, seja qual for o seu regime, que tentar escapar à órbita do imperialismo norte-americano, como é bem verificável nos sucessos dos últimos anos.

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Maio 68, a não-revolução

Um interessante contributo para o entendimento da natureza e do impacto posterior dos acontecimentos de Maio de 1968 em França. Aqui sobretudo reflectindo sobre o universo cultural, filosófico e ideológico de muitas das suas figuras centrais, tão “radical” como facilmente recuperado pela sociedade que diziam pretender transformar.

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Álvaro Cunhal no Museu do Aljube

Odiario.info publica hoje dois textos sobre dois dos mais notáveis intelectuais e revolucionários comunistas portugueses: Álvaro Cunhal e Bento de Jesus Caraça.
Ambos provaram saber que a sua integração na luta do povo e da classe operária portugueses era um processo de transformação: deles, intelectuais, e dos que com eles lutavam e integravam o Partido Comunista Português.
Álvaro Cunhal distinguiu-se como político, organizador, artista e escritor que soube colocar o seu talento, intelecto e determinação ao serviço do povo, Bento Caraça, apesar de ter morrido prematuramente aos 47 anos de idade, tinha «… uma conceção de cultura [é] alheia a todo o elitismo e [é] radicalmente democrática», tendo tido um papel determinante na criação e organização da Biblioteca Cosmos e da Universidade Popular, de que hoje, mais de 70 anos volvidos após a sua criação, ainda se sentem os efeitos.
Este texto é sobre o encontro dedicado a Álvaro Cunhal no Museu do Aljube, sob o tema Intelectuais e Artistas da Resistência.

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Terrorismos

«Os monteiros e os tavares e outros idiotas que se julgam inteligentes e poluem os espaços mediáticos, percebem pouco do que está a acontecer e porque está a acontecer. São obtusos perante a história próxima que desagua nos cenários de guerra e terror actuais. A sua miopia nada inocente apaga a realidade para defenderem não os valores da liberdade e da civilização, mas de uma certa liberdade e de uma certa civilização que espalha a bestialidade, e dela acaba por ser tornar vitima, para garantir a sua sobrevivência ameaçada como está pela decadência. As chacinas provocadas pelos atentados terroristas desde que não aconteçam nos países ocidentais praticamente não existem, são quase naturais. Pouco lhes importa que o número de vítimas dos atentados no Médio-Oriente, em África ou na Ásia sejam mais numerosos e atinjam mais pessoas inocentes do que na Europa, exceptuando a Rússia. Que, apesar de tudo, a Europa ainda é um lugar mais seguro que os outros países.»

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Amigalhaços…

“Claro que havia todas as razões para demitir e substituir António Lamas na direcção do CCB. Curiosamente a referida por Gabriela Canavilhas na audição parlamentar ao Ministro da Cultura é de todas a menos relevante. A participação ou a ausência da Câmara de Lisboa no projecto do Distrito Belém-Ajuda (…) é indiferente ao teor de um projecto marcadamente mercantilista (…).»
«A questão nuclear é o do centralismo implícito, no mercantilismo explícito, no total autismo em relação a uma Política Nacional do Património, participasse ou não participasse no projecto a Câmara de Lisboa.»

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Tempo de antena cultural*

Na pegada cultural do actual Governo é a exaltação do mercado financeiro que deixa marcas, o que não desresponsabiliza os artistas, os produtores culturais que concorrem para esse estado de coisas actual. Degrada a cultura nos seus múltiplos sentidos de afirmação da condição humana e da transformação da vida. O que não é compaginável com a sedução pelo dinheiro.

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