Autor: “Rémy Herrera”

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A colonização vista por Marx
Para além de alguns mal-entendidos …

Rémy Herrera    04.Sep.20    Outros autores

A evolução dos escritos de Marx sobre a colonização acompanha toda a trajectória do seu pensamento e da sua obra. Denuncia-a desde logo como violência armada, condena-a no final como “nada mais que um crime”. Se há opiniões que formula que aos olhos de hoje são injustas (por exemplo, a apreciação que faz de Simão Bolívar) isso não ensombra o gigantesco contributo dado ao entendimento da evolução e da persistência histórica das diferentes formações sociais na Europa e fora dela, da imbricação entre luta social e luta nacional e anticolonial, das múltiplas e complexas relações de dominação-libertação que a mundialização capitalista gerou e em que o movimento revolucionário deve intervir.

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Após o vírus, nem peste nem cólera
Detenhamos a marcha do capital para o neofascismo!

Rémy Herrera    15.Jul.20    Colaboradores

Em França o governo Macron e os interesses que representa reagiram à pandemia com escandalosa desumanidade. Foi o país em que mais claramente foi assumida a orientação de deixar morrer uma parte dos contaminados, num sistema de saúde profundamente fragilizado por décadas de desinvestimento. Assumiram a pandemia como oportunidade para ir mais longe na destruição de direitos cívicos e laborais. E preparam o quadro das eleições presidenciais de 2022 de tal forma que os franceses tenham de optar entre a peste e a cólera: entre Macron ou LePen.

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Sobre os resultados das eleições europeias

Rémy Herrera    03.Jun.19    Colaboradores

Ainda está por fazer a análise em profundidade das eleições europeias. Dos seus resultados em cada país e da sua repercussão no conjunto da UE e fora dela. A França foi um dos países em que a extrema-direita ganhou. E é urgente identificar as razões que levam um partido de extrema-direita consolidar e alargar o seu apoio entre as camadas populares.

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Claros-escuros, sfumato e golpes de matraca macronianos para o 1º de Maio

Rémy Herrera    08.May.19    Colaboradores

As manifestações do 1º de Maio em França, e em particular a de Paris, tiveram uma muito grande expressão de massas. Em Paris foram objecto de uma repressão policial sem precedentes. A classe dominante francesa teme os coletes amarelos, mas teme ainda mais a sua convergência com o movimento sindical.

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Muito barulho para pouca coisa…

Rémy Herrera    01.May.19    Colaboradores

Macron anunciou finalmente as suas medidas para dar resposta à contestação social (dos “gilets jaunes”, do movimento sindical, de diferentes sectores sociais). Os media obedientes procuraram promover a expectativa. Mas o resultado é um enorme vazio. E, se tinham a intenção de acalmar a contestação social, o resultado é capaz de ser o inverso.

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Após o tempo das catedrais, o tempo da indecência, da hipocrisia e da incompetência

Rémy Herrera    25.Abr.19    Colaboradores

Já abordámos aqui a questão (22.04). O espectáculo das doações do grande capital para o restauro de Notre-Dame assume traços verdadeiramente obscenos. Oferecendo uma parcela insignificante dos seus lucros e das suas fortunas pessoais, compram um lugar na primeira fila do branqueamento de fortunas construídas sobre exploração desenfreada e chorudas ajudas fiscais. E o demagogo Macron procura recuperar popularidade à conta desse leilão.

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Assembleia dos “Coletes Amarelos”: «Será necessário sair do capitalismo»

Rémy Herrera    16.Abr.19    Colaboradores

O movimento dos “Coletes Amarelos” em França prossegue a mobilização. Mas avança igualmente em formas de organização: as assembleias, e as “Assembleias das assembleias.”
Na segunda, realizada no início de Abril, aprovou um conjunto de posições e orientações com um claro cunho progressista. Que constituem, além do mais, um encorajador indício da sua autonomia de decisão, da sua vontade de avançar, e da sua capacidade de resistir tanto à repressão como às tentativas de divisão e de manipulação a partir do seu interior.

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