Autor: “Manuel Augusto Araújo”

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O Tio Patinhas a caminho de Belém*

É visível a tentação de criar uma empresa, originalmente de capitais públicos, que integre os monumentos nacionais e os grandes equipamentos culturais da zona Ajuda/Belém. Não custa imaginar a vontade privatizadora que está por detrás de tal tentação. A nomeação do novo director do CCB, António Lamas, não é alheia a essa suspeita. O perigo não está na visão de Lamas, está quando se lêem as GOP da Cultura que preconizam a gestão «mais racional e eficiente dos organismos da cultura», de o património poder ser administrado por «entidades terceiras», de se «reduzir a dependência dos financiamentos públicos directos». Sabemos bem de mais o que isto quer dizer.

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Uma vergonha nacional

As mensagens de Cavaco e Passos Coelho a propósito do falecimento de Nelson Mandela envergonham o país. Esta gente, os nossos actuais governantes, ou não sabe o que diz por ignorância e di-lo com a empáfia dos ignorantes, ou sabe o que está dizer e diz revelando todo o seu cinismo, hipocrisia e falta de princípios.

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Economia e cultura na sociedade pós-moderna


«Está na ordem do dia o estreitamento das relações entre o mercado e a cultu-ra e é facilmente perceptível o afinco com que o mundo da arte persegue as deslocações da bolsa e anda atrás da moeda forte. “Em vez do antigo isola-mento das províncias e das nações, que se bastavam a si-próprias, desenvol-vem-se relações universais, uma interdependência universal das nações. E o que é verdadeiro para a produção material não o é menos para as produções do espírito. As obras intelectuais de uma nação passam a ser propriedade comum de todas elas. A estreiteza e o exclusivismo nacionais tornam-se cada vez mais impossíveis”.»

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