Autor: “Rémy Herrera ”

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Greves em todas as frentes

Rémy Herrera    15.Jun.18    Outros autores

Mobilizam-se em França sectores acerca dos quais não há memória de realizarem uma luta colectiva. O fenómeno tem duas explicações aparentes: por um lado, o ânimo que suscita a combatividade de sectores (ferroviários, função pública) que, apesar de pressões de toda a ordem, persistem na defesa das suas reivindicações; por outro, o facto da ofensiva do governo Macron avançar em todas as direcções e provocar um mal-estar social cada vez mais alargado.

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Sê jovem e cala-te!

Rémy Herrera    02.Jun.18    Outros autores

Mais informação das lutas em França. Estudantes do ensino secundário e do ensino superior combatem as «reformas» privatizadoras e antidemocráticas de Macron. E, como outros sectores em protesto, são alvo da repressão e da violência policial. Num quadro em que persiste uma ampla mobilização social, essa repressão, em vez de intimidar, reforça a vontade de luta.

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Operações «Robin dos Bosques» e tartarugas militantes

Rémy Herrera    28.May.18    Colaboradores

Prosseguem as lutas de massas em França. O sector da energia, juntamente com o dos ferroviários, sustenta uma luta prolongada cujo objectivo central tem um claro sentido político: a renacionalização. E os trabalhadores juntam à acção colectiva novas e criativas formas de acção, que consolidam o sentido de classe e alargam o apoio social à sua luta.

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Eis chegado o belo mês de Maio

Rémy Herrera    07.May.18    Colaboradores

As manifestações do 1º de Maio realizaram-se em toda a França, com mais de 200 mil participantes.
A manifestação de Paris, onde teria grande expressão a luta dos ferroviários e da administração pública, foi objecto de uma violenta provocação por parte de vândalos encapuzados, que a polícia deixou actuar. É uma lição de toda a história do movimento operário: entre os meios que o inimigo de classe mobiliza estão também grupelhos violentos que fingem agir em nome dos trabalhadores, mas cuja acção resulta sempre em prejuízo e em maior repressão das suas lutas.

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A Fusão French-American

Rémy Herrera    27.Abr.18    Outros autores

A viagem de Macron aos EUA juntou duas almas gémeas que entre outras coisas partilham o ridículo e o reaccionarismo. Macron tentou fazer passar que procurava inflectir posições de Trump. Mas o que fez foi comprometer ainda mais a França com a máquina de guerra EUA/NATO, como sucedeu (e ao que parece com falhanços caricatos) no recente ataque à Síria. E em França as greves e lutas prosseguem, com grande destaque para a luta dos ferroviários.

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Guerra social e guerra imperialista

Rémy Herrera    23.Abr.18    Colaboradores

Um novo ponto da situação em França. As lutas prosseguem em várias frentes, e pode abrir-se alguma perspectiva da sua convergência. Macron responde com a repressão e com a tentativa de encenação de um «diálogo directo com o povo». Ao mesmo tempo que promove a guerra social contra trabalhadores e estudantes, intervém activamente na agressão imperialista contra a Síria. Duas faces da mesma moeda.

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«No caminho» de um novo Maio de 68?

Rémy Herrera    18.Abr.18    Colaboradores

Existe em França um mal-estar profundo que começa a manifestar-se na intensificação das lutas e acções de massas. A sua origem não está apenas nas políticas que o grande patronato dita a Macron, como antes ditava aos seus antecessores. Vem de mais longe e vem de muitos lugares da sociedade. Trabalhadores e desempregados, ferroviários e sem-abrigo, reformados, pacifistas, ecologistas, antifascistas, estudantes. Um fundo rumor de cólera que recorda 1968.

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